Quer Reduzir Falhas e Erros? Saiba como as Três Linhas de Defesa Podem te Ajudar!
As Três Linhas de Defesa são um conjunto de etapas a serem seguidas para trazer mais eficiência e eficácia na gestão de riscos. Descubra aqui mais sobre ela!
Para evitar falhas e inconsistências nos processos, as empresas estão cada vez mais atentas e diligentes com questões voltadas para a mitigação de riscos. Dentre essas frentes, um dos focos é a utilização das três linhas de defesa.
Com a finalidade de mitigar os riscos de perdas resultantes de erros e processos inadequados, elas atuam como forma de mapear e gerenciar as possibilidades de falhas operacionais.
Para isso, as três linhas de defesa se embasam nos conhecimentos prévios e foram projetadas para atuar em níveis diferentes e complementares de proteção. Ficou curioso(a) e quer saber mais sobre esse assunto? Acompanhe este conteúdo até o final e descubra:
- O que são as 3 Linhas de Defesa?
- Primeira Linha de Defesa
- Segunda Linha de Defesa
- Terceira Linha de Defesa
- Quais são os princípios da resiliência operacional?
Vamos à leitura?
O que são as 3 Linhas de Defesa?
As três linhas de defesa compõem um modelo de gerenciamento de riscos e controles internos com base na governança corporativa. Ou seja, essa estratégia é voltada para ajudar a aumentar a eficácia das estruturas organizacionais e processos, mitigando erros e falhas.
Como o próprio nome já sugere, isso é feito em diferentes linhas, a fim de alcançar todos os níveis da companhia, desde a alta administração, passando pelos órgãos de governança, até os colaboradores em geral.
Dessa maneira, há uma descentralização das responsabilidades, gerando sistemas de gerenciamento de riscos mais sólidos, com atividades e papeis bem definidos.
Sendo assim, cada área saberá ao certo como poderá auxiliar em quesitos como:
- Implementação da gestão organizacional de riscos;
- Controles internos;
- Compliance;
- Auditoria interna;
- Relações de interface entre áreas, inclusive com a diretoria executiva e conselho.
Além disso, vale ressaltar que as três linhas de defesa são em conjunto um modelo de governança abrangente e adaptável. Por isso, deveria ser seguido por empresas de todos os tamanhos e setores.
Quer saber mais a fundo como você pode aplicar essa metodologia? Confira detalhes sobre a primeira, segunda e terceira linha de defesa a seguir.
Primeira Linha de Defesa
Para entender o que é a primeira linha de defesa, é preciso ter em mente o seu objetivo: fazer a gestão operacional dos procedimentos de risco do dia a dia e manter a gestão de risco dos controles internos.
Para isso, nesse nível será preciso desenvolver e implementar políticas e processos que visam monitorar, gerir e controlar os processos e atividades de trabalho internos. Por isso, é comum que ela seja executada por todos os gestores da organização.
Vale lembrar que também cabe à primeira linha de defesa garantir que as atividades estejam em conformidade e melhorar a clareza dos seus impactos, metas e os objetivos organizacionais.
A primeira linha de defesa pode ser exercida por áreas como:
- Coordenações Setoriais;
- Coordenações Gerais;
- Superintendências Regionais.
Segunda Linha de Defesa
Já a segunda linha de defesa contempla funções de supervisão de riscos. Mas, para que isso seja possível, ela precisa ser constituída por comitês, unidades e outras estruturas organizacionais que possam garantir que o funcionamento da linha anterior esteja correto.
Entre os núcleos, podemos elencar as seguintes possibilidades:
- Comitê de Governança, Estratégia e Riscos;
- Comitê Gestor de Tecnologia da Informação;
- Coordenação-Geral de Modernização e Gestão Estratégica;
- Coordenação Geral de Integridade.
Essas instituições terão como papel, em geral:
- Coordenar as tarefas de gestão e controle de riscos;
- Instruir e fornecer materiais para toda a equipe;
- Treinar os gestores operacionais acerca de metodologias de gestão de riscos;
- Fomentar a identificação e avaliação dos riscos;
- Ser suporte para a definição de metas e limites de exposição a risco;
- Ter interface com as tarefas realizadas pela auditoria interna (terceira linha);
- Averiguar possibilidades de mudanças nos cenários de gestão de risco, além de traçar planos de ação para eles.
Terceira Linha de Defesa
A área protagonista da terceira linha de defesa é a auditoria interna. Através dela, serão feitas avaliações independentes e sem vieses sobre os processos e atividades relacionadas à gestão de riscos, governança corporativa e controles internos.
Essas conclusões serão sempre direcionadas para a alta administração. Sendo assim, se tornam insumos para traçar ações que envolvem, por exemplo:
- Aumento da eficiência e eficácia dos processos;
- Salvaguarda de ativos;
- Proporcionar confiabilidade e integridade dos reportes e relatórios;
- Garantir a conformidade com a legislação e os regulamentos.
Você sabia que as três linhas de defesa se pautam na resiliência operacional? Confira a seguir detalhes sobre esse conceito e essa relação.
Quais são os Princípios da Resiliência Operacional?
O modelo de três linhas de defesa é fundamentalmente voltado para ajudar a garantir a eficiência e a eficácia dos processos internos. Por isso, ele pode ser utilizado por qualquer organização, conseguindo melhorar as suas estruturas de governança e a sua gestão de riscos.
Sendo assim, para isso buscam sempre viabilizar e melhorar a resiliência operacional. Ou seja, fazer com que a empresa tenha capacidade de continuar atendendo seus clientes, entregando os melhores produtos e serviços, além de continuar garantindo a qualidade e segurança da vida profissional dos seus colaboradores.
Desse modo, ao aplicar a metodologia das três linhas de defesa é preciso entender os pilares da resiliência operacional. Para isso, separamos um compilado com todos os detalhes sobre eles. Confira!
- Mapeamento de interdependência: busca identificar e mapear as interfaces e conexões entre processos, a fim de entender as interdependências e os riscos encadeados de qualquer falha em um ponto da linha de processos;
- Tecnologia de informações, comunicação e segurança cibernética: pilares que devem ser testados e sofrer melhorias contínuas para manterem a qualidade das atividades e eficiência do processo;
- Gerenciamento de riscos de terceiros: foco em mapear riscos das atividades e operações críticas que envolvem interface com externos;
- Gerenciamento de incidentes: conhecer a fundo todas as situações que podem impactar um processo e entender planos de ações sequenciais para a recuperação em casos de falhas. Devem ser sempre analisados e atualizados;
- Planejamento de continuidade: voltado para a criação e implementação de planos de ação contínuos que busquem instituir e manter estratégias seguras e confiáveis;
- Gerenciamento de risco operacional: de maneira geral, envolve todos as ações voltadas para avaliação, toda de decisão, implementação de controles, prevenção, mitigação e aceitação de riscos;
- Governança: princípios que norteiam o comportamento e as atividades realizadas, a fim de garantir que as responsabilidades e critérios básicos estejam sendo cumpridos.
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