Brasil adere projeto que vai interligar cabo de fibra óptica da América do Sul à Ásia
Entenda o que é o projeto de cabo submarino de US$ 388 milhões que vai interligar América do Sul à Ásia e promete aumentar a conexão de 600 milhões de pessoas.
Você sabia que a internet já possui mais de 50 anos? Tudo começou lá em 1969 na área militar dos Estados Unidos. Seu principal objetivo era proteger o país das guerras e ela era bem diferente do que conhecemos hoje.
Mas, foi só nos anos 80 que o termo “internet” surgiu de fato e, em seguida, logo nos anos 90, surgiram os nostálgicos bate-papos instantâneos, serviços de email e site de buscas por meio da internet discada.
Depois disso sua evolução aconteceu de forma exponencial com a banda larga, conexão por meio de celulares com o 3G, 4G e hoje não vivemos sem ela.
Inclusive, uma conexão ruim pode ser prejudicial para os nossos estudos, projetos e trabalhos, não é mesmo?
Pensando nisso, alguns países estão em um megaprojeto que vai ligar o 1º cabo de fibra óptica submarino da América do Sul à Ásia. O Brasil faz parte da iniciativa e o projeto promete melhorar a conexão de 600 milhões de pessoas.
Seria o caminho para novas rotas do 5G? Enquanto você procura a resposta para essa pergunta, permaneça conosco, porque vamos abordar aqui os seguintes itens:
- O que são os cabos submarinos?
- Em que se baseia o projeto?
- O que esperar dessa iniciativa?
O que são os cabos submarinos?
Os cabos submarinos são cabos de fibra óptica submersos nos oceanos e sem eles não haveria a internet que conhecemos hoje.
Em 2018 havia, em média, 448 cabos submarinos em serviço no mundo, ultrapassando 1,2 milhão de quilômetros globalmente. Mas, esse número está em constante mudança.
Os cabos possuem lasers disparados de uma extremidade ao receptor da outra em velocidades muito altas por meio das fibras de vidro muito finas.
Essas fibras são envoltas com muitas camadas de plástico e metais para sobreviverem no fundo do mar.
Os cabos ficaram muito tempo em desuso com o advento de satélites, mas isso aconteceu porque eram feitos de cobre e tinham muitos problemas.
Mas, com o surgimento da fibra óptica eles voltaram a ser a melhor opção e, hoje, os cabos são considerados a “espinha dorsal” da internet.
Em que se baseia o projeto?
O cabo submarino que ligará a América do Sul à Ásia é uma iniciativa da companhia estatal chilena Desarrollo País e foi chamado de Humboldt.
O projeto exigirá um aporte de US$ 388 milhões e possui duração prevista de 25 anos por parte do governo do Chile.
A estrutura do cabo vai contar com oito fibras ópticas e uma capacidade de 400 Gbps (gigabits por segundo).
A rota do cabo ligará Valparaíso, no Chile, à Sydney, na Austrália, com ramal para Auckland, na Nova Zelândia e sua extensão será de 14,81 mil quilômetros.
Assim que chegar na Austrália, o cabo vai se conectar com outros cinco cabos que chegam da Ásia.
Além do Brasil, a Argentina também faz parte do projeto e a iniciativa está sendo tratada como uma maneira de integração regional pelas autoridades dos países.
Os participantes também esperam que Uruguai, Bolívia e Paraguai se juntem ao projeto.
O que esperar dessa iniciativa?
A iniciativa promete fortalecer a conexão de mais de 600 milhões de pessoas no continente nos dois continentes.
De acordo com Andrés Allamand, ministro das relações Exteriores do Chile, a decisão do Brasil de se unir formalmente ao projeto foi crucial para que a iniciativa se tornasse realidade.
O governo Brasileiro também se pronunciou e disse que a iniciativa vai consolidar a infraestrutura digital regional e pode posicionar o Brasil como líder da transformação digital e do mercado digital na região.

