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Protocolo de cirurgia segura: saiba como esse avanço garante mais segurança

O protocolo de cirurgia segura garante mais segurança aos pacientes e pode ser facilmente implementada com custos mínimos.

Thiago Coutinho
Por Thiago Coutinho
Publicado em 19 de jun de 2020  ·  Atualizado em 14 de abr de 2026  ·  5 min de leitura
Protocolo de cirurgia segura: saiba como esse avanço garante mais segurança

O protocolo de cirurgia segura é um dos mais importantes avanços da medicina da última década por muitos motivos.

Em especial, essa medida garantiu práticas médicas ainda mais assertivas e corretas, protegendo um número imensurável de pacientes e permitindo o acesso a uma medicina de qualidade independente da região.

Mesmo com toda essa importância, gestores e médicos empreendedores iniciantes ainda não aplicam essa prática no próprio negócio, seja consultório ou clínica médica, e, em outros casos, têm dúvidas em relação aos protocolos de segurança.

Sabendo da importância do protocolo de cirurgia segura, nós preparamos este artigo para esclarecer os detalhes dessa forma de praticar a medicina, por meio dos seguintes tópicos:

  • O que é o protocolo de cirurgia segura?
  • Qual objetivo do protocolo de cirurgia segura?
  • Por que criar um protocolo de cirurgia segura?
  • Checklist de uma cirurgia segura.

Vamos ao conteúdo!

O que é o protocolo de cirurgia segura?

O protocolo de cirurgia segura é uma contramedida para eventuais problemas que um agente de saúde pode enfrentar, seja um médico, um enfermeiro ou por outros profissionais da área da saúde.

Essa nova forma ainda mais segura de praticar medicina surgiu em 2013. Ela foi apadrinhada por uma série de médicos e publicada em um dos mais importantes veículos especializados da área, a Annals of Internal Medicine.

Em pouco tempo, o protocolo provou o seu valor e passou a ser uma regra não obrigatória mas bastante recomendada por várias razões.

Além disso, a prática pode ajudar o gestor a fazer uma melhor gestão da qualidade do próprio empreendimento.

Qual objetivo do protocolo de cirurgia segura?

O propósito do protocolo de cirurgia segura é determinar medidas com objetivo de reduzir eventuais acidentes durante a prática da medicina.

Ou seja, é criada uma lista de etapas de segurança e assegura que qualquer procedimento esteja sendo realizado no paciente correto, no lugar correto e sob as práticas seguras.

Em um artigo publicado na revista Lancet, o volume anual de cirurgias de grande porte foi estimado entre 187 e 281 milhões, a partir de dados de 56 países, o que representa, aproximadamente, uma cirurgia para cada 25 pessoas por ano.

Sendo assim, garantir a segurança do paciente durante a cirurgia é algo imprescindível para qualquer médico, uma vez que esse procedimento está mais próximo da nossa realidade do que pensamos estar.

Contudo, existem ainda outras razões para adotar esse protocolo, como veremos no tópico seguinte.

Por que criar um protocolo de cirurgia segura?

O protocolo de cirurgia segura deve ser criado por muitas razões e nós destacamos três importantes motivos para você, médico gestor, garantir que todos os procedimentos estejam presentes em seu centro cirúrgico

A adoção deste protocolo, inclusive, costuma resultar na digitalização de importantes informações, que podem ser usadas em revisões em relação aos eventos adversos durante procedimentos no sítio cirúrgico.

Por isso, revisitar esses dados garantem mais segurança ao precisar refazer um procedimento que seja similar.

Outro motivo para que você possa adotar essas listas de verificação nos procedimentos da sua clínica ou consultório médico está relacionada à maior segurança de realizar uma cirurgia que realmente deve ser feita.

Embora seja raro de acontecer, apenas um relato pode ser responsável por colocar em xeque incontáveis profissionais da saúde e acabar com a reputação do seu negócio.

Por fim, vale destacar que criar e implementar o protocolo de cirurgia segura é extremamente fácil, rápido e barato.

No pior dos casos, você perderá algumas horas para revisar cada etapa e assegurar o cumprimento de todas as etapas recomendadas por entidades da área da saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) ou da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa).

Checklist para uma cirurgia segura

Atualmente, muitos gestores adotam o checklist feito pela OMS. Entretanto, vale destacar que o modelo disponibilizado pela Anvisa está mais próximo da realidade das clínicas e consultórios brasileiros.

Além disso, o protocolo de cirurgia segura não é uma regra obrigatória e, por isso, um gestor consegue alterar algumas práticas para se adequar ainda mais da realidade no centro cirúrgico.

Sendo assim, ressaltamos alguns pontos que você deve ter atenção redobrada em pré e pós operatórios.

Entrada ou Sign In

A primeira verificação é em relação à entrada, também conhecido como sign in, do paciente. Essa etapa costuma ser dedicada aos cuidados pré operatório e garantia ante algum possível imprevisto.

Desse modo, o médico responsável pela cirurgia precisa confirmar a identidade do paciente, reservar o sítio cirúrgico, além de assegurar que o paciente deu consentimento da prática médica e que todos os materiais para o procedimento estão devidamente prontos.

Importante mencionar que é nesta etapa que acontecem a antecipação de eventuais dificuldades, como uma possível objeção por parte do paciente em relação à intubação ou algum risco de hemorragias durante a cirurgia.

Time Out

Após o procedimento de entrada, o time out é outra etapa do protocolo de cirurgia segura e, que ao contrário das demais, envolve todos os participantes da equipe, seja enfermeiros, anestesistas, cirurgiões e etc.

Essa etapa de segurança necessita de uma pausa de um minuto antes da incisão inicial, em que todos os responsáveis devem apresentar soluções para eventuais complicações durante o procedimento.

Além disso, todos precisam confirmar a identificação do paciente, o sítio cirúrgico, a prática a ser realizada e a posição do paciente em relação a incisão.

Para que funcione de maneira assertiva, o time out costuma requerer as seguintes confirmações:

  • Aplicação de antimicrobianos e tromboembólicos profiláticos, quando indicados;
  • Conformidade dos exames de imagem; e
  • Funcionamento e a correta esterilização dos materiais.

Saída

Por fim, a saída é uma etapa considerada por muitos médicos facultativa, contudo ela pode antecipar problemas e garantir soluções rápidas.

Aqui, o médico e a equipe envolvidos no procedimento cirúrgico devem rever todas as etapas visitadas anteriormente no time out só que, desta vez, após o procedimento.

Em geral, essa verificação cabe ao gestor decidir se ela será adotada ou não, já que este tipo de estrutura costuma variar de acordo com a metodologia de negócios implantada pelo gestor.

Esteja ligado às melhores práticas de gestão!

Neste artigo, você pode entender um pouco mais da importância de se adotar o protocolo de cirurgia segura. Não só isso, mas também é necessário estar por dentro das práticas adequadas de gestão para clínicas médicas.

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Perguntas frequentes

O que é o protocolo de cirurgia segura?
O protocolo de cirurgia segura é uma contramedida para eventuais problemas que um agente de saúde, como médico, enfermeiro ou outro profissional, pode enfrentar. Essa forma mais segura de praticar medicina surgiu em 2013, foi apadrinhada por uma série de médicos e publicada na revista Annals of Internal Medicine, tornando-se uma regra não obrigatória, mas bastante recomendada.
Qual é o objetivo do protocolo de cirurgia segura?
O propósito do protocolo de cirurgia segura é determinar medidas para reduzir eventuais acidentes durante a prática da medicina. Cria-se uma lista de etapas de segurança que assegura que qualquer procedimento esteja sendo realizado no paciente correto, no lugar correto e sob as práticas seguras.
Por que criar um protocolo de cirurgia segura?
Há diversas razões para criar esse protocolo. Sua adoção costuma resultar na digitalização de informações importantes, úteis em revisões de eventos adversos durante procedimentos. Ele também garante maior segurança de realizar uma cirurgia que realmente deve ser feita, pois um único relato negativo pode comprometer profissionais e a reputação do negócio.
Quão frequentes são as cirurgias de grande porte?
Em um artigo publicado na revista Lancet, o volume anual de cirurgias de grande porte foi estimado entre 187 e 281 milhões, a partir de dados de 56 países, o que representa aproximadamente uma cirurgia para cada 25 pessoas por ano. Isso reforça a importância de garantir a segurança do paciente durante a cirurgia.
Thiago Coutinho
Escrito por
Thiago Coutinho
Thiago é engenheiro de produção, pós-graduado em estatística e mestre em administração pela UFJF. Especialista Black Belt em Lean Six Sigma, trabalhou na Votorantim Metais e MRS Lo…

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