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Energia solar compartilhada torna-se alternativa em meio ao alto custo da conta de luz

Conheça a prática de compartilhamento de energia solar capaz de reduzir os gastos em até 15% na sua conta mensal de luz.

Juliana Kaíza
Por Juliana Kaíza
Publicado em 11 de mai de 2022  ·  Atualizado em 6 de mai de 2026  ·  2 min de leitura
energia solar compartilhada

Devido aos altos valores da conta de luz e do acionamento da bandeira tarifária em boa parte do ano de 2021, popularizou-se a alternativa da energia solar por assinatura que apresenta benefícios financeiros, ambientais e econômicos.

Essa importante possibilidade tornou-se viável no Brasil depois da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) perceber que a geração solar do Brasil não estava se desenvolvendo na mesma proporção de seu potencial e, então, regulamentar a prática de compartilhamento de energia.

Com essa nova opção de redução de custos, muitos empreendedores, empresários e donos de comércio estão buscando e tornando-se adeptos da geração compartilhada.

Surgimento da energia solar por assinatura

A origem da geração e compartilhamento da energia solar aconteceu na Alemanha, que mesmo com menores níveis de radiação do sol, é um dos países líderes na utilização dessa energia renovável per capita.

Com o progresso nítido, foi apenas questão de tempo para a prática da geração compartilhada se espalhar pela Europa e pelos Estados Unidos. Antes tida como “comunidades solares”, era baseada apenas na oportunidade de instalação de pequenas usinas que compartilhavam a energia produzida entre cooperativas e pequenas empresas.

A evolução da geração compartilhada no Brasil

A energia solar compartilhada chegou ao Brasil em 2015 com a regulamentação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Desde lá, até março deste ano, o país já soma mais de 5.635 unidades consumidoras que utilizam a energia solar por assinatura.

A quantidade de adeptos cresceu bastante em 2019, com um aumento de 1.500 unidades, e no ano de 2021, com mais de 1.610, números superiores ao do ano de estreia, com 45 unidades.

Tudo indica que esses números ainda irão aumentar, já que a vantagem na redução de até 15% nas contas de energia é de muita necessidade para a grande maioria da população brasileira.

Evolução da geração solar compartilhada no Brasil — Foto: BBC

O potencial da energia solar compartilhada

Atualmente, o Brasil é o 13º país do mundo em capacidade instalada acumulada para energia solar fotovoltaica, tendo perspectiva de alcançar o Top 10 muito em breve.

Segundo levantamento da Agência Internacional de Energias Renováveis, também foi considerado, em 2021, o país que mais cresceu em capacidade de produção desse tipo de energia, ficando atrás apenas de potências como China, EUA e Índia.

Com a criação do modelo de geração distribuída, em que a produção passa a ser feita em pequenas unidades de geração, ela passou a representar 67% da capacidade instalada brasileira e a ser a maior parcela de geração fotovoltaica do país.

Evolução da fonte solar fotovoltaica no Brasil — Foto: BBC


A Susteras, da Absolar, aponta que o mercado local está tornando-se cada vez mais especializado e com maior número de oferta de serviços, e que, à medida que esse mercado cresce, o custo da tecnologia diminui.


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Perguntas frequentes

O que é a energia solar compartilhada?
É a prática de compartilhamento de energia solar, também chamada de energia solar por assinatura, que apresenta benefícios financeiros, ambientais e econômicos. Tornou-se popular no Brasil como alternativa diante dos altos valores da conta de luz e do acionamento da bandeira tarifária em boa parte de 2021.
Como surgiu a energia solar por assinatura?
A origem da geração e compartilhamento da energia solar aconteceu na Alemanha, que, mesmo com menores níveis de radiação do sol, é um dos países líderes na utilização dessa energia renovável per capita. A prática se espalhou pela Europa e pelos Estados Unidos e, antes chamada de comunidades solares, baseava-se na instalação de pequenas usinas que compartilhavam a energia entre cooperativas e pequenas empresas.
Quando a energia solar compartilhada chegou ao Brasil?
Ela chegou ao Brasil em 2015 com a regulamentação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Até março do ano de publicação, o país somava mais de 5.635 unidades consumidoras que utilizam a energia solar por assinatura, com crescimento expressivo em 2019 e 2021 em comparação às 45 unidades do ano de estreia.
Quanto a energia solar compartilhada pode reduzir na conta de luz?
A vantagem é a redução de até 15% nas contas de energia, algo de muita necessidade para a grande maioria da população brasileira. Por isso, muitos empreendedores, empresários e donos de comércio estão se tornando adeptos da geração compartilhada.
Qual é o potencial do Brasil em energia solar?
O Brasil é o 13º país do mundo em capacidade instalada acumulada para energia solar fotovoltaica, com perspectiva de alcançar o Top 10 em breve. Em 2021 foi considerado o 4º país que mais cresceu em capacidade de produção desse tipo de energia, atrás apenas de China, EUA e Índia. A geração distribuída passou a representar 67% da capacidade instalada brasileira.
Juliana Kaíza
Escrito por
Juliana Kaíza
Graduanda em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda na Universidade Tiradentes em Aracaju - SE. Possui certificação em Copywriting, Marketing de Conteúdo e Produção de Conte…

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