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Primeiro caso de contágio humano pela cepa H10N3 da gripe aviária é registrado na China

Saiba mais sobre outras cepas da gripe aviária, potencial risco da H5N8 e como está o paciente infectado pela H10N3 na China.

Gregory Thainã
Por Gregory Thainã
Publicado em 9 de jun de 2021  ·  Atualizado em 22 de fev de 2026  ·  3 min de leitura
Primeiro caso de contágio humano por variante da gripe aviária.

No dia 1º de junho foi constatado o primeiro caso da H10N3, cepa da gripe aviária (também chamada de gripe do frango), em humanos. O caso ocorreu na China.

Porém, esse não é o único caso de doenças passadas de aves para humanos. Isso já ocorreu em outros momentos e o vírus foi controlado, o que nos deixa mais tranquilos sobre o caso na China.

Neste artigo, abordaremos esses pontos sobre a gripe aviária a partir dos seguintes tópicos:

  • Outros surtos de gripe aviária;
  • A H5N8 na Rússia;
  • A H10N3 na China.

Outros surtos de gripe aviária

Primeiramente, é importante saber que existem outros tipos de vírus da gripe aviária que já afetaram humanos há anos, como a H5N1, a H7N9 e a H9N2.

Descoberta em 2003, a H5N1 é extremamente letal, chegando a levar a óbito mais da metade das pessoas que adquirem a doença. O vírus chegou a obrigar o sacrifício de milhões de frangos em Hong Kong e na Coreia do Sul.

Apesar da sua alta taxa de mortalidade, poucas pessoas realmente foram a óbito devido ao H5N1, uma vez que ele só era transmitido quando um humano tinha contato direto com uma ave infectada, o que dificultou a propagação da doença.

Já a H7N9, que teve seu surto no começo de 2013, possui letalidade de aproximadamente 30% (segundo dados divulgados na época do surto). Apesar de possuir letalidade significativamente abaixo da H5N1, essa cepa também é perigosa.

A H7N9 também foi mais difícil de ser identificada em aves, uma vez que ela não deixava os animais doentes. Além disso, a sua transmissão também poderia ser feita por vias aéreas, isto é, poderia ser transmitida entre humanos. Felizmente a cepa foi bem controlada.

A H9N2, por sua vez, não conta com muita informação, uma vez que ela não atingiu um grande número de seres humanos. Porém, sabe-se que ela foi responsável por doenças respiratórias graves em algumas crianças que tiveram contato com aves infectadas.

A H5N8 na Rússia

A H5N8 foi identificada pela primeira vez em 2010, na China. A partir disso, a cepa do vírus influenza já passou por mais de 46 países, tais como Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. Em 2020 ela foi identificada em mais de 46 países, obrigando o sacrifício de milhões de animais.

Porém, em dezembro de 2020 os primeiros casos da cepa em humanos foram registrados na Rússia (embora só tenham sido confirmados de fato em fevereiro).

Os russos contaminados trabalhavam em uma vinícola e tiveram contato direto com aves infectadas. Apesar de terem sido contaminados pela doença, felizmente nenhum dos trabalhadores mostrou grandes complicações de saúde em decorrência do vírus.

Mas nem tudo são flores. Pesquisas sugerem que há a possibilidade da H5N8 sofrer mutações e conseguir se disseminar entre os humanos.

Os cientistas que alertaram ainda em 2019 sobre a possibilidade de uma pandemia causada pelo vírus Sars-Cov-2 vêm mostrando uma certa preocupação com a cepa H5N8.

Segundo os cientistas, há o risco de uma propagação  a nível mundial da H5N8, que poderia trazer grandes problemas para a avicultura e para a saúde pública.

A H10N3 na China

O caso mais recente de gripe aviária em humanos foi registrado no dia 1º de junho de 2021, na China. Trata-se da cepa H10N3, que infectou um homem na província de Jiangsu.

O homem infectado deu entrada no hospital no dia 28 de abril e sua situação é estável com expectativa de receber alta em breve. As autoridades chinesas explicaram que é improvável uma nova pandemia causada pela H10N3.

Dentre as informações disponíveis até o momento sobre a H10N3 está o fato de que ela não causa grandes patogenicidades em aves e seu grau de transmissão para humanos é considerado baixo (visto que só há um caso confirmado em todo o mundo).

Perguntas frequentes

O que é a cepa H10N3 da gripe aviária?
A H10N3 é uma cepa da gripe aviária, também chamada de gripe do frango, que teve seu primeiro caso de contágio humano registrado no dia 1º de junho de 2021, na China. O vírus infectou um homem na província de Jiangsu, que deu entrada no hospital em 28 de abril com situação estável e expectativa de receber alta em breve.
Quais outras cepas da gripe aviária já afetaram humanos?
Antes da H10N3, outras cepas já infectaram humanos, como a H5N1, a H7N9 e a H9N2. A H5N1, descoberta em 2003, é extremamente letal e chegou a obrigar o sacrifício de milhões de frangos em Hong Kong e na Coreia do Sul. A H7N9 teve seu surto no começo de 2013 com letalidade de aproximadamente 30%, e a H9N2 causou doenças respiratórias graves em algumas crianças que tiveram contato com aves infectadas.
Por que a H5N1 não causou tantas mortes apesar da alta letalidade?
Embora a H5N1 leve a óbito mais da metade das pessoas que adquirem a doença, poucas pessoas realmente morreram por causa dela. Isso ocorreu porque o vírus só era transmitido quando um humano tinha contato direto com uma ave infectada, o que dificultou a propagação da doença.
Qual é a preocupação dos cientistas com a cepa H5N8?
A H5N8 foi identificada pela primeira vez em 2010, na China, e já passou por mais de 46 países. Em dezembro de 2020, os primeiros casos em humanos foram registrados na Rússia, em trabalhadores de uma vinícola que tiveram contato direto com aves infectadas, sem grandes complicações de saúde. Pesquisas sugerem que a H5N8 pode sofrer mutações e conseguir se disseminar entre humanos, o que preocupa cientistas pelo risco de uma propagação a nível mundial.
Há risco de uma nova pandemia por causa da H10N3?
As autoridades chinesas explicaram que é improvável uma nova pandemia causada pela H10N3. Além disso, o fato de outras cepas de gripe aviária já terem sido controladas em momentos anteriores traz mais tranquilidade sobre o caso registrado na China.
Gregory Thainã
Escrito por
Gregory Thainã
Grad. em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Santa Maria. Participou do Movimento Empresa Júnior atuando em consultorias, gerenciamento de equipes e no setor de marketin…

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