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Ainda existem dados seguros? Espionagem global é uma realidade

Entenda o mais recente ataque cibernético: Governos praticam espionagem e coletam informações sigilosas de jornalistas e políticos por meio de vírus hacker.

Franciane Pereira
Por Franciane Pereira
Publicado em 20 de jul de 2021  ·  Atualizado em 30 de ago de 2025  ·  2 min de leitura
Espionagem de dados pelo mundo

Na atualidade o armazenamento de informações sigilosas em dispositivos eletrônicos pela grande maioria das pessoas, até mesmo de empresas e figuras políticas, é extremamente comum, mas como fica a segurança desses dados?

Nesta semana uma reportagem foi lançada alegando que ao menos dez governos fizeram uso de um programa que invadiu celulares e espionou jornalistas e ativistas, além de empresários e políticos ao redor do mundo!

Continue conosco pois te contaremos mais sobre esse acontecimento nos seguintes tópicos:

  • O ocorrido
  • Ferramenta de espionagem utilizada

O ocorrido 

No dia 18 de julho de 2021 começou a circular a notícia de que uma lista com mais de 50 mil números de telefone foi vazada, indicando que governos usaram um programa em forma de vírus de espionagem para hackear esses dispositivos.

A notícia foi divulgada por canais de comunicação famosos de diferentes países, contando com 17 veículos de imprensa em sua apuração.

Além disso, as informações ilegalmente coletadas correspondem a jornalistas, religiosos, políticos, ativistas de direitos humanos, advogados, entre outros.

Sabe-se ainda que esses contatos são pessoas de interesse por clientes da empresa responsável pelo programa, e dentre os contatos se encontram funcionários de jornais como o The News York Times.

Contudo, não foi possível identificar quem exatamente são os clientes, mas de acordo com a investigação, é comprovada a participação de governos de ao menos 10 países.

Também, comprovado que estão envolvidos nessa história, estão contatos próximos de Jamal Khashoggi, um jornalista da Arábia Saudita que foi assassinado em 2018 quando visitava o consulado de seu país.

Desentendido com o príncipe herdeiro saudita, Jamal fugiu para os Estados Unidos em 2015, e após sua morte, o vírus foi instalado no celular de sua noiva.

Ferramenta de espionagem utilizada

A ferramenta utilizada para a espionagem e coleta de informações é um programa chamado Pegasus que é classificado como um malware, ou seja, um programa criado para infectar computadores e outros dispositivos, funcionando como um vírus.

Além disso, ele tem a capacidade de acessar mensagens, fotos, e-mails, ou ainda gravar chamadas e ativar câmeras e microfones remotamente, sem que o usuário do aparelho perceba.

Também não há necessidade que o usuário clique em links maliciosos na internet para que esse malware consiga invadir seus celulares.

Ainda, o programa pertence a uma empresa de Israel, chamada NSO Group, que já é investigada desde 2017 pelo FBI, agência de inteligência dos Estados Unidos, por suspeitarem desde esse período de roubo de dados.

Além do mais, o WhatsApp processou a empresa em 2019, depois de declarar que ela estava por trás do roubo de informações de milhares de celulares.

Depois de toda essa polêmica, a companhia divulgou um relatório que afirma que a ferramenta deve ser utilizada de forma exclusiva para investigações criminais e por terrorismos, e somente por serviços de inteligência, militares e policiais.

Contudo, analisando a lista vazada, descobriu-se que uma grande quantidade não pertence a criminosos, assim, podemos concluir que clientes da empresa tem usado o Pegasus de maneira que vai contra o contrato de uso, ou seja, ilegalmente.

Perguntas frequentes

O que aconteceu no caso de espionagem global divulgado em julho de 2021?
No dia 18 de julho de 2021 começou a circular a notícia de que uma lista com mais de 50 mil números de telefone foi vazada, indicando que governos usaram um programa em forma de vírus para hackear dispositivos e espionar jornalistas, ativistas, empresários e políticos. A apuração contou com 17 veículos de imprensa, e foi comprovada a participação de governos de ao menos 10 países.
Quem foram as vítimas dessa espionagem?
As informações coletadas ilegalmente correspondem a jornalistas, religiosos, políticos, ativistas de direitos humanos, advogados, entre outros, incluindo funcionários de jornais como o The New York Times. Também estavam envolvidos contatos próximos de Jamal Khashoggi, jornalista saudita assassinado em 2018, cuja noiva teve o vírus instalado no celular após sua morte.
O que é o programa Pegasus?
O Pegasus é a ferramenta utilizada para a espionagem, classificada como um malware, ou seja, um programa criado para infectar computadores e dispositivos, funcionando como um vírus. Ele consegue acessar mensagens, fotos, e-mails, gravar chamadas e ativar câmeras e microfones remotamente, sem que o usuário perceba e sem necessidade de clicar em links maliciosos.
Qual empresa é responsável pelo Pegasus?
O programa pertence à NSO Group, uma empresa de Israel investigada pelo FBI desde 2017 por suspeitas de roubo de dados. Em 2019, o WhatsApp processou a empresa após declarar que ela estava por trás do roubo de informações de milhares de celulares.
O Pegasus foi usado de acordo com as regras de uso da empresa?
Não. A NSO Group divulgou que a ferramenta deveria ser usada exclusivamente para investigações criminais e de terrorismo, e somente por serviços de inteligência, militares e policiais. No entanto, ao analisar a lista vazada, descobriu-se que grande parte dos alvos não pertencia a criminosos, indicando que clientes usaram o Pegasus de maneira ilegal, contra o contrato de uso.
Franciane Pereira
Escrito por
Franciane Pereira
Técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Minas Gerais - campus Governador Valadares e grad. em Engenharia Elétrica - Robótica e Automação Industrial pela Universidade Fed…

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