Confira aqui 5 dicas incríveis para destravar de vez a sua escrita
Conheça os 5 principais motivos pelos quais trabalhamos na escrita de um texto formal, acadêmico ou relatório e como contorná-los de maneira eficiente e prática
É muito comum chegarmos em momentos de um trabalho acadêmico, ou produção de um relatório, em que enfrentamos uma barreira na escrita. As ideias somem, a motivação evapora e traçar estratégias para avançar no trabalho parece uma atividade impossível.
Isso pode ocorrer a qualquer momento, seja no início ou mais para o fim da escrita de um texto formal. Mas calma, não se sinta sozinho(a), isso é bem corriqueiro mesmo!
Com base na minha própria experiência como professora e pesquisadora, e na experiência prática com meus alunos dentro e fora da sala de aula, existem diversos fatores que acabam surtindo este travamento na hora de colocar no papel. Tudo isso faz parte do processo de aprendizagem e resiliência nessa empreitada também.
Mas, então, como contornar esses “brancos produtivos” na escrita? Vamos desmistificar estas dificuldades de maneira prática juntos!
- Desmotivação e a escolha do tema da escrita;
- O famoso perfeccionismo e a fluidez da escrita;
- Procrastinação e planejamento;
- Falta de leitura e a criação de ideias;
- Uma “monografia de vários autores”.
Vamos lá?
Desmotivação e a escolha do tema da escrita
Esta é uma dificuldade que, mais facilmente, deve ser cortada pela raiz, ou seja, no início do desenvolvimento do trabalho. Eu oriento sempre a buscar temas de escrita que dê a você aquele brilho no olho, aquele interesse para compreender melhor, se aprofundar e desbravar a área estudada e pesquisada.
Se desde o início a relação com o tema for “morna”, a chance de resfriar e congelar é muito grande.
Caso você não tenha muito controle sobre o tema que precisa escrever sobre, mas ainda assim tenha uma certa flexibilidade dentro do assunto, tente achar subtópicos que te interesse mais e comece por aí. O importante é começar a escrever e vencer essa inércia inicial.
O famoso perfeccionismo e a fluidez da escrita
Temos o hábito de querer escrever livre de erros desde a primeira frase do texto. Veja bem, não estamos mais na era da máquina de escrever, conseguimos apagar e reescrever com bastante facilidade.
Então permita-se escrever na lógica de um brainstorming e depois, com muita cautela, releia o texto e faça as alterações necessárias. Aqui vale a famosa máxima: “o ótimo é inimigo do bom”.
Deixe fluir, revise e revise mais, depois passe para colegas contribuírem e darem ideias. Não tenha medo das críticas, faz parte do processo de crescimento e aprendizagem.
Outra frase que gosto muito de usar nesse processo de perfeccionismo versus fluidez de escrita é: escreva com um vinho, e depois revise com um café.
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Procrastinação e planejamento
É muito comum na natureza do ser humano o ato de procrastinar (rs), faz parte da nossa essência. Sabemos que funcionamos muito bem com prazos e deadlines apertados. No entanto, na hora de escrever, as pessoas que gostam de ser motivadas por prazo podem ter um choque de realidade. A escrita trava e nada flui.
Isso ocorre porque muitas vezes precisamos de densidade e maturidade no tema para escrever, e isso, infelizmente, não se ganha na noite anterior da entrega. Para isso, você precisa desenvolver algumas soft skills demandadas pelo mercado, como por exemplo a organização e gestão do tempo.
Portanto, a dica é: planeje-se! Quebre seu grande projeto de escrita em pequenas entregas, como o Minimum Viable Product (MVP) do Scrum, ou seja, pequenas entregas de valor ao longo do tempo. Estruture a linha mestre e a lógica do texto, pode ser em tópicos, ou esboçando um mapa mental, o que funciona melhor para você.
Você não precisa começar a escrever pela introdução, por exemplo. Comece a escrever por aquele tópico em que se sente mais confiante, assim as ideias vão fluir melhor e seu texto também.
Falta de leitura e a criação de ideias
A regra é clara: só escreve bem quem lê bem, simples assim. Quanto mais leitura sobre o tema central e assuntos correlatos ao que você está escrevendo, melhor será sua escrita no tema.
A leitura massiva, além de prover subsídios diretos ao texto logicamente, ela também tem um propósito psicológico de trazer mais confiança ao escritor. A confiança age na geração de ideias e na minimização da “síndrome do(a) impostor(a)” que pode estar presente.
Uma super dica, que parece mais uma “magia” mas juro que funciona, é o seguinte: no momento que travou a escrita em algum ponto do texto, pegue um livro ou um artigo bom e comece a ler, mesmo que pareça desconexo com o que você está escrevendo. A partir daí, as ideias vão clarear. Essa dica é batata!
Quer saber mais sobre as vantagens da prática da leitura? Leia o artigo da Voitto sobre as nove principais vantagens da leitura diária.
Uma “monografia de vários autores”
Vamos trabalhar sob a hipótese que você e somente você tem que escrever o bendito texto. Isso não significa que você está sozinho nessa jornada. Não se isole!
Seus superiores ou professores podem te ajudar, desde a concepção do plano de escrita, até nos feedbacks ao longo do processo.
Às vezes pensamos que temos que entregar o texto perfeito ao final, para evitar retrabalhos e julgamentos. No entanto, não validar o texto ao longo do processo de escrita pode ser um tiro no pé. Mais uma vez podemos citar aqui as pequenas entregas de valor e validação dos stakeholders inspiradas na filosofia ágil de gestão de projetos.
Isto é, mesmo sendo um trabalho seu, você pode contar com a colaboração dos interessados no seu resultado. Saber trabalhar em equipe é uma soft skill de alto valor no mercado atual.
Em outros termos, uma monografia pode ser um trabalho de autoria única, mas as colaborações devem ser muitas no processo de escrita.
E aí? Essas dicas ajudaram? Conta aqui para nós.
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