Negócios

Aprenda sobre os Arquétipos de Marca no Storytelling para Negócios

Descubra o que são Arquétipos e como aplicar tais conceitos à sua marca por meio do Storytelling, para conquistar os corações e mentes de sua audiência.

Parceiro
Por Parceiro
Publicado em 4 de jun de 2021  ·  Atualizado em 7 de dez de 2025  ·  7 min de leitura
Arquétipos de Marca no Storytelling para Negócios

Nossas histórias são recheadas de personagens Arquetípicos. Seja na mitologia, cinema ou até mesmo no Storytelling para negócios.

E, esses Arquétipos são muito populares porque refletem, justamente, a nossa condição humana.

Pensando nisso, neste artigo vamos conversar sobre como você pode identificar o seu propósito na resolução de problemas dos seus clientes, de maneira com que crie conexões valiosas com eles!

Então, seremos guiados pelos seguintes tópicos:

  • O que são Arquétipos?
  • O que é Arquétipo de Marca?
  • Como se dá a definição destes Arquétipos?
  • Quais são os tipos de Arquétipos de Marca?
  • Arquétipos no Storytelling para Negócios;

Então vamos lá!

O que são Arquétipos?

Os Arquétipos são modelos universais que guiam e sinalizam motivações, comportamentos ou personalidades. Por isso, são bastante encontrados em mitos e histórias de diferentes culturas.

Uma maneira simples de entender os arquétipos é por meio da mitologia.

Por exemplo, Zeus e Odin representam o arquétipo do Governante. Aquele que tem o controle e o poder sobre outras pessoas ou situações.

Logo, podemos concluir que o personagem em si não é o arquétipo, mas sua manifestação.

O que é Arquétipos de Marca?

Existem 12 tipos de arquétipos de marcas.


Arquétipo de Marca vem do grego: archein que quer dizer “original” e typos que significa “padrão, tipo”. Assim, o arquétipo refere-se a um padrão responsável por moldar pessoas, objetos, conceitos e criações de forma geral.

Muitas vezes encontramos o nome do psiquiatra suíço Carl Jung associado aos arquétipos de marca. Isto se dá pelo fato dele ter sido o responsável pelo desenvolvimento do conceito.

Porém, os 12 arquétipos que comumente ouvimos falar, foram introduzidos pelas consultoras Carol Pearson e Margaret Mark.

Este trabalho foi baseado em anos de estudos e pesquisas realizadas com várias marcas. Inicialmente, Carol Pearson estudou os arquétipos como uma ferramenta para autoconhecimento e aprimoramento pessoal.

E, com isso, ela percebeu que havia uma relação entre esses modelos e a personalidade das marcas.

Como se dá a definição destes Arquétipos?

Primeiramente, não se trata de escolher um arquétipo de forma aleatória e seguir com ele, visto que toda marca tem uma motivação central, ou seja, seu "porquê".

É justamente este propósito da marca que identifica seu arquétipo dominante. Além disso, não para por aí. Uma personalidade interessante tem nuances, e são os arquétipos auxiliares que dão este toque especial à individualidade da marca.

Sendo assim, identificamos o perfil arquetípico da marca, formado por um arquétipo dominante e outros dois auxiliares. Podemos então determinar um norte para todas as ações e comunicações.

Em suma, temos uma espécie de guia para a escolha de cores, fontes, voz da marca, temas abordados em seu conteúdo, influenciadores, entre muitos outroselementos estratégicos definidos no manual de marca.

Quais são os tipos de Arquétipos de Marca?

No total, temos 12 tipos de Arquétipos de Marca:

O Rebelde 

Também é conhecido como “O Fora da Lei”. Seu desejo é quebrar as regras e ser um agente de mudança para ajudar outras pessoas a romper com o convencional. Exemplos: Apple, Virgin e PayPal.

O Mágico  

O Mágico tem como fundamento a transformação da realidade e do senso comum. Ele é focado em fazer as coisas acontecerem e tornar os sonhos realidade. Ajuda as pessoas a transformarem seus mundos. Exemplos: Disney e Intel.

O Herói  

O Herói tem como características a coragem, o esforço e a determinação de mudar o mundo. Esse Arquétipo é altamente produtivo e está pronto para encarar qualquer desafio que esteja em seu caminho. Quer resolver um grande problema ou inspirar outras pessoas a fazê-lo. Exemplos: Nike e FedEx.

O Amante  

O nome desse arquétipo não faz referência ao sentimento “amor” em si, mas em sua personalização. Gera experiências capazes de construir relacionamentos e criar memórias, podendo até despertar sensações de prazer ao seu cliente. Exemplos: Dior, Magnum e Häagen-Dazs.

O Comediante

Esse Arquétipo também é conhecido como “O Bobo”. Ele tem como características a diversão e a despreocupação. Ele tende a ajudar as pessoas a se divertirem com o que estão fazendo e a permitir que sejam espontâneas e impulsivas. Exemplos: M&M’s e Fanta.

A Pessoa Comum

Quer se conectar com os outros e pertencer a alguma coisa. Esse arquétipo tem afinidade com rotinas e seu objetivo é ajudar as pessoas com tarefas do cotidiano. Exemplos: Havaianas, Hering e Subway.

O Cuidador  

O objetivo desse Arquétipo é ajudar o outro e a ideia de não fazê-lo é fortemente desencorajada. Aqui, as pessoas são o foco, assim como as necessidades da sociedade como um todo. O Cuidador quer proteger os outros, ele ajuda as pessoas a permanecerem conectadas e a se cuidarem. Exemplos: Médicos sem Fronteiras, Omo e Jonhson & Jonhson.

O Governante

O Governante fica confortável em meio a multidões, tem boa oratória e conta com grande poder persuasivo. Em outras palavras, o Governante é um líder nato. Seu desejo é estar no controle e ter poder total. Inspira as pessoas a assumirem a responsabilidade por suas vidas. Exemplos: Rolex, Microsoft. e Mercedes-Benz.

O Criativo

Também conhecido como “O Criador”  tem como características a criatividade, a engenhosidade e sentimento de insatisfação que o faz sempre procurar por novos projetos. Esse Arquétipo é focado em criar algo de valor para causar um impacto significativo no mundo. Tem a capacidade de construir, apresentar e executar. Exemplos: YouTube, Pixar e Lego.

O Inocente  

Simples, puro e acredita que o mundo é um bom lugar. O Inocente enxerga as coisas de forma simples e acredita que grandes soluções poderão ser encontradas se lidarmos com questões de forma descomplicada. Oferece soluções simples para diferentes tarefas. Exemplos: Dove, Coca-Cola e McDonald’s.

O Sábio

Ajuda o mundo a adquirir sabedoria, conhecimento e insights. Usam a inteligência para analisar e entender melhor o mundo e acredita que a verdade nos libertará. Exemplos: TED e Google.

O Explorador  

O Explorador quer ser livre para explorar o mundo e viver novas experiências. Ajuda as pessoas a se descobrirem por meio de desafios. A ambição é uma das principais características do Explorador, que acredita que grandes sensações como a felicidade e plenitude na vida podem ser alcançadas a partir de pequenas quebras na rotina. Exemplos: Jeep, GoPro e Red Bull.

Arquétipos no Storytelling para Negócios

Quando pensamos nos arquétipos descritos na mitologia, fica muito fácil entender como eles nos ajudam na construção de histórias.

Então, nestas narrativas podemos identificar tais modelos, porque, seja lendo um clássico ou assistindo a um filme, os arquétipos estão sempre presentes.

E isso acontece pelo fato de que, enquanto acompanhamos uma narrativa, nos conectamos aos traços dos personagens ou situações específicas, muitas vezes relembrando experiências pessoais ou outras histórias que já conhecemos.

Neurociência e Storytelling

Nossa conexão com os personagens de uma história pode ser confirmada até mesmo com reações fisiológicas. Porque quando nos identificamos com as narrativas, nosso cérebro libera oxitocina, conhecida como o "hormônio do amor".

Isso faz com que nos sintamos mais próximos dos personagens, embora sem contato físico ou pessoal com eles.

A quantidade de oxitocina liberada pelo cérebro pode até influenciar na disposição das pessoas em doar dinheiro para a causa associada à história.

Outro estudo muito interessante é sobre como os neurônios-espelho são ativados quando observamos outra pessoa realizar uma ação ou passar por uma determinada emoção. Inconscientemente, refletimos as mesmas ações ou emoções.

Enquanto acompanhamos o personagem lutando por sua vida, sentimos o medo e a ansiedade como se fôssemos nós em perigo. As ações e emoções dos personagens são literalmente espelhadas em nosso cérebro.

É preciso destacar que não podemos confundir os arquétipos de marca Herói e Sábio com os atores geralmente citados no storytelling. Isto porque, todas as histórias sempre terão estes dois personagens.

Quando nos referimos ao storytelling e marketing de conteúdo, ou seja histórias de marca, temos o cliente como o grande herói enfrentando um desafio e o mentor (ou sábio) que vem em seu auxílio com a solução perfeita.

Espero que com este artigo você seja capaz de identificar o arquétipo dominante na sua personalidade de marca.


Este post foi produzido pela consultora de marketing e branding Cristiane Thiel. Sua missão é ajudar marcas pessoais e corporativas a terem clareza e confiança em sua comunicação por meio de um método inteligente e flexível.

Siga os seus sonhos com acompanhamento profissional!

O caminho para tornar sonhos em um negócio promissor é árduo e exige disciplina!

Além disso, é necessário que você também tenha conhecimento das ferramentas corretas que farão com que você alcance uma gestão de excelência.

Então, para te ajudar nessa missão, oferecemos para você o curso Formação Empreendedora!

Então, se você quer liberdade de tempo, autonomia de decisão e independência financeira, não perca tempo. Clique na imagem abaixo e se inscreva no curso Formação Empreendedora.

Invista no empreendedorismo!

Perguntas frequentes

O que são Arquétipos?
Os Arquétipos são modelos universais que guiam e sinalizam motivações, comportamentos ou personalidades, por isso são bastante encontrados em mitos e histórias de diferentes culturas. Na mitologia, por exemplo, Zeus e Odin representam o arquétipo do Governante, aquele que tem controle e poder sobre outras pessoas ou situações. O personagem em si não é o arquétipo, mas sua manifestação.
O que é um Arquétipo de Marca?
A palavra arquétipo vem do grego archein, que significa 'original', e typos, que significa 'padrão, tipo'. Assim, o arquétipo de marca refere-se a um padrão responsável por moldar pessoas, objetos, conceitos e criações de forma geral, relacionado à personalidade da marca.
Quem desenvolveu o conceito de arquétipos de marca?
O conceito de arquétipos foi desenvolvido pelo psiquiatra suíço Carl Jung. Já os 12 arquétipos comumente citados foram introduzidos pelas consultoras Carol Pearson e Margaret Mark, com base em anos de estudos e pesquisas com várias marcas. Carol Pearson inicialmente estudou os arquétipos como ferramenta de autoconhecimento e percebeu uma relação entre esses modelos e a personalidade das marcas.
Como se define o arquétipo de uma marca?
Não se trata de escolher um arquétipo aleatoriamente, pois toda marca tem uma motivação central, ou seja, seu 'porquê', e é esse propósito que identifica seu arquétipo dominante. O perfil arquetípico é formado por um arquétipo dominante e outros dois auxiliares, que dão nuances à individualidade da marca. Esse perfil orienta a escolha de cores, fontes, voz da marca, temas de conteúdo e influenciadores definidos no manual de marca.
Quantos tipos de Arquétipos de Marca existem e quais são alguns deles?
No total existem 12 tipos de Arquétipos de Marca. Entre eles estão o Rebelde, também conhecido como 'O Fora da Lei', que deseja quebrar regras e ser agente de mudança (exemplos: Apple, Virgin e PayPal); o Mágico, focado em transformar a realidade e tornar sonhos realidade (exemplos: Disney e Intel); e o Herói, marcado pela coragem, esforço e determinação de mudar o mundo.
Parceiro
Escrito por
Parceiro
Artigos escritos por parceiros do Grupo Voitto.

Veja também