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Revolução: Suíça adota doação de órgãos como regra geral

Especialistas acreditam que a nova mudança na legislação será responsável por salvar muitas vidas. Veja mais a respeito!

Franciane Pereira
Por Franciane Pereira
Publicado em 20 de mai de 2022  ·  Atualizado em 7 de fev de 2026  ·  2 min de leitura
Revolução: Suíça adota doação de órgãos como regra geral

Tomando o consentimento presumido, a Suíça adota a doação de órgãos como regra geral! Ou seja, o país declara que todas as pessoas serão doadoras, caso estejam dentro das regras após a morte. 

Aprovado com 60% de votos favoráveis, o novo modelo deve entrar em vigor de 2024 em diante, de acordo com a a Secretaria Federal de Saúde Pública.

A exceção para que a doação pós morte aconteça, será para aquelas pessoas que decidirem, enquanto em vida, que não desejam ser doadoras. É válido ainda a decisão da família. Caso os parentes acreditem que a pessoa não gostaria de doar seus órgãos, nenhum procedimento será realizado.

Além do mais, caso os familiares não sejam identificados, a doação também não será feita. Vale ressaltar também que a nova regra é válida somente para indivíduos que possuam mais de 16 anos.

Como era a via de regra anterior?  

Na lei em vigor anteriormente, a doação somente acontecia se a pessoa desse um consentimento explícito em vida. Ou seja, era preciso deixar isso obrigatoriamente comunicado a seus familiares, ou não poderia ser realizado.

Mas qual o problema disso? Por que mudar? Bom, acontece que constantementea família não conhece a vontade de seu ente querido, e assim, muitas doações deixam de ser realizadas. 

No Brasil, o mesmo acontece, e essa ausência de doações é muito prejudicial para a saúde do país.

Segundo o Ministério da Saúde, em setembro de 2021, 53,2 mil pessoas estavam aguardando na fila de espera por um transplante de órgão, e a grande maioria não possuía previsão de transplante.

Suíça pretende revolucionar a saúde de sua população com a adoção de órgãos como regra geral 

O diretor da fundação Swisstransplant, Franz Immer, crê que esse novo modelo será responsável por salvar muitas vidas.

Apesar de não possuir uma fila tão grande quanto o Brasil, o déficit na doação de órgãos também é uma realidade na Suíça. Em 2021, aproximadamente 1,4 mil pacientes aguardavam por um transplante.

Contudo, ao longo de todo o ano, apenas 166 pessoas foram doadoras de órgãos. Com as doações, os médicos foram capazes de atender somente 484 pacientes. Uma diferença gritante não é mesmo?

transporte de órgãos

Captura de Tela/Câmara dos Deputados

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Perguntas frequentes

O que muda com a nova legislação de doação de órgãos na Suíça?
A Suíça passou a adotar o consentimento presumido, tornando a doação de órgãos a regra geral. Isso significa que todas as pessoas serão consideradas doadoras após a morte, desde que estejam dentro das regras. O novo modelo foi aprovado com 60% de votos favoráveis e deve entrar em vigor a partir de 2024.
Quais são as exceções para que a doação não aconteça?
A doação não será feita se a pessoa tiver decidido em vida que não desejava ser doadora. A decisão da família também é válida: se os parentes acreditarem que a pessoa não gostaria de doar, nenhum procedimento será realizado. Além disso, se os familiares não forem identificados, a doação não acontece, e a regra só vale para pessoas com mais de 16 anos.
Como funcionava a lei de doação anterior na Suíça?
Na lei anterior, a doação só acontecia se a pessoa desse um consentimento explícito em vida. Era preciso deixar essa vontade obrigatoriamente comunicada aos familiares, caso contrário a doação não poderia ser realizada.
Por que a mudança na regra de doação foi considerada necessária?
Frequentemente a família não conhece a vontade do ente querido, e por isso muitas doações deixavam de ser realizadas. Esse déficit também é uma realidade na Suíça: em 2021, cerca de 1,4 mil pacientes aguardavam transplante, mas apenas 166 pessoas foram doadoras ao longo do ano, permitindo atender somente 484 pacientes.
Como está a situação da fila de transplantes no Brasil?
Segundo o Ministério da Saúde, em setembro de 2021, 53,2 mil pessoas estavam aguardando na fila de espera por um transplante de órgão, e a grande maioria não tinha previsão de transplante. A ausência de doações é apontada como muito prejudicial para a saúde do país.
Franciane Pereira
Escrito por
Franciane Pereira
Técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Minas Gerais - campus Governador Valadares e grad. em Engenharia Elétrica - Robótica e Automação Industrial pela Universidade Fed…

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