Quais os possíveis impactos do caso do Facebook?
Saiba como iniciaram a grande leva de especulações quanto a possível venda das redes sociais Instagram e WhatsApp pelo Facebook.
Na última semana o mundo da tecnologia foi abalado por uma grande especulação, a possibilidade da empresa Facebook vender as redes sociais WhatsApp e Instagram. Como esse boato surgiu? É isso que buscaremos entender aqui. Continue lendo e descubra com a gente!
O que está acontecendo?
Na última quarta-feira (09), uma notícia desencadeou uma série de discussões, o Facebook foi processado por 48 dos 50 estados americanos, país onde se encontra a sede da empresa.
A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC) também seguiu o modelo e abriu um processo em abrangência federal pelo mesmo motivo, a prática de monopólio.
O estado de Nova York iniciou a ação antitruste, por meio da procuradora geral Letitia James. A Lei Antitruste dos Estados Unidos é um conjunto de normas federais que visam promover uma concorrência leal no mundo corporativo. Esse exemplo foi seguido pelos outros estados seguindo o mesmo modelo.
Já a ação da Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos vai além, pede que a Justiça desfaça as aquisições do Instagram e WhatsApp, o que as tornaria empresas independentes novamente.
O Instagram foi comprado em 2012 pela empresa Mark Zuckerberg, pela bagatela de 1 bilhão de dólares, nessa época a rede social contava com cerca de 30 milhões de usuários.
Já o aplicativo de mensagens, WhatsApp, teve sua compra concluída em 2014 por cerca de 22 bilhões de dólares. Algo bem razoável, visto que naquele momento a rede social já tinha pelo menos 600 milhões de usuários pelo mundo.
As duas compras foram aprovadas pelo órgão regulador, o FTC, o que está sendo utilizado pelo Facebook como um dos argumentos da sua defesa visto que seria uma espécie de "revisionismos histórico" e que poderia abrir um "precedente perigoso no mundo corporativo".
O Facebook não está sozinho
Essa questão do monopólio está bastante em voga pelo mundo, a gigante da tecnologia não está sozinha.
Há pouco mais de um mês, a Alphabet, empresa proprietária do Google, maior mecanismo de pesquisas online do mundo, foi processada pelo governo dos Estados Unidos. Ela está sendo acusada de deslealdade ao supostamente excluir concorrentes de suas buscas.
Outra gigante do e-commerce, a Amazon, foi acusada pela União Europeia de abusar do setor de vendas online e está em investigação. Caso as suspeitas sejam confirmadas, ela pode ser a próxima grande empresa a ser intimada pela corte.
Mas uma grande diferença entre esses casos e o do Facebook é o pedido de desmembramento, um enorme risco para a empresa com valor estimado em 630 bilhões de dólares. Na história americana isso não seria uma grande novidade.
Há outros casos muito conhecidos e estudados como o da Standard Oil e da IBM. Em ambos os casos os processos tiveram impactos enormes nas duas companhias.
Mesmo que o processo seja ganho pela empresa, muitos especialistas já acham que Mark Zuckerberg terá fortes dores de cabeça pela frente.


