Revolução: Suíça adota doação de órgãos como regra geral
Especialistas acreditam que a nova mudança na legislação será responsável por salvar muitas vidas. Veja mais a respeito!
Tomando o consentimento presumido, a Suíça adota a doação de órgãos como regra geral! Ou seja, o país declara que todas as pessoas serão doadoras, caso estejam dentro das regras após a morte.
Aprovado com 60% de votos favoráveis, o novo modelo deve entrar em vigor de 2024 em diante, de acordo com a a Secretaria Federal de Saúde Pública.
A exceção para que a doação pós morte aconteça, será para aquelas pessoas que decidirem, enquanto em vida, que não desejam ser doadoras. É válido ainda a decisão da família. Caso os parentes acreditem que a pessoa não gostaria de doar seus órgãos, nenhum procedimento será realizado.
Além do mais, caso os familiares não sejam identificados, a doação também não será feita. Vale ressaltar também que a nova regra é válida somente para indivíduos que possuam mais de 16 anos.
Como era a via de regra anterior?
Na lei em vigor anteriormente, a doação somente acontecia se a pessoa desse um consentimento explícito em vida. Ou seja, era preciso deixar isso obrigatoriamente comunicado a seus familiares, ou não poderia ser realizado.
Mas qual o problema disso? Por que mudar? Bom, acontece que constantementea família não conhece a vontade de seu ente querido, e assim, muitas doações deixam de ser realizadas.
No Brasil, o mesmo acontece, e essa ausência de doações é muito prejudicial para a saúde do país.
Segundo o Ministério da Saúde, em setembro de 2021, 53,2 mil pessoas estavam aguardando na fila de espera por um transplante de órgão, e a grande maioria não possuía previsão de transplante.
Suíça pretende revolucionar a saúde de sua população com a adoção de órgãos como regra geral
O diretor da fundação Swisstransplant, Franz Immer, crê que esse novo modelo será responsável por salvar muitas vidas.
Apesar de não possuir uma fila tão grande quanto o Brasil, o déficit na doação de órgãos também é uma realidade na Suíça. Em 2021, aproximadamente 1,4 mil pacientes aguardavam por um transplante.
Contudo, ao longo de todo o ano, apenas 166 pessoas foram doadoras de órgãos. Com as doações, os médicos foram capazes de atender somente 484 pacientes. Uma diferença gritante não é mesmo?
Captura de Tela/Câmara dos Deputados
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