Carreira

A busca da felicidade na rotina de trabalho deu espaço a uma nova profissão!

Descubra quem é o Chief Happiness Officer, o diretor da felicidade, entenda as atribuições dessa profissão e por que sua procura tem aumentado cada vez mais.

Gabriela Batista
Por Gabriela Batista
Publicado em 17 de mai de 2021  ·  Atualizado em 15 de mar de 2026  ·  3 min de leitura
A busca da felicidade na rotina de trabalho deu espaço a uma nova profissão

Para você, o que significa ser feliz com o seu trabalho? Para muitas pessoas, a felicidade está no Happy Hour do fim de semana, no salário do fim do mês, nas bonificações e até no resultado que entrega, buscando sempre mais.

No entanto, uma empresa dinamarquesa foi além. A Woohoo Partnership, em 2003, desenvolveu uma metodologia voltada para a satisfação do colaborador, o que deu origem a profissão de Chief Happiness Officer (Chefe da Felicidade).

Dessa forma, a felicidade não estaria mais atrelada a esperar o fim do mês ou o final de semana para se instaurar, mas sim focada no bem-estar frequente do colaborador em seu cotidiano.

A busca por esse profissional pelas empresas tem aumentado ano após ano, principalmente durante a pandemia, devido aos números alarmantes de trabalhadores desenvolvendo transtornos mentais.

E é sobre isso que vamos conversar hoje. Então, se você quer entender mais sobre esse assunto, permaneça conosco, porque vamos abordar os seguintes tópicos:

  • Quem é o Chief Happiness Officer (CHO) e o que faz esse profissional?
  • A urgência de possuir colaboradores felizes;
  • O resultado prático da felicidade nas companhias.

Preparado(a)? Então vamos lá!

Quem é o Chief Happiness Officer (CHO) e o que faz esse profissional?

O Chief Happiness Officer (CHO) ou Chefe da Felicidade, como é conhecido, é o profissional responsável por resguardar o bem-estar dos colaboradores de uma empresa.

Então, este diretor é a ponte que liga as expectativas da empresa e as do funcionário, medindo o cenário de felicidade corporativa por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas.

É o CHO que vai propor reuniões de feedbacks, traçar iniciativas que fazem sentido para o grupo, engajar a liderança e indicar mudanças de tarefas, por exemplo.

Mas, você deve estar se perguntando: o que é necessário fazer para se tornar um Chief Happiness Officer?

Qualquer profissional pode alcançar este cargo em uma companhia, desde que realize a capacitação necessária.

Existem algumas instituições que oferecem o curso e, geralmente, ele dura de três a cinco dias, e é conduzido por psicólogos e especialistas na área.

Segundo o Instituto Feliciência e a Reconnect, hoje, o Brasil conta com 89 profissionais com esta posição. Além disso, registraram um aumento de 200% na procura por esse profissional desde o início de 2020.

A urgência de possuir colaboradores felizes

Mesmo o cargo de Chief Happiness Officer existindo desde 2003, ele nunca foi tão requisitado como vem sendo desde o início da pandemia. E, o cenário de luto, crise e isolamento foram os grandes fatores por essa procura.

No ranking global da felicidade, divulgado em março de 2021, o Brasil ficou na 41º posição, caindo 12 posições durante o cenário pandêmico.

Para Carla Furtado, fundadora do Instituto Feliciência:

"Tem colaborador que vive dentro de dinâmica de poder adoecedora. O RH precisa perceber o problema, precisa transformar em números a infelicidade das pessoas para que não haja afastamento e doenças psíquicas dos colaboradores"

De acordo com pesquisas realizadas pelo Employment and Employability Institute, a felicidade no trabalho, inclusive, vem se tornando pré-requisito para a próxima geração de trabalhadores.

Cerca de 53% das pessoas nas pesquisas querem trabalhar em organizações que compartilham dos mesmos valores que os seus e 75% procuram rotinas flexíveis, para que possam ter equilíbrio entre trabalho e tempo livre.

Além disso, outros 44% buscam ambientes amigáveis e 90% almejam desafios e oportunidades de crescimento na carreira.

O resultado prático da felicidade nas companhias

A felicidade dos colaboradores nas empresas é refletida na produtividade, capacidade de inovar e, claro, na saúde de cada um.

E um estudo da Harvard Business Review provou isso. De acordo com uma pesquisa de felicidade, o resultado foi que funcionários felizes são 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores.

E, para as empresas, as demissões diminuem cerca de 55% e o número de casos de burnout é 125% menor.

Ainda segundo Carla Furtado, o Chief Happiness Officer é aquele que vai encontrar o match entre a ciência da felicidade e os resultados da gestão estratégica das companhias, para que ela consiga esses benefícios.

Perguntas frequentes

Quem é o Chief Happiness Officer (CHO) e o que faz esse profissional?
O Chief Happiness Officer, ou Chefe da Felicidade, é o profissional responsável por resguardar o bem-estar dos colaboradores de uma empresa. Ele atua como ponte entre as expectativas da empresa e as do funcionário, medindo o cenário de felicidade corporativa por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas, propondo reuniões de feedback, traçando iniciativas para o grupo, engajando a liderança e indicando mudanças de tarefas.
Como surgiu a profissão de Chief Happiness Officer?
A profissão surgiu a partir de uma metodologia voltada à satisfação do colaborador desenvolvida pela empresa dinamarquesa Woohoo Partnership em 2003. A proposta é que a felicidade não esteja mais atrelada apenas a esperar o fim do mês ou o final de semana, mas focada no bem-estar frequente do colaborador em seu cotidiano.
Como se tornar um Chief Happiness Officer?
Qualquer profissional pode alcançar esse cargo, desde que realize a capacitação necessária. Existem instituições que oferecem o curso, que geralmente dura de três a cinco dias e é conduzido por psicólogos e especialistas na área.
Por que a procura por esse profissional tem aumentado?
A busca por esse profissional aumentou principalmente durante a pandemia, devido aos números alarmantes de trabalhadores desenvolvendo transtornos mentais, em um cenário de luto, crise e isolamento. Segundo o Instituto Feliciência e a Reconnect, houve um aumento de 200% na procura por esse profissional desde o início de 2020.
Qual a importância da felicidade no trabalho para as novas gerações?
A felicidade no trabalho vem se tornando pré-requisito para a próxima geração de trabalhadores. Segundo pesquisas do Employment and Employability Institute, cerca de 53% das pessoas querem trabalhar em organizações que compartilham seus valores e 75% procuram rotinas flexíveis para equilibrar trabalho e tempo livre, enquanto 44% buscam ambientes amigáveis.
Gabriela Batista
Escrito por
Gabriela Batista
Grad. em Engenharia Química pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Foi Diretora de Projetos e, posteriormente, Diretora Presidente na empresa júnior ProEQ Jr - Consultor…

Veja também