Métodos Ágeis

De que maneira é possível aplicar a metodologia ágil em projetos?

Descubra agora com esse artigo a vantagem da metodologia ágil em comparação com outras abordagens e aprenda a adaptá-la para diversos tipos de projetos.

Técia Carvalho
Por Técia Carvalho
Publicado em 24 de set de 2019  ·  Atualizado em 28 de dez de 2025  ·  8 min de leitura
De que maneira é possível aplicar a metodologia ágil em projetos?

A necessidade de transformação está acontecendo mais rápido do que nunca. Cada vez mais, empresas precisam se adaptar a mudanças de requisitos e prazos definidos de entrega.

A metodologia ágil é um software funcionando para a gestão de projetos, que permite um melhor uso dos recursos humanos e dos gastos financeiros. Além disso, garante a satisfação do cliente com entrega adiantada e contínua, assim como mudanças necessárias no escopo do produto.

Então eu pergunto pra você: o que lhe impede de usar a metodologia ágil em diferentes tipos de projetos?

Com a minha experiência, posso responder que nada! Os métodos ágeis podem ser adaptados a equipes e empresas de diferentes tamanhos, além disso, a certificação de treinamento que algumas instituições oferecem pode ser conquistada online. Tudo de bom né?

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Você entende qual é a importância da agilidade para a realização de uma gestão efetiva?

O segredo para otimização de projetos está em usar um método ágil! O framework Scrum, por exemplo, é um método usado para o gerenciamento de projetos, baseado no desenvolvimento de software, que beneficia a empresa e os clientes com agilidade e flexibilidade em sua elaboração.

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Metodologia tradicional 

Existem alguns tipos de metodologias que são usadas para a elaboração de projetos, e uma das mais famosas é conhecida como Waterfall. Uma metodologia de gerenciamento de projetos que adapta o modelo de entrega em cascatas.

O escritor brasileiro, Vitor L. Massari especialista em tecnologia da informação, definiu a ferramenta da seguinte forma:

"O planejamento em cascata, também conhecido como Waterfall, ou como ciclo de vida preditivo (de acordo com o PMBOK Guide), significa conduzir o projeto através de fases sequenciais que podem ter duração curta ou longa".

A metodologia Waterfall segue etapas para a execução do projeto final.

Estas etapas consistem na análise do problema, observando o que está sendo estudado. Depois temos o desenho da solução, que dará uma visualização do conteúdo. A tecnologia vem em seguida, e ajuda na resolução dos problemas para a implementação, na hora de sair do papel.

As últimas etapas são divididas entre a fase de testes e implantação, resultando no produto final.

Agora, entenda quais são os riscos de um projeto em modo "cascata" e como a metodologia ágil preenche essas lacunas.

Riscos dos métodos tradicionais

Atendimento das expectativas 

Por ser um processo de desenvolvimento com muitas e longas fases, e sabendo que o resultado do produto só é visualizado na última etapa, corre-se o risco de o cliente não ficar satisfeito.

Como a metodologia ágil resolve: com a Sprint Scrum e o Agile UX.

A Sprint representa um ciclo de trabalho em que algum valor é adicionado ao produto no final do ciclo. Sendo assim, o produto precisa ter algum incremento que gere valor aos olhos do cliente.

Mudanças de mercado e negócio

As condições de mercado e negócio podem mudar no decorrer do projeto, e o resultado final pode não estar adaptado a essas mudanças.

Como a metodologia ágil resolve: com a Sprint Review.

Com essa ferramenta é possível organizar uma reunião de revisão no final de cada Sprint, com toda a equipe Scrum e o cliente do produto, para discutir os processos e receber um do cliente sobre o processo de desenvolvimento

Assim, torna-se possível saber a opinião do cliente e fazer as mudanças sem incorrer em custos operacionais.

Alteração de requisitos

No decorrer do projeto, o cliente pode sentir a necessidade de alterar a ordem de alguns requisitos ou até mesmo acrescentar pedidos que ficaram de fora no primeiro momento. Essa prática pode impactar possíveis restrições do projeto, como tempo e custo.

Como a metodologia ágil resolve: com a Sprint Backlog.

Em uma Sprint Backlog é feito o agrupamento dos requisitos prioritários para a realização da Sprint Scrum, em que uma meta será traçada para o desenvolvimento de algum incremento no produto.

Como são processos realizados por etapas, mudanças são aceitas no escopo sem que o projeto sofra penalidades em custos e atraso.

Um papel importante nesse processo é do Product Owner, que cria a lista de requisitos e é membro do time responsável por direcionar o projeto de acordo com a necessidade do cliente.

Problema na fase de testes

Essa é uma das últimas etapas para o final do projeto, como também é a etapa em que são encontrados muitos problemas que geram retrabalhos, custo e insatisfação das partes interessadas.

Como a metodologia ágil resolve: com o Sprint retrospective.

No processo final é realizada uma reunião com o time Scrum, para repasse de todos os pontos positivos e negativos da Sprint Scrum, na qual são passadas as falhas e conquistas do projeto e formas de melhorar.

A metodologia ágil corrige os problemas finais por traçar um plano que é realizado por etapas, é flexível e mantém uma comunicação constante com e equipe.

Quando trabalhamos com a metodologia ágil ou pretendemos aplicá-la em uma empresa, por existirem fornecedores externos, é importante se atentar aos tipos de contrato dos projetos e com a distribuição dos papéis do Scrum.

Quer entender mais? Continue a leitura.

Tipos de contrato

Como a metodologia ágil trabalha com Sprints, torna-se possível uma variação no tipo de contrato. Eles são diferenciados pela fixação de preço, produtividade da Sprint, prazo em aberto ou fixado.

Projeto com prazo fixo

Nesse tipo de contrato, o escopo do projeto deve ser negociado com a empresa. Quando a versão de entrega do produto tem data fixa, é possível determinar um valor no início do projeto, pois será possível calcular quantas Sprints serão necessárias e seu orçamento.

Projeto sem prazo fixo

Quando um contrato não tem prazo fixo, mudanças no escopo do projeto e variação de custos podem acontecer. Sendo assim, é necessário ter uma equipe auto-organizada, que tenha conhecimento do projeto, de e de negócios. Assim, é possível definir a quantidade de Sprints e o valor máximo do projeto.

Preço fixo por Sprint

Com esse contrato, você tem um escopo fechado e um preço fixo. Os requisitos do são programados para cada Sprint e é determinado o valor que elas terão. Esse tipo de contrato oferece a opção de parada do projeto caso a empresa não esteja satisfeita.

Preço fixo com metas por Sprint

O contrato de preço fixo oferece metas de qualidade, ou seja, é determinado um custo do projeto, uma velocidade de produtividade da equipe e um intervalo-limite de tolerância para essa velocidade.

Como no exemplo abaixo.

Problemas na fase de teste

A partir desses dados é determinado um valor de tolerância final para cada Sprint.

Distribuição dos papéis do Scrum 

Alguns cuidados devem ser tomados com a distribuição dos papéis do Scrum. A seguir, vou mostrar para você os possíveis cenários e quais os riscos que apresentam com o uso da metodologia ágil, caso mal aplicada.


Product Owner na empresa / Scrum Master e Equipe de Desenvolvimento como terceiro.

  • O Product Owner não colaborar com a equipe, por estar em outras atividades da empresa.
  • O Scrum Master focar somente na Equipe de Desenvolvimento, considerando oum cliente externo.
  • O Scrum Master se apegar a contratos e à alteração do escopo do projeto, ao invés de ser um Scrum Master.
  • Ter o gerente de conta como mediador entre o time de desenvolvimento e o Product Owner, fazendo um papel de Scrum Master disfarçado, por não possuir uma autonomia.

Analista do negócio fazendo papel do Product Backlog como terceiro. 

  • Analista de negócios pode não ser apto para construir um que não seja voltado para os interesses da empresa.
  • Analista de negócios pode definir um Product Backlog voltado para o time de desenvolvimento, deixando de lado a visão da empresa.

Product Owner Scrum Master na empresa / Equipe de desenvolvimento como terceiro.

  • O Scrum Master pode atuar como um gerente de projetos, por apenas exibir resultados, em vez de facilitar.
  • O Scrum Master pode não conseguir se conectar com a equipe de desenvolvimento.
  • O pode realizar outras atividades dentro da empresa, em vez de estar focado em suas atividades.

Product Owner na empresa / Scrum Master e Equipe de desenvolvimento como terceiros, mas designados na empresa.

Esse é o melhor cenário, pois cria um melhor engajamento e torna mais fácil a comunicação entre a Equipe de Desenvolvimento e o Product Owner.

  • Único risco é ter uma visão separada: nós e eles.

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Perguntas frequentes

O que é metodologia ágil?
A metodologia ágil é um modo de gestão de projetos que permite um melhor uso dos recursos humanos e dos gastos financeiros. Além disso, garante a satisfação do cliente com entrega adiantada e contínua, assim como mudanças necessárias no escopo do produto, podendo ser adaptada a equipes e empresas de diferentes tamanhos.
O que é a metodologia Waterfall?
Waterfall, ou planejamento em cascata, é uma das metodologias tradicionais mais conhecidas e adapta o modelo de entrega em cascatas. Segundo Vitor L. Massari, significa conduzir o projeto por meio de fases sequenciais que podem ter duração curta ou longa, também conhecidas como ciclo de vida preditivo de acordo com o PMBOK Guide.
Quais são as etapas da metodologia Waterfall?
As etapas consistem na análise do problema, no desenho da solução para visualizar o conteúdo, na tecnologia que ajuda na implementação e, por fim, nas fases de testes e implantação, resultando no produto final. Como o resultado só é visualizado na última etapa, corre-se o risco de o cliente não ficar satisfeito.
Como a metodologia ágil resolve o risco de insatisfação do cliente?
A metodologia ágil resolve esse risco com a Sprint Scrum e o Agile UX. A Sprint representa um ciclo de trabalho em que algum valor é adicionado ao produto ao final do ciclo, de modo que o produto tenha sempre algum incremento que gere valor aos olhos do cliente.
Técia Carvalho
Escrito por
Técia Carvalho
Grad. em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Integrante do GET Economia, onde desenvolve pesquisa e artigos sobre Tecnologias Sociais e Desenvolvimento L…

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