Finanças

Veja mais sobre o real digital, a nova extensão da moeda brasileira

Saiba o que será o real digital e como ele se diferenciará das outras criptomoedas já existentes no mercado, como o Bitcoin.

Gregory Thainã
Por Gregory Thainã
Publicado em 1 de jun de 2021  ·  Atualizado em 26 de jul de 2025  ·  3 min de leitura
Veja mais sobre o real digital, a nova extensão da moeda brasileira

As moedas digitais vêm ficando cada vez mais populares. Hoje vemos esses ativos atingindo valores antes inimagináveis. O Bitcoin, por exemplo, no momento em que esse artigo é escrito está cotado em mais de 200 mil reais.

Além disso, meios de pagamento digitais, como o PIX, também vêm ganhando o coração dos consumidores. O Banco Central informou que essa plataforma já superou DOC, TED e boletos nos pagamentos pelo Brasil.

Diante disso, é visto que a moeda brasileira precisa se renovar para acompanhar as inovações tecnológicas da nossa sociedade. E é exatamente isso que o Banco Central pretende fazer com a implementação do real digital.

Para entender melhor sobre isso, nesse artigo vamos ver:

  • O que é moeda digital?
  • O Brasil terá um real digital?
  • Afinal, qual a diferença do real digital para as criptomoedas?

O que é moeda digital?

Como o próprio nome sugere, uma moeda digital é aquela que não existe fisicamente, sendo armazenada digitalmente em algum lugar.

Não confunda com criptomoedas, como o Bitcoin ou com o queridinho de Elon Musk, o Dogecoin. As criptomoedas são apenas um tipo de moeda digital.

As moedas digitais podem ou não ter lastro e também podem ou não serem usadas como moeda oficial de um país.

Em outros países isso é até mesmo uma realidade. A China, por exemplo, já trabalha com a sua própria moeda digital, chamada de Digital Currency Electronic Payment (DCEP).

O Brasil terá um real digital?

Sim, segundo informação do Banco Central no último dia 24, o Brasil pode ter uma moeda digital que servirá como uma extensão do real que temos hoje.

Segundo o próprio Banco Central, a medida serve para que a moeda brasileira possa acompanhar o dinamismo da evolução tecnológica brasileira.

Segundo Fábio Araújo, que vem coordenando as atividades sobre a possível moeda digital, a nova modalidade de dinheiro não tem nada a ver com as criptomoedas. Para ele, as criptomoedas são ativos voláteis e devem ser tratadas com cuidado pela população.

A nova moeda digital brasileira será gerida pelo Banco Central, assim como o real é. Portanto, na prática não vão existir grandes diferenças entre ela e a moeda atual.

A moeda digital abre a possibilidade de se desenvolver novas soluções com smart contracts (contratos digitais a partir da tecnologia blockchain), internet das coisas (também chamada de IoT), além de pagamentos em lojas e demais estabelecimentos comerciais.

O Banco Central ainda afirmou que a moeda digital seguirá todas as recomendações internacionais no que diz respeito à inibição de corrupção, lavagem de dinheiro ou desvio de fundos por facções criminosas.

Ainda foi dito que a moeda possibilitará o rastreio, por meio de ordem judicial, para que atividades ilícitas possam ser localizadas e devidamente inibidas, além de possibilitar pagamentos internacionais.

Ainda não há um cronograma específico para a implementação da moeda digital. O Banco Central afirma que ainda são necessários diálogos com a iniciativa privada e com a sociedade para que a ideia seja implementada.

Afinal, qual a diferença do real digital para as criptomoedas?

Bom, a moeda digital que o Banco Central pretende lançar está muito mais próxima da moeda física que trabalhamos hoje do que das criptomoedas, como o Bitcoin ou o Dogecoin, por exemplo.

Isso porque a moeda digital em debate é apenas uma extensão do real que nós temos atualmente, enquanto que as criptomoedas são um ativo financeiro, assim como as ações de uma empresa ou um imóvel, por exemplo.

Além disso, o real digital não deixará de ser uma moeda fiduciária (ou seja, que tem seu valor atrelado ao seu país de origem), enquanto que as moedas como o Bitcoin são independentes de qualquer governo, sendo reguladas pelo próprio mercado.

Portanto, a única semelhança entre o real digital e as criptomoedas mais populares do momento é o fato de que ambas são dinheiro digital, mas a forma como o seu valor é definido é completamente diferente.

Perguntas frequentes

O que é moeda digital?
Uma moeda digital é aquela que não existe fisicamente, sendo armazenada digitalmente em algum lugar. Ela pode ou não ter lastro e pode ou não ser usada como moeda oficial de um país, e as criptomoedas como o Bitcoin são apenas um tipo de moeda digital.
O Brasil terá um real digital?
Sim. Segundo o Banco Central, o Brasil pode ter uma moeda digital que servirá como uma extensão do real atual, com o objetivo de acompanhar o dinamismo da evolução tecnológica brasileira. Essa nova moeda será gerida pelo Banco Central, assim como o real é hoje, e ainda não há cronograma específico para sua implementação.
Qual a diferença entre o real digital e as criptomoedas?
O real digital está muito mais próximo da moeda física atual do que de criptomoedas como o Bitcoin ou o Dogecoin, pois é apenas uma extensão do real que já temos. As criptomoedas, por outro lado, são um ativo financeiro, como ações de uma empresa ou um imóvel, e são consideradas ativos voláteis que devem ser tratados com cuidado.
Quais possibilidades o real digital abre?
A moeda digital permite desenvolver novas soluções com smart contracts (contratos digitais baseados em blockchain), internet das coisas e pagamentos em lojas e estabelecimentos comerciais. Ela também seguirá recomendações internacionais para inibir corrupção e lavagem de dinheiro, permitirá rastreio por ordem judicial e possibilitará pagamentos internacionais.
Gregory Thainã
Escrito por
Gregory Thainã
Grad. em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Santa Maria. Participou do Movimento Empresa Júnior atuando em consultorias, gerenciamento de equipes e no setor de marketin…

Veja também