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O que o Facebook e o Google ganham com a remodelação da lei de internet nos EUA?

Compreenda os benefícios da modificação na lei de internet dos EUA tanto para o Facebook como para o Google e se informe sobre a seção 230.

Victória Gonçalves
Por Victória Gonçalves
Publicado em 5 de mai de 2021  ·  Atualizado em 20 de mar de 2026  ·  2 min de leitura
O que o Facebook e o Google ganham com a remodelação da lei de internet nos EUA?

Os presidentes de empresas como Google, Twitter e Facebook participaram de uma audiência conjunta na Câmara dos deputados dos Estados Unidos, no dia 25 de março, para debater sobre a disseminação de desinformação durante a pandemia.

A chamada seção 230 do Ato de Decência das Comunicações é a legislação que está em pauta nesse debate. Quer saber o porquê? Se atente aos seguintes tópicos, então:

  • O que é a seção 230?
  • Por que o Google e Facebook buscam essa reformulação? 
  • Como essa remodelação pode impactar na experiência dos usuários? 

O que é a seção 230? 

A seção 230 é a legislação que garante às empresas uma certa imunidade com relação aos conteúdos publicados por usuários. Dentre essas empresas estão o Facebook, o Google e o Twitter.

Mas qual o motivo dessas desavenças sobre um assunto tão simples? O motivo é claro: Você acha que seria justo ser responsabilizado por notícias que seus usuários publicam e compartilham?

Esse é o caso das famosas fake news, que moldaram diversas eleições em torno do mundo.

Sob esse viés, Mark Zuckerberg defende que a reformulação nessa legislação possa excluí-los de qualquer culpabilidade, se seguirem as melhores práticas para removerem esses conteúdos danosos.

Você concorda ou discorda dessa posição? Ainda não tem uma opinião formada? Então, te ajudaremos a construí-la no próximo tópico.

Por que o Google e o Facebook buscam essa reformulação? 

Para se eximir da responsabilização pelos conteúdos publicados pelos seus usuários, o que só é possível a partir de políticas de conteúdo claras.

Dessa forma, o Facebook e o Google ouviram de parlamentares, na audiência conjunta perante dois subcomitês de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados, que o tempo de autorregulação terminou.

Cabe ressaltar que, após a pandemia da desinformação atacar as redes sociais de alguma forma, muitas plataformas passaram a ser responsabilizadas pelo conteúdo propagado.

Por conta disso, diversas delas prepararam suas defesas para essa audiência, a exemplo do presidente da Google, Sundar Pichai, que propôs soluções para reformular a lei, sem defender adoção de práticas recomendadas, como Zuckerberg.

Nesse sentido, há diversas leis propostas por democratas para reformar a seção 230, as plataformas, porém, discordam de algumas delas.

Assim, o Facebook fez uma nota semelhante à sua defesa, publicada na quarta-feira (24), dizendo que deveria ocorrer uma nova seção permitindo que as empresas se tornassem imunes aos conteúdos feitos por usuários.

E aí? Você também escreveria uma nota semelhante dizendo os motivos pelos quais sua plataforma não poderia ser responsabilizada?

E no caso dos usuários? Seria possível criar informações acessíveis notificando as pessoas sobre suas publicações?

Como essa remodelação pode impactar na experiência dos usuários? 

Será que estaríamos garantindo a livre expressão na internet, caso os usuários fossem responsabilizados pelo o que publicam?

É esse o argumento que as plataformas do Google, Facebook e Twitter falaram na audiência em questão, que já a seção 230 dura há meses e ainda não é passível de consenso.

Nesse sentido, caso a remodelação seja favorável às plataformas ou não, o impacto na experiência dos usuários só será sentido após a aprovação das reformulações na lei.

Porém, uma coisa é clara: poderíamos barrar ou até mesmo diminuir a quantidade de informações falsas que recebemos e compartilhamos. A questão é, estamos dispostos a sermos responsabilizados por isso?

Perguntas frequentes

O que é a seção 230?
A seção 230, do Ato de Decência das Comunicações, é a legislação dos Estados Unidos que garante às empresas uma certa imunidade com relação aos conteúdos publicados por usuários. Entre as empresas abrangidas estão o Facebook, o Google e o Twitter.
Por que Google e Facebook buscam a reformulação dessa lei?
As empresas buscam a reformulação para se eximir da responsabilização pelos conteúdos publicados pelos seus usuários, o que, segundo elas, só é possível a partir de políticas de conteúdo claras. Mark Zuckerberg defende que a reformulação possa excluí-las de culpabilidade caso sigam as melhores práticas para remover conteúdos danosos.
Qual foi o contexto que motivou esse debate sobre a lei de internet?
Os presidentes de Google, Twitter e Facebook participaram de uma audiência conjunta na Câmara dos deputados dos EUA, no dia 25 de março, para debater a disseminação de desinformação durante a pandemia. Após a pandemia de desinformação atingir as redes sociais, muitas plataformas passaram a ser responsabilizadas pelo conteúdo propagado, e parlamentares afirmaram que o tempo de autorregulação havia terminado.
Como a remodelação da lei pode impactar a experiência dos usuários?
Segundo o conteúdo, o impacto na experiência dos usuários só será sentido após a aprovação das reformulações na lei, seja a mudança favorável às plataformas ou não. Uma possibilidade levantada é que se poderia barrar ou diminuir a quantidade de informações falsas recebidas e compartilhadas, restando a questão de se os usuários estariam dispostos a serem responsabilizados por isso.
Victória Gonçalves
Escrito por
Victória Gonçalves
Grad. em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Participou de projeto de extensão na área de cooperativismo. Atuou como estagiária no Tribunal Regional Eleitoral. Possu…

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