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Como o ESG tornou-se prioridade para empresas? Entenda nesse artigo!

Descubra o que são os compromissos ESG (Ambiental, Social e Governança), empresas no Brasil que seguem seus princípios e suas tendências de investimentos.

Gabriela Batista
Por Gabriela Batista
Publicado em 20 de mai de 2021  ·  Atualizado em 10 de mar de 2026  ·  3 min de leitura
Empresas ESG

Atuar de maneira consciente por meio da sustentabilidade já deixou de ser novidade quando estamos falando de negócios, não é mesmo?

Hoje, o termo que que vem liderando as conversas estratégicas nas empresas é o ESG (Environmental, Social and Governance ou Ambiental, Social e Governança).

Dessa forma, estamos falando de uma métrica que avalia, de perto, se as organizações estão sendo ecológicas e se cuidam de seus funcionários, clientes e comunidade.

Da mesma maneira, identifica qual é o sistema de políticas e práticas pelas quais as empresas são controladas.

A consultoria ACE Cortex analisou companhias em estágios iniciais e avançados que atuam no Brasil com base nos pilares de sustentabilidade ESG.

Então, neste artigo vamos discutir sobre o cenário encontrado nas pesquisas e, principalmente, as principais tendências de investimentos em ESG no país, por meio dos tópicos abaixo:

  • O que é o compromisso ESG?
  • Startups no Brasil que já atuam com soluções baseadas nos princípios ESG;
  • Tendências de investimentos em ESG.

Preparado(a)? Então vamos lá!

O que é o compromisso ESG?

O compromisso ESG (Ambiental, Social e Governança) é uma métrica que avalia, ao mesmo tempo, o quanto uma empresa está buscando maneiras de minimizar impactos ambientais, contribuir com as pessoas e manter os melhores processos.

O surgimento da sigla aconteceu em 2005, depois de uma iniciativa liderada pela ONU (Organização das Nações Unidas). No evento, cerca de 20 empresas de 9 países distintos se reuniram para discutir algumas diretrizes.

Dentre elas foram discutidas como as empresas poderiam incluir questões ambientais, sociais e de governança na gestão de ativos.

Ao final viram que a incorporação desses fatores no mercado gerava melhores resultados para a sociedade.

Dessa forma, engana-se quem pensa que sustentabilidade e lucratividade não podem andar juntos. E, as soluções ESG estão em alta para provar isso.

Startups no Brasil que já atuam com soluções baseadas nos princípios ESG

No Brasil, cerca de 46% dos empresários e funcionários afirmaram contar com programas ESG nas empresas que estão inseridos e 92% acreditam que as premissas ESG ditarão estratégias futuras de negócios.

De acordo com o relatório divulgado pela consultoria ACE Cortex, a Apple, Natura e Blue Sol Energia estão entre as organizações líderes que assumem responsabilidades ESG.

Ao todo, a ACE Cortex mapeou 343 empresas que já desenvolvem soluções baseadas nos princípios ESG. Dentre elas, 180 possuem foco no meio ambiente, 130 no impacto social que geram e 33 empresas desenvolvem mais soluções de governança.

As companhias que se destacam em ações que não impactam o meio ambiente desenvolvem, principalmente, soluções para a gestão de energia, como mobilidade elétrica e logística, controle de emissão de CO2, matrizes limpas, etc.

Já as empresas com destaque social são as edutechs (educação), healthtechs (saúde) e startups de cybersecurity (proteção de dados), sendo o setor de educação o mais aquecido.

Dentre elas, podemos citar: Gympass, Preta Hug, Digital Innovation One e outras.

As startups voltadas para a governança, que estão em menor número, são, basicamente, aquelas que atuam com a transparência corporativa e divulgação de dados, como a Glassdoor, Gove, Atlas Governance e outras.

Tendência de investimento em ESG

As empresas que consideram os três pilares da sustentabilidade (Ambiental, Social e de Governança) têm atraído a atenção dos investidores.

Embora ainda haja muito a ser feito em relação ao tema no Brasil, a pandemia agiu como um catalisador para que as premissas em ESG recebessem os holofotes.

A importância das questões ambientais, sociais e de transparência corporativa estão mostrando, então, que as empresas podem aumentar seus lucros ao mesmo tempo em que cooperam para um futuro melhor. É o lucro combinado com propósito.

Os investidores estão demandando, cada vez mais, que as empresas atuem com diversidade, inclusão e relações de trabalho.

Da mesma maneira, que as companhias se voltem para as emissões de CO2, economia circular e se preocupem com as mudanças climáticas.

Já a governança, historicamente, é levada em consideração pelos investidores há muito tempo. No entanto, também foi acelerada pela pandemia.

É por meio deste pilar que os investidores avaliam o engajamento corporativo das organizações e checam os dados disponibilizados.

Perguntas frequentes

O que é o compromisso ESG?
O compromisso ESG (Ambiental, Social e Governança) é uma métrica que avalia, ao mesmo tempo, o quanto uma empresa está buscando minimizar impactos ambientais, contribuir com as pessoas e manter os melhores processos. Ele avalia se as organizações estão sendo ecológicas, se cuidam de seus funcionários, clientes e comunidade, e identifica o sistema de políticas e práticas pelas quais as empresas são controladas.
Quando e como surgiu a sigla ESG?
A sigla ESG surgiu em 2005, após uma iniciativa liderada pela ONU. No evento, cerca de 20 empresas de 9 países distintos se reuniram para discutir diretrizes sobre como incluir questões ambientais, sociais e de governança na gestão de ativos. Ao final, perceberam que a incorporação desses fatores no mercado gerava melhores resultados para a sociedade.
Quantas empresas no Brasil já atuam com soluções ESG?
Segundo o relatório da consultoria ACE Cortex, cerca de 46% dos empresários e funcionários afirmaram contar com programas ESG, e 92% acreditam que as premissas ESG ditarão estratégias futuras de negócios. Ao todo, a ACE Cortex mapeou 343 empresas que já desenvolvem soluções baseadas nos princípios ESG, sendo 180 com foco no meio ambiente, 130 no impacto social e 33 em governança.
Quais setores se destacam nas soluções ESG no Brasil?
As empresas de destaque ambiental desenvolvem principalmente soluções para gestão de energia, como mobilidade elétrica e logística, controle de emissão de CO2 e matrizes limpas. No destaque social estão edutechs de educação, healthtechs de saúde e startups de cybersecurity, sendo o setor de educação o mais aquecido. Já as voltadas à governança, em menor número, atuam com transparência corporativa e divulgação de dados.
Sustentabilidade e lucratividade podem andar juntas no ESG?
Sim. Engana-se quem pensa que sustentabilidade e lucratividade não podem andar juntas, e as soluções ESG estão em alta para provar isso. As empresas que consideram os três pilares da sustentabilidade, ambiental, social e de governança, têm atraído cada vez mais a atenção dos investidores.
Gabriela Batista
Escrito por
Gabriela Batista
Grad. em Engenharia Química pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Foi Diretora de Projetos e, posteriormente, Diretora Presidente na empresa júnior ProEQ Jr - Consultor…

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