O que é a Engenharia de Processos e como ela impacta uma indústria na prática?
Confira a seguir o que é a Engenharia de Processos, as suas subáreas e como você pode aplicá-la em seu negócio!
A Engenharia de Processos é uma área originada da Engenharia de Produção que permite a correlação entre recursos humanos, materiais, máquinas e informações para métodos e processos que buscam a eficiência produtiva e a redução de custos.
A busca por eficiência e otimização contínua se tornou uma prioridade incontestável. É nesse cenário que a Engenharia de Processos surge como uma área fundamental para conduzir organizações rumo à excelência operacional.
Continue a leitura deste artigo para entender mais sobre os conceitos, métodos e aplicações que moldam a essência da eficiência organizacional. Com isso, você aprenderá a não apenas resolver desafios operacionais, mas também se transformar em um profissional focado na inovação contínua.
Confira o impacto da Engenharia de Processos em uma indústria e quais são as principais áreas integradas a partir dos seguintes tópicos:
- O que é a Engenharia de Processos?
- O Impacto da Engenharia de Processos;
- Setores da Engenharia de Processos;
- Aplique a Engenharia de Processos!
Bom aprendizado!
O que é Engenharia de Processos?
A Engenharia de Processos é uma ciência derivada e atrelada à Engenharia de Produção.
Uma das principais razões da Engenharia de Processos é permitir que recursos humanos, materiais, máquinas e informações sejam correlacionadas em métodos e processos para resultar em melhor eficiência produtiva e custos mais adequados às operações das empresas.
A sua finalidade geral é garantir que meios e métodos produtivos alcancem os objetivos traçados pela estratégia de sucesso da empresa.
Segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção, a ABEPRO, “produzir é mais que simplesmente utilizar conhecimento científico e tecnológico. É necessário integrar fatores de natureza diversa, atentando para critérios de qualidade, eficiência, custos, etc.”
O Impacto da Engenharia de Processos
A Engenharia de Processos torna-se aplicável aos demais tipos de Engenharias conhecidas: Mecânica, Civil, Elétrica, Automação, Química, Alimentos, dentre outras.
Essa correlação deve-se ao fato de que todas necessitam, de algum modo, estabelecer métodos, processos e padrões para garantir que os requisitos de qualidade, eficiência e custos sejam atendidos.
E como a Engenharia de Processos pode e deve contribuir para a indústria, independente de qual seja a área?
Ela deve apoiar a alta administração a converter os planos estratégicos em meios tangíveis para serem geridos no nível tático. Além disso, transformar esses planos em entregas mensuráveis no nível operacional para retroalimentar e validar os seus objetivos.
No primeiro fator a ser observado, a Engenharia de Processos pode, e deve, trabalhar com estudos dos processos atuais, buscando o seu entendimento, otimização e pesquisas de melhores métodos, a fim de propor melhoria contínua.
Setores da Engenharia de Processos
A Engenharia de Processos pode e deve contribuir com os outros setores da Engenharia de Produção na Indústria, a fim de buscar e alcançar melhores resultados.
Confira a seguir suas principais áreas:
1. Gestão de Sistemas de Produção e Operações
A Engenharia de Processos oferece suporte e acompanhamento à gestão de sistemas e operações, garantindo que as metas e objetivos traçados sejam atingidos. Isso acontece por meio da medição da performance dos processos, sejam eles recursos humanos, máquinas ou informações.
Um exemplo da medição pode se dar a partir do OEE (Overall Equipment Effectiveness), que busca a correlação entre peças conforme requisitos da qualidade, disponibilidade de máquinas e equipamentos (manutenção) e recursos humanos utilizados.
Outra forma é por meio da gestão de ferramentas e metodologias para maximizar os resultados das operações das empresas. Isso garante que o dimensionamento correto dos recursos estejam disponíveis para que a operação consiga atingir os objetivos propostos pelas organizações.
Além disso, é de boa prática que a Melhoria Contínua seja elaborada pelo setor de Engenharia de Processos, visto que é este setor que concentra informações de requisitos e premissas que podem e devem nortear o foco das melhorias. Para isso, a utilização da filosofia Kaizen é uma excelente prática adotada.
2. Planejamento, Programação e Controle da Produção
Imagine uma empresa produzir todos os pedidos que estão em carteira em apenas um dia? Independente de qual volume de produtos a serem produzidos, se não houver programação e planejamento, não há condições de utilizar de forma racional e otimizado os recursos para atender a esta certa demanda.
A Engenharia de Processos contribui nesse setor na busca pelas respostas aos seguintes tópicos:
- Qual é o volume total de produtos a serem produzidos?
- Qual é o prazo de entrega para este volume?
- Qual é o tempo para produzir um único produto?
- Quantos recursos são necessários para produzir este produto?
Após isso, o primeiro passo é entender a demanda (volume) e o prazo estabelecido para sua entrega. Se há a necessidade de entregar 10.000 unidades de produtos em um prazo de 10 dias, logo é necessário programar a fábrica para produzir 1.000 unidades de produto por dia.
O segundo passo é entender qual é o tempo de fabricação de cada unidade do produto (Tempo Padrão - Standard Time). Então, imaginemos que este Tempo Padrão seja de 45 minutos para produzir um único produto.
Seguindo o raciocínio, já obtemos Demanda (volume = 10.000) e o tempo padrão (Standard Time = 45 min). Esses dois elementos vão resultar na necessidade total de tempo, que será de 450.000 minutos.
Basta entender a disponibilidade de horário líquida de trabalho que a empresa adota. Se o horário de trabalho é de 7:00h às 17:00h, logo teremos:
Com as informações disponíveis de Necessidade Total de Tempo, Horas disponíveis líquidas e Demanda/dia, obtemos o Takt Time - ritmo de produção (razão entre a demanda / volume e o prazo de atendimento).
A partir do cálculo do Takt Time, é direcionado para a Programação que cada produto deverá ser produzido em um ritmo de 88,24 minutos.
A Engenharia de Processos realiza o dimensionamento de mão de obra, máquina, ferramentas, balanceamento das linhas de operação e demais necessidades para que a operação seja capaz de atender ao Takt Time informado.
3. Gestão da Manutenção
A Engenharia de Processos colabora com a gestão da manutenção para garantir os melhores e mais aplicáveis métodos de manutenção profissional, assim como a manutenção autônoma.
Além disso, ao observar alguns indicadores dentro da manutenção, a Engenharia de Processos auxilia na investigação e soluções de problemas para garantir a maior e melhor disponibilidade dos equipamentos e maquinários para a operação.
Essa ação em conjunto com a manutenção se dá a partir do TPM (Manutenção Produtiva Total).
4. Projeto de Fábrica e de Instalações Industriais
Uma das grandes contribuições que a Engenharia de Processos pode oferecer para as empresas é o projeto da melhor estrutura de organização industrial, layout e disposição dos maquinários / pessoas em uma planta fabril.
Há dentro do Lean, os 8 tipos de desperdício que ocorrem dentro de qualquer sistema produtivo. Se não houver um planejamento e sincronização para o melhor arranjo físico e layout de uma estrutura fabril, estes desperdícios podem avolumar dentro da operação e potencializar o caos.
Desse modo, entender o que se propõe como unidade produtiva e a capacidade produtiva instalada para atender às expectativas de demanda é um dos pontos cruciais que a Engenharia de Processos pode e deve atuar para deixar a planta fabril mais enxuta e eficiente possível.
5. Processos Produtivos Discretos e Contínuos
Os processos produtivos são divididos entre discretos e contínuos. Confira suas definições a seguir:
- Processo produtivo discreto: podem ser separados por lotes e volumes. Por exemplo: a fabricação de modelos de eletrodomésticos, onde possuem cores, tamanhos e variação de potência.
- Processo produtivo contínuo: processo de produção de algo por um grande volume e por um tempo prolongado. Por exemplo: a fabricação de refrigerantes em uma grande produtora de bebidas, onde produz imensas quantidades de litros ininterruptos em uma mesma instalação.
Cabe à Engenharia de Processos atuar na padronização das sequências de trabalho, sequências de tipos de matéria-prima a serem utilizadas, entre outros.
6. Engenharia de Métodos
A Engenharia de Métodos é responsável por definir o método, a sequência e o fluxo produtivo, a fim de garantir o atendimento aos demais elementos destacados nos tópicos anteriores.
As ferramentas e técnicas utilizadas podem ser:
- Fluxograma de Processos: destaca a sequência lógica que o produto/serviço deve guiar em um processo produtivo.
- Procedimento Operacional Padrão (POP): sequência de instruções que conduz ao leitor / operador a rotina a ser seguida para o atendimento de algum requisito.
- Instrução de Trabalho (IT): demonstra qual é a sequência lógica para realizar uma atividade/serviço, montagem de um produto, ou operação de um equipamento.
É a partir da Engenharia dos Métodos que a garantia da padronização, menor custo de operação/fabricação, sequência de fluxo e produtividade possibilitam o atendimento aos prazos acordados, aos requisitos da qualidade e aos objetivos traçados pela estratégia da empresa.
Aplique a Engenharia de Processos!
Toda empresa necessita gerenciar bem os seus processos de produção e recursos com um planejamento que gere redução dos custos da organização, melhoria na qualidade dos produtos, velocidade e confiabilidade das entregas, bem como a flexibilidade do processo produtivo.
Portanto, o domínio das práticas de PCP é essencial a qualquer profissional, independente do negócio ou produto que esteja realizando. Pensando nisso, desenvolvemos o curso Fundamentos de Planejamento e Controle da Produção que te capacitará a:
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- Classificar o sistema produtivo de uma organização.
- Avaliar os processos de uma empresa quanto aos objetivos de desempenho.
- Relacionar a estratégia da organização com o planejamento da produção.
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