Eu Sou Malala - Malala Yousafzai__DELME
Conheça, nesse resumo, a incrível história da garota que lutou contra o medo e defendeu o direito das meninas à educação.
Neste resumo do livro "Eu Sou Malala", você vai conhecer a desafiante trajetória de Malala, uma garota que sofreu um atentado contra a própria vida porque defendia o direito de meninas frequentarem escolas e de terem a liberdade de exercer uma função na sociedade, ou seja, ter uma profissão.
Você já reclamou alguma vez por estar estudando demais ou ter muitas obrigações em um curso, faculdade ou algo parecido? Você já reclamou de alguma função que ocupa, sem notar que houve muita luta (principalmente se você for mulher) para que você ocupasse essa posição?
Parece uma realidade muito distante e de séculos passados, não é mesmo? Mas fique sabendo que não! Malala nasceu em 1997.
Ficou uma curiosidade em saber o desenrolar dessa história? Continue com nosso resumo!
Sobre o livro "Eu Sou Malala"
O livro "Eu Sou Malala", do original em inglês " I am Malala ", foi escrito por Malala Yousafzai e publicado em 2013.
Essa autobiografia conta a história da infância de Malala e de sua família, mostrando as diferenças de vida antes, durante e após o Talibã.
Sobre a autora Malala Yousafzai
A paquistanesa Malala Yousafzai, nasceu em julho de 1997 e foi a pessoa mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz , com apenas dezessete anos.
Malala foi vítima de uma tentativa de homicídio em outubro de 2012, quando o Talibã tentou silenciar seu discurso de que, todas as meninas tinham direito a educação e conhecimento, juntamente com o seu espaço na sociedade.
Após o atentado, Malala foi levada para a Inglaterra, onde conseguiu se recuperar, publicar esse livro e dar continuidade à sua luta.
Por se tratar de uma obra de autobiografia, todos os detalhes sobre a autora serão apresentados no decorrer da análise.
Esse livro é indicado para quem?
O livro "Eu Sou Malala" é indicado para profissionais da educação e para todas as pessoas que desejam entender e aprender com a história, vida e luta de Malala sobre:
- Educação;
- Os desafios das mulheres ;
- Defesa dos direitos femininos.
Além disso, o livro também é uma boa pedida para as pessoas que querem compreender sobre a cultura e o povo paquistanês.
Ideias principais do livro "Eu Sou Malala"
Já vamos logo adiantando que os principais pontos do livro, resumidos em algumas frases, são estes:
- É perceptível a proporção que um grupo terrorista pode ter. Um grupo como o Talibã, pode transformar um local pacífico em outro totalmente diferente e apavorante;
- Ainda existem sociedades que possuem uma cultura de desigualdade muito forte entre homens e mulheres;
- O nascimento de filhas, é motivo de decepção do povo paquistanês;
- As mulheres são consideradas úteis apenas para um estado civil, organização do lar e maternidade. E em muitas situações, são usadas como moeda de troca e objetificadas;
- Em alguns lugares, ainda é considerada uma ofensa às mulheres possuírem o desejo de estudar, viajar, usar enfeites, maquiagens, bem como exercer algumas profissões e posições na sociedade ;
- O poder de uma estrutura familiar que independe da cultura inserida e de qualquer outro fator, pode mudar para sempre a vida de um filho e até de uma nação;
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A vida antes do Talibã
Malala expõe detalhes de sua vida antes do Talibã invadir Swat , a cidade onde ela cresceu e morava.
Nessa primeira parte do livro "Eu Sou Malala", ela descreve suas experiências de infância, fala sobre a ótima relação com os seus pais e levanta seus questionamentos sobre a cultura e religião em que estava inserida.
Ela cita um episódio que viveu e ficou marcado em sua vida, foi quando encontrou crianças em um lixão e pediu para que seu pai, que trabalhava em uma escola, concedesse uma vaga e oportunidade para cada criança estudar.
Malala não podia permanecer em silêncio e argumentou que aquelas crianças não poderiam pagar por educação, mas eram tão dignas quanto qualquer outra criança de receber educação.
Através desse pequeno exemplo podemos observar o início da luta de Malala e o seu inconformismo com a desigualdade social.
O Vale da Morte
A segunda parte do livro "Eu Sou Malala" é considerada como devastadora. Malala relata a chegada do Talibã ao vale do Swat. A autora afirma que, desde o início, os líderes da organização terrorista começaram a estipular novas regras, e pregar ensinamentos através de uma rádio, a Mulá FM.
Além disso, após a chegada do grupo, o terrorismo começou a ser praticado contra as pessoas. Malala afirma que os terroristas proibiam as mulheres de irem à escola e aos mercados, por exemplo. E ainda declararam que os homens estavam proibidos de cortarem suas barbas e, que se isso não fosse concretizado, seriam punidos.
Ela ainda diz que um dos líderes terroristas, Fazlullah, começou a propagar a proibição do uso de aparelhos de TV e CD e, com isso, passou a queimá-los nas praças.
Segundo Malala, a situação fugiu do controle das autoridades e, quando se deram conta, os integrantes do Talibã estavam expondo nas praças os corpos de todos àqueles que não obedeciam ao grupo extremista.
O atentado
Após tantas mortes, o terror teve uma "trégua". Malala e sua família, que haviam saído da cidade/vila Swat, voltaram para dar continuidade às suas trajetórias.
Ao chegar novamente no vilarejo, ela diz que encontrou a escola construída pelo pai com diversas marcas do Talibã.
Nessa época, Malala afirma que suas amigas começaram a ser dadas em casamento e questionava o fato de amigas tão novas, (em torno dos 13 anos), serem obrigadas a largar a escola para cuidar de seus maridos.
Mesmo com seu perfil questionador e pouco comum, Malala deu continuidade aos estudos e seguiu lutando contra a proibição da educação para as mulheres em seu país, contrariando assim, as regras do Talibã.
Com isso, o Talibã tentou impedir que Malala desse continuidade à sua luta. Dessa forma, ao voltar da escola, ela foi baleada na cabeça por esse grupo terrorista.
Entre a Vida e a Morte
Na quarta parte do livro "Eu Sou Malala", a autora relata os detalhes desde o momento em que foi baleada, até o momento em que foi transferida para um hospital em Birmingham, na Inglaterra.
A maioria dos fatos expõe sua situação clínica através dos detalhes vindos de seus pais, tendo em vista que a garota passou muito tempo inconsciente.
Por conta disso, o mundo tomou conhecimento da existência de Malala e do terror que o Talibã havia instaurado no Paquistão.
Com toda a repercussão da história, o exército a transferiu para um tratamento adequado na Inglaterra. A menina teve que ir sozinha para o outro país, pois, seus pais temiam deixar os filhos no Paquistão, já que toda a família ainda corria riscos.
Uma nova vida
Nos capítulos finais do livro, Malala conta sobre a sua difícil recuperação, o reencontro emocionante com a família na Inglaterra e a mudança de vida após sofrer esse atentado. Com isso, Malala alcançou reconhecimento mundial devido a sua emocionante história.
No ano de 2014, por conta do seu engajamento em prol do direito à educação das mulheres, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Atualmente, ela é um símbolo da luta feminina pela igualdade de gênero e realiza palestras no mundo todo.
O que outros autores dizem a respeito?
No livro "Faça Acontecer" , a autora Sheryl Sandberg apresenta relatos dos desafios que enfrentou para conquistar posições de destaque no trabalho, além de levantar a discussão da questão de gênero com base em pesquisas acadêmicas e observações pessoais. Propondo assim, reflexões a fim de encorajar as mulheres a lutarem pelos seus sonhos.
No livro " Brave, not Perfect " , a autora Reshma Saujani aborda o problema de como as garotas aprendem, desde cedo, a serem perfeccionistas e com medo de falhar, ao invés de serem corajosas e avalia as consequências disso mais tarde na vida.
Por fim, em " Minha História ", vamos aprender com a história de uma mulher que encarou os desafios à medida que vencia o receio de que estar em um lugar que não era o seu. Michelle Obama, vai te mostrar que persistir é a chave do sucesso e que continuar lutando pelo que se acredita num ambiente hostil é desafiante, mas recompensador.
Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?
A história de Malala com certeza nos abre novas portas para que possamos lutar pelos direitos femininos.
Sendo homem ou mulher, devemos sempre nos lembrar a importância da mulher na sociedade e lutar para que elas tenham seus direitos tão iguais aos dos homens.
Tenha em mente que o certo sempre prevalece. Além disso, fique sabendo que por mais difícil que seja lutar e defender a ideia de uma educação igualitária para todos, e também lutar contra qualquer forma de extremismo, no fim, você sempre terá apoio, reconhecimento e realizará alguma transformação benéfica, por mais pequena que seja.
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