Liderança com Base nas Soft Skills - Cyndia Bressan, Mariluce Lemos Guetten Ribeiro e Andréia Roma (Coord.)
Como se diferenciar em um mundo tão competitivo? Descubra mais sobre as Soft Skills e como elas podem transformar sua vida e alavancar sua carreira!
Você já teve um chefe que você detestasse ou um líder inspirador e motivador que você amasse? Saiba que a causa desses sentimentos pode ser a mesma! Nesse resumo do livro “Liderança com Base nas Soft Skills” vamos te explicar como as soft skills podem ajudar a solucionar problemas de liderança.
É comum escutar que as pessoas são contratadas por suas competências técnicas (hard skills) e despedidas pela deficiência de competências comportamentais (soft skills).
E quando você for o líder? Vai ser a versão eficiente e carismática ou a que joga a carta do “quem manda aqui sou eu”?
Aprenda aqui, neste resumo, mais sobre competências comportamentais e se torne o líder que você sempre sonhou em ter e ser.
O livro “Liderança com Base nas Soft Skills”
“Liderança com Base nas Soft Skills” divide-se em 19 capítulos escritos por um ou mais coautores. Especialistas em suas áreas, eles contribuem com teorias e alguns cases sobre o que são, como aplicar e os resultados obtidos com cada competência.
Quer aprender mais sobre como ser um líder e não apenas um chefe? Nos capítulos que dividem a obra, os coautores irão te guiar pelas 206 páginas de conhecimento em Soft Skills.
Quem são Cyndia Bressan, Mariluce Lemos Guetten Ribeiro e Andréia Roma?
A obra é composta por diversos coautores, coordenada por Cyndia Bressan, Mariluce Lemos Guetten Ribeiro e Andréia Roma.
Cyndia Bressan é mestre em Psicologia Organizacional e possui MBA em Liderança e Gestão Organizacional. Ela aplica suas competências há 18 anos em grandes empresas na área de Gestão de Pessoas, Endomarketing, Coaching, entre outros.
Mariluce Ribeiro é mestre em Administração, professora, palestrante e master coach, além de possuir diversos MBAs. Ela também é membro da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC).
Andréia Roma, a idealizadora do projeto, é a CEO e Diretora de Projetos da Editora Leader. Além disso, Andréia é profissional de Marketing, escritora, coach e terapeuta comportamental.
Por que ler “Liderança com Base nas Soft Skills”?
Este livro é recomendado para líderes e gestores dispostos a melhorarem suas capacidades comportamentais e se destacarem. Afinal, quem não quer evoluir e ter maior domínio de suas habilidades?
Além disso, é um bom começo para pessoas comuns que querem se aprofundar mais no conhecimento das soft skills.
Quais são os pontos principais de “Liderança com Base nas Soft Skills”?
- Um líder deve saber analisar os cenários, praticar escuta ativa, conhecer seus colaboradores e entender suas necessidades. Isso facilita a tomada de decisões e processos de mediação;
- Para crescer, é necessário ter sentimento de dono e estudar muito. A vontade de aprender é essencial;
- Saber se comunicar vai muito além de passar mensagens claras. É compreender como o interlocutor interpretará a mensagem, saber o melhor meio de comunicação para ser utilizado e quais ruídos podem interferir;
- A empatia, a positividade e a análise crítica ajudam muito no desenvolvimento e, para não parar no caminho, seja resiliente e tenha orientação para resultados e para servir.
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Tomando decisões
O livro apresenta um roadmap para a tomada de decisões gerenciais dividido em 8 partes:
- Decision Framing: defina claramente qual o desafio a ser superado. De preferência utilize um quadro de visualização;
- Visão: use a visão definida pela sua organização e visualize qual direção você quer seguir. Onde você deseja chegar?
- Missão: qual a missão da empresa? Aja de acordo com ela;
- Culture code: use o “jeito de fazer” da empresa, suas características e valores;
- Informações e razões: observe os fatos e construa uma base sólida de informações, mas não deixe de lado sua intuição. Considere soluções criativas;
- Decisão tomada: tome uma decisão entre as soluções apresentadas;
- Coerência da decisão: então dê uma nota entre 1 (pouco coerente) e 5 (muito coerente) para a tomada de decisões;
- Roadmap de ação: agora é a hora de criar o plano de ação e colocar as mãos na massa. Boa sorte!
Liderança empática e pensamento crítico
A empatia é uma soft skill muito valiosa para o mercado, pois permite que a necessidade do cliente, tanto interno quanto externo, seja compreendida. Lembre-se que empatia é diferente de simpatia. Empatia é se colocar no lugar do outro e simpatia é apenas ser legal com o próximo.
Para se tornar um ÍCONE da liderança, adote o seguinte esquema:
- “Importe-se verdadeiramente com as pessoas”;
- “Confronte com amor”;
- “Orgulhe-se da sua equipe”;
- “Não tenha medo de dizer ‘não’ ”;
- “Encoraje.”
Percebeu que as iniciais de cada frase “te” fazem um ÍCONE? Pois bem.
Para compreendermos as pessoas, usamos liderança empática; enquanto isso, para compreendermos cenários, usamos o pensamento crítico.
Criatividade e Inovação
Em um mundo repleto de novas tecnologias, a inovação se tornou essencial. Ela pode ser tanto aplicada em produtos quanto em processos. Segundo o “Manual de Oslo”, a inovação pode ser do tipo radical, disruptiva ou incremental.
Inovação radical é a que muda completamente o status quo.
Já a inovação disruptiva é um produto que estabelece um novo nicho de mercado e acaba desestabilizando os concorrentes. Por fim, existe a inovação incremental que, como o próprio nome diz, incrementa, melhora significativamente a algo que já existe.
Para inovar, é necessário explorar o potencial humano da criatividade através da imaginação e ousadia. O processo criativo é dividido em 5 etapas, sendo a primeira delas a conscientização, ou seja, conhecer o problema.
Em seguida temos a preparação, a incubação – na qual os pensamentos vão se organizando na mente – o insight e, por fim, a verificação e implantação da ideia.
Gestão estratégica das pessoas e da diversidade
Essas duas habilidades se misturam e envolvem a habilidade de entender e administrar a capacidade individual de cada membro do time.
Conhecimento sobre a legislação trabalhista, psicologia positiva, capacidade de resolver conflitos e promover a integração do grupo são essenciais.
Dê oportunidade também a pessoas com deficiência. Tente montar uma equipe diversificada, com características e habilidades diferentes para estimular a inovação e a criatividade.
Elimine preconceitos e elenque os resultados positivos da equipe. Construa um ambiente corporativo de confiança em que os membros do time se sintam estimulados a colaborar.
Inteligência emocional e comunicação positiva
De acordo com o livro “Liderança com Base nas Soft Skills” inteligência emocional determina a nossa resposta a experiência que estamos vivendo. Essa resposta pode ser impulsiva ou controlada. Para desenvolver essa habilidade, precisamos de autoconhecimento.
Ao vivermos determinada experiência, um gatilho é ativado e gerará um impulso (reação emocional) e este, por sua vez, gerará uma resposta comportamental. Neste momento, devemos tomar consciência da emoção e escolher qual resposta desejamos. Assim, modificamos o comportamento final.
Podemos estimular todo um grupo a ter reações mais positivas através do contágio emocional. Para isso, nos valemos da linguagem corporal e do tom de voz.
Passe mensagens claras e detalhadas. Entenda que a comunicação é um processo sujeito a falhas, ruídos, e, devido a isto, tente minimizá-los.
Portanto, use o feedback a seu favor.
E lembre-se: utilize razão e emoção, de forma inteligente, na solução de conflitos.
Adaptabilidade e gestão de tempo
Todos nós temos vinte e quatro horas por dia e o que fazemos com essas horas define a nossa qualidade de vida. Portanto, aprenda a priorizar suas tarefas e a dizer “não” para o que não for importante.
Tarefas importantes e urgentes geram resultados positivos. A diferença entre elas está justamente no tempo disponível para que a tarefa seja executada.
Mas cuidado! Existem também as tarefas circunstanciais, ou seja, elas “aparecem do nada” e são inúteis, ou seja, não geram resultados.
Tenha planos de ação para lidar com situações adversas e interrupções indesejadas.
Para isso, você deve aprender a se adaptar. Não perca tempo insistindo no erro. Adapte-se, seja flexível e não tente controlar tudo.
Resolução de conflitos
Primeiro, é necessário dizer que conflitos acontecem naturalmente e são, na verdade, necessários, porém requerem um bom mediador para resolvê-los.
O mediador deve fazer uma boa leitura do cenário e agir com muita prudência para obter um resultado positivo.
Para resolver qualquer conflito, existem as C.H.A.V.E.S. de uma competência, que são:
- Conhecimento: estude técnicas, processos de mediação, psicologia cognitiva e do desenvolvimento, teoria de grupos, modelos mentais e diagnóstico organizacional;
- Habilidades: aprimore sua comunicação, negociação, assertividade e colaboração. Também aprenda a reformular frases e fazer análises de modo lógico e objetivo;
- Atitudes: seja empático, flexível, resiliente, sensível e prático;
- Valores: mantenha a imparcialidade, justiça, equidade e conduta ética;
- Entorno: é a leitura do cenário. Conheça bem a empresa e as partes envolvidas;
- Situações/Evidências: tenha postura mediadora. Seja flexível e saiba se posicionar.
Orientação para resultados e orientação para servir
Ao identificarmos uma demanda, devemos planejar sua forma de atendimento e de execução.
Determinamos então uma meta e utilizamos a visão sistêmica, o trabalho em equipe e o comprometimento para batê-las.
Porém, muitas vezes, o interesse individual não corresponde ao interesse coletivo. Cabe ao líder encontrar pontos em comum para que todos busquem o mesmo resultado.
Use a orientação para servir a seu favor. Busque atender as necessidades reais das pessoas, de forma que seus problemas sejam resolvidos e elas sejam beneficiadas.
Procure enxergar além do óbvio e aprenda a ouvir. Então, com humildade, otimismo e educação, ofereça apoio e soluções para que o cliente alcance seu sonho.
Atitude de dono e autoliderança
O sentimento de dono nada mais é que o mindset responsável por estabelecer a necessidade de ser protagonista. É a busca pelo resultado positivo devido ao desejo de crescer, e não pelo medo de uma possível punição.
De acordo com o livro “Liderança com Base nas Soft Skills” suas atitudes só mudarão quando sua mentalidade mudar. Alimente essa vontade de “fazer acontecer” nos seus colaboradores e em si mesmo. Estimule a proatividade e o comprometimento de todos.
E como despertar a autoliderança?
Utilize as Estratégias de Resolução de Pensamento (ERP) e as Estratégias Focadas no Comportamento (EFC).
A ERP consiste na:
- Auto Análise: identificar, confrontar, comparar e modificar crenças limitantes por crenças positivas;
- Diálogo interno: observe o que você fala pra si mesmo e busque usar discursos positivos e motivadores;
- Visualização mental: consiste em se imaginar desempenhando a atividade desejada da melhor forma possível.
Já a EFC requere:
- Auto-observação em busca da identificação de comportamentos indesejáveis;
- Autodefinição de metas e objetivos específicos e desafiadores;
- Auto-Recompensa com algo simples, tangível ou não, para se reenergizar e se motivar;
- Feedbacks de autocorreção para anular comportamentos ineficazes;
- Autossustentação para treinar os comportamentos desejados e utilizar gatilhos escolhidos por você para dispará-los.
Capacidade de aprender
De acordo com os autores do livro, a aprendizagem possui os estágios de:
- Incompetência inconsciente;
- Incompetência consciente;
- Competência consciente;
- Competência inconsciente.
Eles se referem a ter ou não a habilidade e aplicá-la no “piloto automático” ou não.
Aprender torna-se mais fácil quando você identifica o seu estilo de aprendizagem. Este pode ser visual, auditivo e/ou cinestésico (baseia-se na sensação, toque ou movimento).
Lembre-se que adultos aprendem melhor por associação; use isso a seu favor. Além disso, utilize todos os recursos tecnológicos a seu dispor para alavancar e acelerar esse processo.
Atitude positiva e resiliência
Para um líder manter sua atitude positiva são necessárias três coisas. São elas:
- Acolher as escolhas (suas e dos colaboradores);
- Ter e manter o foco;
- Engajar e motivar os outros.
A atitude positiva aliada a resiliência são competências poderosas para lidar com adversidades.
Ter visão sistêmica, conhecer a estratégia da organização, perceber o ambiente e conhecer a missão, visão e valores da empresa ajudam a ter resiliência.
Para desenvolver resiliência, ressignifique suas crenças e invista em soluções primárias duradouras.
Livros sobre liderança
Brené Brown, na obra “A Coragem Para Liderar”, diz que um líder deve assumir a responsabilidade de reconhecer o potencial de pessoas e suas ideias e encorajá-los a desenvolver esse potencial. Ele sabe que o verdadeiro poder é aquele compartilhado com todos.
Em “O Livro de Ouro da Liderança”, John C. Maxwell defende a ideia de que precisamos desenvolver a autoconsciência para nos tornarmos verdadeiros líderes. É ela que iluminará os hábitos e comportamentos que nos levam a superar os obstáculos.
Segundo a autora Angela Miguel, no livro “Aprenda Liderança com La Casa de Papel”, o propósito é a característica mais forte que determina os líderes e é a partir dela que tem-se as explicações para as decisões e para o destino.
Como posso aplicar o conteúdo de “Liderança com Base nas Soft Skills”?
A melhor forma para desenvolver soft skills é através da prática:
- Estude, estude e estude mais. Sempre busque aprender mais sobre como melhorar suas habilidades;
- Escute as pessoas e aprenda a se comunicar bem. Busque entender o que está acontecendo de fato e encontre soluções assertivas. Pense “fora da caixa” para isso;
- Positividade sempre. A alegria é contagiante e motivadora, além de gerar resultados melhores;
- Autoconhecimento é a chave de tudo. Observe-se e procure se conhecer. A partir daí, com inteligência emocional e resiliência, você se tornará quem você sempre sonhou em ser!
Avalie o resumo de “Liderança com Base nas Soft Skills”
Quais soft skills você já possui e quais precisa trabalhar mais? Conta pra gente e não se esqueça de nos avaliar.
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