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Estudo comprova influência das emoções nas respostas imunes

Saiba como as emoções podem influenciar nas respostas imunes do corpo a partir do estado mental e a consequente liberação de hormônios.

Cindy Guerson
Por Cindy Guerson
Publicado em 11 de fev de 2022  ·  Atualizado em 18 de mar de 2026  ·  3 min de leitura
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Daniel Anthony, estudioso especialista em neurologia e professor da disciplina de neuropatologia experimental da Universidade de Oxford deu uma entrevista à BBC sobre a relação entre as respostas imunes do corpo e o cérebro humano.

Segundo o professor, é comprovado a relação do cérebro e os estados emocionais psicológicos com a baixa resposta imune do sistema imunológico quando se trata de doenças com agentes infecciosos como gripes e resfriados.

Pelo fato de que o nosso cérebro é o principal regulador do nosso corpo, se torna claro que sob o sistema imunológico também há uma influência. Os estudos, por sua vez, tentam descobrir qual é essa porcentagem de influência.

Fique conosco e se aprofunde mais sobre o assunto nos seguintes tópicos:

  • O que são as respostas imunes e como elas funcionam no nosso corpo?
  • O papel dos hormônios na influencia as respostas imunes
  • A relação do sistema imunológico com o estado psicológico do indivíduo

Vamos lá?

O que são as respostas imunes e como elas funcionam no nosso corpo? 

Chamamos de resposta imune o processo de defesa do corpo após a percepção de algum agente estranho no nosso corpo. Assim, o sistema imune age a partir de mecanismos de defesa para ajudar o corpo a combater esse agente.

Existem dois tipos de resposta imune:

Resposta imune adaptativa

Processo no qual a partir da exposição do organismo a diversos vírus e bactérias no decorrer da vida a célula passa a ter anticorpos produzidos suficientes para combater certos tipos de viroses e infecções, protegendo as células de serem infectadas.

Resposta imune inata 

É o processo de imunidade que passa a existir desde o nascimento, no qual desde bebe nosso sistema imunológico tenta inibir ou eliminar agentes patogênicos para nos defender. É a defesa automática do nosso organismo.

A partir da resposta imune inata é que a resposta imune adaptativa surge, portanto, as duas se complementam.

O papel dos hormônios na influência as respostas imunes

Os hormônios podem ter uma grande influência no que diz respeito a baixa resposta imune de um determinado corpo.

Isso porque, sujeitos que estão sob altos níveis de stress e ansiedadealteram involuntariamente os neurotransmissores do cérebro, que assim aumentam o fluxo de informações para fora do órgão afetando o sistema imune.

A partir dessa alteração dos neurotransmissores o eixo HHA denominado de hipotálamo-hipófise-adrenal é ativado fazendo o cérebro produzir mais cortisol afetando o processo de resposta imune que acontece paralelamente.

A relação do sistema imunológico com o estado psicológico do indivíduo

Como visto acima, a liberação de hormônios tem muita influência sobre a resposta imune celular e isso nos traz uma breve reflexão sobre como os nossos sentimentos podem despertar emoções e influenciar na imunidade baixa.

Quando nosso psicológico está abalado por algum motivo é comum ficarmos estressados e preocupados, o que faz o nosso estado emocional afetar o sistema imune com a liberação dos hormônios que a emoção faz-nos produzir.

Dessa forma, foi comprovado a relação do sistema imunológico com o estado psicológico do indivíduo através de uma experiência realizada na cidade de Salisbury, no Reino Unido.

A experiência consistia em perguntar aos grupos que pegavam resfriados constantemente se estavam sob extremas cargas de estresse ou não.

Visto isso, ao final da experiência foi comprovado que pessoas que estão sempre com níveis altos de estresse possuem 20% de chance a mais de pegar um resfriado do que as outras.

Interessante, não é mesmo? Nossa saúde mental é muito importante para termos uma boa qualidade de vida. Atualmente, uma das principais doenças do século é o burnout, uma síndrome causada por um excesso de desgaste emocional.

Cada dia que passa precisamos ficar mais atento com as nossas emoções e o que causam elas. Para saber mais sobre o tópico de saúde mental você pode também ler o nosso artigo sobre “Qual a importância da saúde mental no trabalho?”, o que acha?

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Perguntas frequentes

As emoções influenciam as respostas imunes do corpo?
Sim. Segundo Daniel Anthony, especialista em neurologia e professor da Universidade de Oxford, é comprovada a relação entre o cérebro e os estados emocionais psicológicos com a baixa resposta do sistema imunológico em doenças com agentes infecciosos como gripes e resfriados. Como o cérebro é o principal regulador do corpo, ele também influencia o sistema imunológico.
O que são as respostas imunes?
Chama-se resposta imune o processo de defesa do corpo após a percepção de algum agente estranho no organismo. Assim, o sistema imune age a partir de mecanismos de defesa para ajudar o corpo a combater esse agente.
Quais são os tipos de resposta imune?
Existem dois tipos: a resposta imune adaptativa, na qual a exposição a vírus e bactérias ao longo da vida leva a célula a produzir anticorpos suficientes para combater certas viroses e infecções; e a resposta imune inata, que existe desde o nascimento e é a defesa automática do organismo. As duas se complementam, pois a adaptativa surge a partir da inata.
Qual o papel dos hormônios na resposta imune?
Pessoas sob altos níveis de stress e ansiedade alteram involuntariamente os neurotransmissores do cérebro, aumentando o fluxo de informações para fora do órgão e afetando o sistema imune. Essa alteração ativa o eixo HHA (hipotálamo-hipófise-adrenal), fazendo o cérebro produzir mais cortisol, o que afeta o processo de resposta imune.
Como o estresse afeta a chance de pegar um resfriado?
Uma experiência realizada em Salisbury, no Reino Unido, perguntou a grupos que pegavam resfriados constantemente se estavam sob extremas cargas de estresse. Foi comprovado que pessoas com níveis altos de estresse possuem 20% a mais de chance de pegar um resfriado.
Cindy Guerson
Escrito por
Cindy Guerson
Grad. em Psicologia pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE) e atual membro da Liga Acadêmica de Psicanálise e Patologia (LAPP). Especialista na área de Pesquisa e Desenvolvimento…

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