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Burnout vira doença do trabalho em 2022, veja o que muda!

Entenda o que é a Síndrome de Burnout, o que ela passará a ser com a nova classificação da OMS em 2022, e como isso afetará as empresas.

Franciane Pereira
Por Franciane Pereira
Publicado em 16 de dez de 2021  ·  Atualizado em 9 de mai de 2026  ·  3 min de leitura
burnout vira doença do trabalho

Você provavelmente já ouviu falar da chamada Síndrome de Burnout, que ficou muito conhecida nos últimos tempos por conta da sua recorrência. Porém, esqueça o que você tem como sua definição!

O conceito que hoje define a síndrome vai sofrer alteração a partir do dia 1 de janeiro de 2022, entrando em vigor juntamente com a nova classificação internacional de doenças (CID-11), lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Assim, com essa mudança, empresas precisarão adaptar a forma como reagem a ela, e ainda, ficar ainda mais atentas com relação a esse risco. Vamos te explicar melhor sobre essa nova classificação nos seguintes tópicos:

  • O que hoje é considerado a Síndrome de Burnout? 
  • O que será a Síndrome de Burnout de 2022 em diante?
  • Que ações as empresas precisam tomar?

Primeiramente, vamos explicar melhor o que é a Síndrome de Burnout até então, para que você entenda melhor o que virá a mudar! Vamos lá:

O que hoje é considerado a Síndrome de Burnout? 

Em 2019 a OMS classificou a Síndrome de Burnout, que também é conhecida como síndrome do desgaste profissional, como “um fenômeno ligado ao trabalho”, não sendo ainda rotulado como uma condição médica, ou seja, uma doença.

Dessa forma, ela é considerada como um problema na saúde mental bem como um quadro psiquiátrico, e seus principais sintomas são: sensação de esgotamento (que pode ser físico, mental ou emocional), sentimentos negativos com relação ao trabalho, e ainda, sensação de eficácia profissional reduzida.

Ainda, é comum que as pessoas que mais costumam experienciar o fenômeno sejam as que precisam lidar ambientes de trabalho onde a pressão é constante e os excessos são recorrentes.

Além disso, ela pode resultar em um estado de depressão profunda nos indivíduos que a apresentam, afetando todos os aspectos de sua vida.

Agora que já entendeu melhor sobre a síndrome e seus sintomas, vamos te explicar o que será a nova classificação.

O que será a Síndrome de Burnout de 2022 em diante?

A partir de Janeiro de 2022, a Síndrome de Burnout deixará de ser um fenômeno do trabalho, e passará a ser classificada como uma doença do trabalho.

Dessa maneira, ela será descrita como"uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito".

Além do mais, segundo médicos especialistas, a nova classificação cria uma ligação maior entre a doença e o ambiente de trabalho, o que gera uma percepção da responsabilidade sobre a saúde dos funcionários por parte das empresas.

Ou seja, esse estresse crônico passa a ser visto não como culpa do trabalhador e de seu estilo de vida, com uma possível cobrança interna, perfeccionismo ou exigência de si próprio, mas de seu local de trabalho, ou ainda da má gestão das empresas. 

Por isso, na justiça, essa responsabilidade será avaliada partindo do laudo médico, e fazendo uma análise do ambiente de trabalho. Questões como degradação emocional, assédio moral, cobranças excessivas, entre outras, serão todas provadas a partir de uma investigação.

Deste modo, se até então a área de gestão de pessoas da empresa tinha preocupação com a Síndrome por conta da perda de profissionais, ou ainda baixa produtividade, agora terá como adicional um risco jurídico e financeiro. 

Dada essa notável alteração de responsabilidade, agora vamos te mostrar quais ações as empresas devem, a partir de então, efetivamente tomar para prevenir que seus colaboradores possam vir a sofrer de Burnout.

 Que ações as empresas precisam tomar?

Primeiramente, é necessário investir na saúde mental dos colaboradores. Algumas medidas para isso são: Implementar um programa de saúde mental, oferecer benefícios (como por exemplo psicoterapia), incentivar a prática de exercícios físicos, incentivar a interação entre equipes, entre outros.

Além do mais, é importante que haja uma evolução da cultura da empresa, alterando o grau de maturidade da organização.

Esse grau deve ser tal que o nível de confiança no trabalho dos colaboradores é tanto que todos agem eticamente sem necessidade de controle.

Por último, deve-se evitar deixar comportamentos danosos chegarem longe demais, evitando uma bola de neve que pode desencadear a síndrome.

Ou seja, estar sempre atento para o risco de Burnout, e repreender trabalhos desgastantes e ações que são fontes de estresse e esgotamento, como: horas extras em excesso, trabalho no final de semana, mensagens fora do expediente, entre outros.

Por fim, algumas empresas já têm tomado ações que priorizam a saúde mental dos trabalhadores, e a Nike é uma delas. Neste ano, ela suspendeu suas atividades por 1 semana para focar nessa causa. Quer saber mais a respeito? Leia aqui.

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Perguntas frequentes

O que é a Síndrome de Burnout?
A Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do desgaste profissional, foi classificada pela OMS em 2019 como um fenômeno ligado ao trabalho. É considerada um problema de saúde mental e um quadro psiquiátrico, cujos principais sintomas são sensação de esgotamento físico, mental ou emocional, sentimentos negativos em relação ao trabalho e sensação de eficácia profissional reduzida.
O que muda na classificação do Burnout em 2022?
A partir de 1º de janeiro de 2022, com a nova classificação internacional de doenças (CID-11) da OMS, o Burnout deixa de ser um fenômeno do trabalho e passa a ser classificado como doença do trabalho. Ele será descrito como uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito.
Como a nova classificação afeta a responsabilidade das empresas?
A nova classificação cria uma ligação maior entre a doença e o ambiente de trabalho, gerando a percepção de responsabilidade das empresas sobre a saúde dos funcionários. O estresse crônico deixa de ser visto como culpa do trabalhador ou de seu estilo de vida e passa a ser atribuído ao local de trabalho ou à má gestão. Na justiça, essa responsabilidade será avaliada a partir de laudo médico e análise do ambiente de trabalho.
Quem está mais sujeito a desenvolver Burnout?
É comum que as pessoas que mais experienciam o fenômeno sejam aquelas que precisam lidar com ambientes de trabalho onde a pressão é constante e os excessos são recorrentes. A síndrome pode resultar em um estado de depressão profunda, afetando todos os aspectos da vida do indivíduo.
Franciane Pereira
Escrito por
Franciane Pereira
Técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Minas Gerais - campus Governador Valadares e grad. em Engenharia Elétrica - Robótica e Automação Industrial pela Universidade Fed…

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