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Cientistas criam enzima que ‘come’ plástico em menos de 24hs

A enzima que “come” plástico pode ser a solução para os milhões de toneladas que se encontram inutilizadas e distribuídas pelo mundo.

Franciane Pereira
Por Franciane Pereira
Publicado em 4 de mai de 2022  ·  Atualizado em 8 de set de 2025  ·  2 min de leitura
enzima que come plástico

Cada dia que passa novas tecnologias revolucionárias têm surgido, e recentemente, os cientistas norte-americanos, por meio do uso de inteligência artificial (IA),  foram capazes de desenvolver uma enzima que 'come' plástico, em alguns casos, em menos de 24 horas!

Dessa forma, essa criação serviria de grande ajuda na solução de uns dos maiores problemas do mundo atual: o que fazer com os resíduos plásticos que vão se acumulando em aterros sanitários bem como poluindo os mares, rios e a terra no geral.

Com ela, se torna possível eliminar as bilhões de toneladas de resíduos que existem espalhadas pelo mundo, além de tornar mais fácil o processo de reciclagem! O estudo foi publicado na revista Nature, e é altamente promissor.

Desse modo, prossiga na leitura deste artigo para entender mais a respeito dessa incrível enzima nos seguintes tópicos:

  • Mais a respeito enzima que 'come' plástico
  • Uso da IA na criação da enzima 
  • Comercialmente é viável a reciclagem feita com a  enzima
  • Veja outro artigo sobre uma tecnologia revolucionária!

Mais a respeito enzima que “come” plástico

Os engenheiros e cientistas da Universidade do Texas em Austin (UT Austin) estudaram como a enzima seria capaz de decompor o PET (tereftalato de polietileno), tipo de plástico muito utilizado em diversas embalagens e que hoje compõe 12% de todo o lixo global.

Assim, descobriram que ela é capaz de completar o “processo circular” de reciclagem, ou seja, ele conseguiu quebrar o plástico em moléculas menores, e depois, juntá-lo quimicamente mais uma vez.

Em algumas situações, ela conseguiu realizar todo esse processo em menos de 24 horas! Segundo um dos participantes do estudo, o professor do Departamento de Engenharia Química McKetta da UT Austin, Hal Alper: “As possibilidades são infinitas entre as indústrias para alavancar esse processo de reciclagem de ponta”.

Uso da IA na criação da enzima

Antes dessa nova descoberta, a ciência já tinha conhecimento de uma enzima que decompõe o plástico, a chamada PETase, comumente usada por algumas bactérias para realizar essa decomposição.

Contudo, dessa vez a equipe da Universidade do Texas fez uso da Inteligência Artificial para a geração de melhores mutações na antiga enzima existente.

Desse jeito, com o uso da IA, foi possível prever quais seriam as mutações que teriam como resultado final a decomposição mais rápida dos resíduos plásticos. 

Com os testes computacionais, foi feito na prática o teste da mutação capaz de digerir mais rapidamente, e essa foi chamada de FAST-PETase, pois conseguiu decompor 51 embalagens plásticas em uma temperatura menor que 50 ºC.

Mas será que essa decomposição é viável em termos comerciais? É o que vamos te contar agora!

Comercialmente é viável a reciclagem feita com a  enzima? 

O objetivo dos cientistas agora é trabalhar na ampliação da produção dessa enzima, de modo que sua comercialização em escala industrial seja viável. Porém, até então, as descobertas ainda não conseguiram chegar em um produto desse nível.

Mas ela possui potencial para isso, e poderá fazer com que as grandes indústrias reduzam o seu impacto ambiental ao reutilizar plásticos, que impede a formação dos microplásticos, tão prejudiciais ao meio ambiente.

Veja outro artigo sobre uma tecnologia revolucionária! 

A algum tempo, a marca Razer, famosa por seus jogos e acessórios gamers, anunciou parceria com a ClearBot, uma startup de limpeza de resíduos marinhos localizada em Hong Kong, na China.

A união foi feita para promover a limpeza dos oceanos utilizando inteligência artificial! Veja mais a respeito clicando aqui

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Perguntas frequentes

O que é a enzima que come plástico?
É uma enzima desenvolvida por cientistas norte-americanos com uso de inteligência artificial, capaz de decompor plástico em alguns casos em menos de 24 horas. Ela ajuda a solucionar o problema do acúmulo de resíduos plásticos em aterros e na poluição de mares, rios e da terra, além de facilitar o processo de reciclagem.
Como a enzima atua sobre o plástico PET?
Engenheiros e cientistas da Universidade do Texas em Austin estudaram a decomposição do PET (tereftalato de polietileno), tipo de plástico que compõe 12% de todo o lixo global. Descobriram que a enzima completa o processo circular de reciclagem, quebrando o plástico em moléculas menores e depois juntando-o quimicamente novamente, em alguns casos em menos de 24 horas.
Como a inteligência artificial foi usada na criação da enzima?
A ciência já conhecia a enzima PETase, usada por algumas bactérias para decompor plástico. A equipe da Universidade do Texas usou inteligência artificial para gerar melhores mutações nessa enzima, prevendo quais resultariam em decomposição mais rápida. A mutação mais eficiente foi chamada de FAST-PETase, que decompôs 51 embalagens plásticas a uma temperatura menor que 50 ºC.
A reciclagem feita com a enzima é viável comercialmente?
Por enquanto, as descobertas ainda não chegaram a um produto de escala industrial. O objetivo dos cientistas agora é ampliar a produção da enzima para viabilizar sua comercialização. Ela possui potencial para reduzir o impacto ambiental das grandes indústrias ao reutilizar plásticos, impedindo a formação dos microplásticos prejudiciais ao meio ambiente.
Franciane Pereira
Escrito por
Franciane Pereira
Técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Minas Gerais - campus Governador Valadares e grad. em Engenharia Elétrica - Robótica e Automação Industrial pela Universidade Fed…

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