Empresas serão taxadas pelo novo Imposto Global! Entenda
Entenda o que é o Imposto Mínimo Global que entrará em vigor a partir de 2023 e como essa tributação bilionária irá afetar o Brasil.
A partir de 2023 deverá ser implantado o Imposto Mínimo Global, acordo assinado por 136 países, inclusive o Brasil, que prevê uma tributação mínima 15% sobre o lucro de empresas multinacionais.
A ideia é que as companhias paguem uma taxa justa de impostos sobre o lucro que arrecadam e o acordo objetiva diminuir as diferenças tributárias entre os países.
O governo de Joe Biden é favorável a essa ação e para a secretária do tesouro norte-americano Janet Yellen, a iniciativa é “revolucionária”. Segundo o Observatório de Tributação da União Europeia, os Estados Unidos arrecadariam cerca de 40 bilhões com o projeto.
Ficou curioso para saber mais? Continue a leitura e descubra tudo sobre:
- O que é o Imposto Global?
- Todas as empresas serão tributadas?
- Como essa política afeta o Brasil?
Vamos lá?
O que é o Imposto Global?
O Imposto Global é uma iniciativa da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que criará um imposto mínimo global, com o objetivo de desestimular o uso de paraísos fiscais e a concorrência tributária internacional.
Mas afinal, o que são os paraísos fiscais? São lugares onde a taxa de impostos cobrados das empresas é muito pequena, atraindo companhias que buscam evitar a taxação de seus países de origem.
O acordo histórico foi assinado por 136 países, incluindo o Brasil, e está previsto para entrar em vigor a partir de 2023, estabelecendo uma taxação mínima de 15% sobre empresas multinacionais.
Todas as empresas serão tributadas?
A tributação será aplicada para todas as empresas com receita acima de US $750 milhões, afetando cerca de 100 das maiores empresas multinacionais ao redor do globo.
O lucro estimado por esse acordo global é de US $125 bilhões, porém existe uma grande discussão sobre quem serão os verdadeiros beneficiários dessa taxação.
Como essa política afeta o Brasil?
O Brasil, assim como outros países emergentes, não se beneficiará de uma grande fatia desses lucros. Isso acontece porque a receita arrecadada deverá ser distribuída em uma proporção de 75% para os países onde a empresa possui sede e 25% para os países onde ocorrem as vendas.
Pense na gigante Amazon: a maior parte da tributação será direcionada para os cofres dos Estados Unidos, sede da empresa, enquanto os outros países deverão dividir o lucro menor.
Somente quatro países que fazem parte da OCDE não aderiram ao acordo: Quênia, Nigéria, Paquistão e Sri Lanka. Quer ficar por dentro de mais notícias? Não perca esse artigo sobre o dia do eletricista!


