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Quais são os 7 pecados da comunicação e como evitá-los?

Entenda com Julian Treasure, em seu TED, como se comunicar de maneira com que cause um impacto positivo nas pessoas que te ouvem.

Gabriela Batista
Por Gabriela Batista
Publicado em 3 de mai de 2021  ·  Atualizado em 11 de dez de 2025  ·  4 min de leitura
Os 7 pecados da comunicação

Com a voz humana é possível fazer coisas extraordinárias, como declarar uma guerra ou dizer “eu te amo”. É assim que Julian Treasure inicia seu TED, enfatizando a importância da comunicação.

Muitas pessoas ainda sentem que não são ouvidas da forma que queriam. E, para o palestrante, para transmitir a mensagem correta e causar impacto, é necessário que se evite o que ele chama de “Os 7 pecados da comunicação”.

Julian ainda completa sua palestra ensinando como se desviar dos “pecados” e dá dicas de poderosos hábitos para adquirir antes de iniciar um discurso e se tornar um mestre da negociação.

Ficou curioso(a)? Então continue com a gente, porque vamos abordar os seguintes tópicos:

  • Quem é Julian Treasure?
  • Os 7 pecados da comunicação;
  • Como evitá-los?
  • Insight de destaque;

Quem é Julian Treasure?

Julian Treasure é um empreendedor, nascido em 18 de Abril de 1958 e atualmente mora em Orkney, um arquipélago localizado no Mar do Norte, na Escócia. É especialista em som e possui a missão de ajudar pessoas e empresas a ouvirem melhor e produzirem discursos eficientes.

Em 2003 Julian fundou a “The Sound Agency”, que é uma empresa de branding audio, que atua ajudando marcas a reconhecerem o seu som.

É autor do livro “How to be Heard and Sound Business” e possui atualmente cinco palestras no TED, que já foram visualizadas mais de 100 milhões de vezes.

Os 7 pecados mortais da comunicação

Para conseguir falar poderosamente e causar mudanças no mundo é necessário se desvincular de alguns hábitos. Agora vamos desenvolver o que Julian Treasure chamou de “Os 7 pecados da comunicação”, dispostos nos tópicos abaixo:

  1. Fofoca;
  2. Julgamentos;
  3. Negatividade;
  4. Desculpas;
  5. Reclamações;
  6. Exagero;
  7. Dogmatismo.

1. Fofoca

Para Julian, a fofoca é um hábito viciante e muito nocivo para uma comunicação de impacto.

Conversar com um fofoqueiro significa que daqui há alguns minutos ele vai estar falando de você e isso faz com que não haja segurança alguma em um diálogo ou discurso.

2. Julgamentos

É muito desconfortável conversar com alguém que está o tempo todo julgando atitudes alheias, não é mesmo?

E ainda há a possibilidade de que essa pessoa esteja te julgando também. Para Julian este é um dos hábitos proibidos da boa comunicação.

3. Negatividade

Pessoas negativas, que estão sempre esperando o pior, não sabem introduzir uma boa conversa e nem mantê-las.

A negatividade é algo que desmotiva os ouvintes e faz com que a boa comunicação seja comprometida.

4. Desculpas

E ainda há aqueles que ficam dando ou pedindo desculpas o tempo inteiro. Isso compromete a fluência da conversa e faz com que o assunto fuja do foco principal.

5. Reclamações

É notório que estamos sempre reclamando de algo. Seja do tempo, política,ou esporte. Julian diz que se quisermos possuir uma comunicação de impacto é preciso parar de reclamar agora mesmo.

6. Exagero

Para Julian, pessoas extravagantes e exageradas, muitas vezes, estão mentindo. E não queremos ouvir alguém que sabemos que não está sendo verdadeiro, não é mesmo?

7. Dogmatismo

Aqui se encontra a confusão entre opiniões e fatos. Julian fala que é muito complicado prestar atenção em pessoas que bombardeiam suas opiniões como se fossem verdades.

Agora, vamos aprender como evitar de praticarmos esses ítens proibidos da boa comunicação.

Como evitá-los?

Julian introduz quatro poderosos alicerces para nos basearmos se quisermos evitar os “7 pecados mortais da comunicação” e assegurarmos que nossa fala seja geradora de mudanças significativas. Estes alicerces formam uma palavra: HAIL.

“Hail significa ‘saudação’, o ato de cumprimentar ou aclamar entusiasmadamente, como vamos receber as palavras descritas abaixo”, humoriza Julian:

H (Honestidade)

Seja sempre verdadeiro no que diz, e de maneira clara e direta. Mas, cuidado com a honestidade absoluta.

A (Autenticidade)

Seja você mesmo e se sustente na sua própria verdade.

I (Integridade)

Seja alguém em que as pessoas possam confiar e cumpra com o que diz.

L (Amor)

Aqui não se trata do amor romântico, e sim com o ato de desejar o bem das pessoas. Por exemplo: se você deseja o bem de alguém é muito difícil julgá-lo.

Caixa de ferramentas

Para aumentar o poder da fala, Julian descreve uma “caixa de ferramentas” que, segundo ele, é necessário abrir para complementar os alicerces que já foram descritos.

Essa caixa pode ser aberta em qualquer momento que você considere importante. Seja em um discurso, em um pedido de casamento, em um aumento de salário e outros.

Um dos ítens desta caixa diz respeito à entonação, que é o ato de destacar certas palavras durante a fala, passando o seu sentimento de forma genuína para o ouvinte.

Julian também destaca a tonalidade, que se baseia na aplicação de interrogação ou exclamação dentro da frase. Encaixar o tom da voz de acordo com o momento da fala é enriquecedor para o discurso.

Para Julian, o silêncio pode ser impactante e também é uma ferramenta a ser explorada. Não há nada de errado em colocar pequenas pausas no decorrer da fala.

Assim como, aumentar a voz em alguns momentos certeiros. O volume é utilizado para captar a atenção, falando baixinho, ou para assustar com o aumento do som. No entanto, impor o som de maneira negligente é prejudicial.

Também é importante que haja rítmo. Enfatizar em alguns momentos e falar rápido em outros é crucial para captar o interesse de quem está ouvindo.

Insight de destaque

E aí? Gostou desse conteúdo? Julian Treasure nos faz ter uma nova visão sobre um discurso bem feito. Ele nos mostra que uma comunicação eficiente pode ser adquirida com treinamento e que não é algo intrínseco apenas a algumas pessoas.

Um dos principais insights que podemos tirar dessa apresentação é:

Não é o que você diz e sim como você diz.

Já imaginou como seria o  mundo se falássemos poderosamente com pessoas que nos ouvem conscientemente em ambientes que foram feitos pra isso?  Essa é uma das indagações de Julian. Você pode assistir a palestra completa abaixo:

Perguntas frequentes

Quem é Julian Treasure?
Julian Treasure é um empreendedor nascido em 18 de abril de 1958, que mora em Orkney, um arquipélago no Mar do Norte, na Escócia. É especialista em som e tem a missão de ajudar pessoas e empresas a ouvirem melhor e produzirem discursos eficientes. Em 2003 fundou a The Sound Agency, é autor do livro How to be Heard and Sound Business e tem cinco palestras no TED, vistas mais de 100 milhões de vezes.
Quais são os 7 pecados da comunicação segundo Julian Treasure?
Os 7 pecados da comunicação são: fofoca, julgamentos, negatividade, desculpas, reclamações, exagero e dogmatismo. Para conseguir falar poderosamente e causar mudanças no mundo, é necessário se desvincular desses hábitos.
Por que a fofoca e os julgamentos prejudicam a comunicação?
A fofoca é um hábito viciante e nocivo, pois conversar com um fofoqueiro significa que em alguns minutos ele estará falando de você, o que faz não haver segurança no diálogo. Já os julgamentos são desconfortáveis, pois conversar com alguém que julga atitudes alheias o tempo todo traz a possibilidade de que essa pessoa também esteja julgando você.
Como a negatividade, as desculpas e as reclamações afetam um discurso?
A negatividade desmotiva os ouvintes e compromete a boa comunicação, pois pessoas que esperam sempre o pior não sabem introduzir nem manter uma boa conversa. As desculpas dadas ou pedidas o tempo todo comprometem a fluência e desviam o assunto do foco principal, e as reclamações constantes precisam ser evitadas para se ter uma comunicação de impacto.
O que são o exagero e o dogmatismo na comunicação?
Para Julian, pessoas extravagantes e exageradas muitas vezes estão mentindo, e não queremos ouvir alguém que sabemos não estar sendo verdadeiro. Já o dogmatismo é a confusão entre opiniões e fatos, sendo muito difícil prestar atenção em pessoas que apresentam suas opiniões como se fossem verdades.
Gabriela Batista
Escrito por
Gabriela Batista
Grad. em Engenharia Química pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Foi Diretora de Projetos e, posteriormente, Diretora Presidente na empresa júnior ProEQ Jr - Consultor…

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