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Veja como está a pandemia na Europa e saiba mais sobre a variante indiana

Saiba como está a situação da pandemia na Europa e aprenda mais sobre a variante indiana do coronavírus, que vem afetando o Reino Unido.

Gregory Thainã
Por Gregory Thainã
Publicado em 4 de jun de 2021  ·  Atualizado em 25 de mar de 2026  ·  3 min de leitura
Como está a pandemia na Europa?

A Europa vem conseguindo, em ritmo não muito acelerado, vacinar a sua população. Com isso, algumas pessoas vêm, aos poucos, normalizando a sua vida e, em alguns casos, até mesmo estão deixando o Home Office.

Apesar disso, as autoridades ainda falam da importância de se manter o distanciamento social para evitar um novo surto de coronavírus.

O Reino Unido, entretanto, vive uma situação oposta com um aumento no número de casos. Além disso,a região ainda apresenta um surto da variante B.1.617, também chamada de variante indiana.

Neste artigo, veremos um pouco mais sobre esse cenário a partir dos tópicos:

  • Panorama europeu;
  • A variante indiana;
  • Aumento de casos no Reino Unido.

Panorama europeu

Apesar de as vacinas aplicadas na Europa, aparentemente, oferecerem imunidade contra todas as variantes do coronavírus, as indicações são para  evitar as viagens internacionais.

Isso porque o número de vacinados (apenas 11% da população recebeu as duas doses da vacina) ainda é relativamente baixo para que o turismo volte ao normal, o que poderia acabar resultando em novos surtos de covid no continente.

Embora a vacinação ainda seja difícil no Velho Continente, os resultados são animadores. Em meados de abril os casos semanais na Europa estavam na casa dos 1,7 milhão. Na última semana esse número caiu para 685 mil, uma queda de 60%.

Segundo o diretor regional da OMS, Hans Kluge, a Europa enfrenta uma nova ameaça: a variante indiana do coronavírus. Ele afirma que as viagens internacionais devem ser evitadas justamente porque essa variante veio do exterior. Ou seja, sair para fora da região pode significar um risco para todos.

Mas o que exatamente é a variante indiana? Vamos falar sobre ela agora!

A variante indiana

A variante indiana do coronavírus possui três versões: B.1.617.1, B.1.617.2 e B.1.617.3. Em todas elas existem três mutações na proteína S, que é responsável pelos “espinhos” pelos quais o vírus entra em células vivas.

Essa variante preocupa, uma vez que em poucas semanas após a sua aparição, ela já era responsável pela maioria dos casos na índia.

Atualmente ela já está presente em vários países do mundo, como, por exemplo, na Argentina, que causa preocupação no Brasil, uma vez que o número de casos na região fronteiriça vem aumentando.

Mas não se engane, essa variante já se encontra em território brasileiro. No último dia 20, seis casos da B.1.617 foram confirmados no Maranhão. Os infectados estavam a bordo do navio MV Shandong Da ZHI e as medidas de contenção do vírus foram tomadas o mais rápido possível.

A sua rápida proliferação pode ser um indício de que essa variante tem uma melhor capacidade de adaptação e transmissão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclusive a classificou como uma preocupação global, o que mostra que a variante pode trazer grandes riscos para a população mundial.

Apesar de ainda não existirem estudos definitivos sobre essa variante, pesquisas ainda não revisadas indicam que o plasma com anticorpos contra o coronavírus, desenvolvido no corpo de pessoas que se recuperaram da Covid, pode ser 50% menos eficaz contra a variante indiana.

Apesar disso, em um primeiro momento não há indícios de que a vacina contra a covid-19 possa ser menos eficiente contra a variante B.1.617.

Aumento de casos no Reino Unido

Apesar de a Europa estar apresentando uma diminuição no número de novos casos de Covid, o Reino Unido parece estar na contramão disso.

A Grã-Bretanha vem apresentando um aumento no número de casos. Além disso, o número de pessoas infectadas pela variante indiana da doença também vem aumentando, o que preocupa as autoridades locais.

O fato de a variante B.1.617 ser transmitida mais facilmente pode impedir os planos de Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, de reabrir a economia inglesa até o verão.

Na última semana houve um aumento de 2111 de casos da nova variante no Reino Unido, um aumento de 160% em relação à semana anterior.

O aumento de casos na região ocorre no mesmo momento em que as autoridades aliviaram as medidas de distanciamento da população.

Perguntas frequentes

Como estava o panorama da pandemia na Europa?
A Europa vinha vacinando a população em ritmo não muito acelerado, com apenas 11% tendo recebido as duas doses. Apesar disso, os resultados eram animadores: os casos semanais, que estavam na casa de 1,7 milhão em meados de abril, caíram para 685 mil na última semana, uma redução de 60%. As autoridades recomendavam evitar viagens internacionais para prevenir novos surtos.
O que é a variante indiana do coronavírus?
A variante indiana possui três versões: B.1.617.1, B.1.617.2 e B.1.617.3. Em todas elas existem três mutações na proteína S, responsável pelos espinhos pelos quais o vírus entra em células vivas. Em poucas semanas após sua aparição, ela já era responsável pela maioria dos casos na Índia.
A variante indiana já chegou ao Brasil?
Sim. A variante já se encontra em território brasileiro. No dia 20, seis casos da B.1.617 foram confirmados no Maranhão, em pessoas a bordo do navio MV Shandong Da ZHI, e as medidas de contenção foram tomadas o mais rápido possível. A variante também está presente em vários países, como a Argentina, o que preocupa o Brasil pela região fronteiriça.
A variante indiana é considerada uma preocupação global?
Sim. A Organização Mundial da Saúde classificou a variante como uma preocupação global, indicando que ela pode trazer grandes riscos para a população mundial. Sua rápida proliferação pode ser um indício de melhor capacidade de adaptação e transmissão.
As vacinas são eficazes contra a variante indiana?
Embora ainda não existam estudos definitivos, pesquisas ainda não revisadas indicam que o plasma com anticorpos desenvolvido em pessoas recuperadas da Covid pode ser 50% menos eficaz contra a variante indiana. Apesar disso, em um primeiro momento não há indícios de que a vacina contra a Covid-19 seja menos eficiente contra a variante B.1.617.
Gregory Thainã
Escrito por
Gregory Thainã
Grad. em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Santa Maria. Participou do Movimento Empresa Júnior atuando em consultorias, gerenciamento de equipes e no setor de marketin…

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