Cenário da insegurança alimentar no Brasil aumenta e a situação é preocupante
Entenda o significado da insegurança alimentar, enfrentada por mais da metade dos brasileiros, e veja a sua evolução com o passar dos anos.
O crescimento da insegurança alimentar e o aumento da pobreza no Brasil são fatores preocupantes nos últimos meses.
Mais da metade da população brasileira está vivendo em situação de insegurança alimentar. Isso equivale a mais de 100 milhões de brasileiros. Quer entender melhor sobre isso? Continue lendo esse artigo para descobrir:
- O que é insegurança alimentar?
- Cenário da insegurança alimentar no Brasil.
O que é insegurança alimentar?
A insegurança alimentar é caracterizada pela falta de acesso social, físico e econômico a uma alimentação em quantidade segura e suficiente para o ser humano.
Existem 3 tipos de insegurança alimentar que podem ser vivenciados, sendo eles:
- Insegurança alimentar leve: situação de incerteza quanto à disponibilidade de alimentos em casa, sem saber se terá o que comer no dia de amanhã;
- Insegurança alimentar moderada: a quantidade de alimentos disponível para consumo já está comprometida e algumas refeições podem não estar sendo feitas;
- Insegurança alimentar grave: este é o pior cenário, em que as pessoas passam um dia, ou até mesmo mais tempo, sem ter o que comer.
Diversas são as causas que podem gerar a insegurança alimentar, sendo a principal delas a desigualdade social. Apesar deste ser um problema vivenciado por parte da população, ele afeta toda a sociedade.
A situação da insegurança alimentar acarreta o surgimento de diversos outros problemas. Os principais são a desnutrição, sensação de mal estar, desenvolvimento de distúrbios e doenças e, em casos mais graves, até a morte.
Além disso, muitas pessoas se submetem a situações precárias de trabalho, com jornadas diárias extensas e um salário muito abaixo do necessário para sobreviver, em busca de uma forma de obtenção de renda.
Por isso, é de extrema importância que existam medidas para reverter essa situação que, por conta do cenário de pandemia mundial, está sendo ainda mais agravada.
A erradicação da pobreza e a fome zero ocupam, respectivamente, o primeiro e segundo lugar na lista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a ONU, atualmente existem diversas pessoas vivendo com menos de U$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente 310 reais por mês.
Você já imaginou viver com essa renda mensal? Quantas contas você teria que deixar de pagar para poder sobreviver? É surreal de imaginar, não é?!
Vamos entender melhor como está a situação de insegurança alimentar no Brasil atualmente.
Cenário da insegurança alimentar no Brasil
O cenário da insegurança alimentar no Brasil piorou muito nos últimos meses.
O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, lançado pela Rede PENSSAN (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional) aponta a evolução desses dados com o passar dos anos.
No gráfico mostrado abaixo, podemos ver como a insegurança alimentar cresceu no Brasil, principalmente entre 2018 e 2020.
Até 2013, a situação era favorável, pois a segurança alimentar estava crescendo enquanto as formas de insegurança alimentar diminuindo. Mas, a partir daí, a situação começou a piorar e se tornou mais grave em 2020.
O início da pandemia mundial de Covid-19 certamente foi o principal motivo para essa elevação tão significativa do número de pessoas vivendo na insegurança alimentar.
Por conta disso, possivelmente os números atuais devem estar ainda mais alarmantes, já que a situação de pandemia se agravou mais no início de 2021.
Somando os 3 tipos de insegurança alimentar, até o ano passado cerca de 55,2% da população vivia nessa situação, correspondendo a aproximadamente 116 milhões de brasileiros.
Esse número de pessoas corresponde a mais do que o dobro da população da Argentina. Já imaginou essa quantidade de pessoas vivendo sem saber se terá o que comer no dia de amanhã?
Esses números são muito preocupantes, pois mostram que a maior parte dos brasileiros está com a necessidade básica de alimentação comprometida.
Desta forma, a desigualdade social se torna ainda mais acentuada. Enquanto algumas pessoas têm a oportunidade de comer à vontade, outras ficam apenas com vontade de comer.
Mas como resolver esse problema?
Certamente essa não é uma resposta fácil. Mas, apoiar empreendedores locais, disponibilizar novas oportunidades de emprego e ajudar uma pessoa próxima a você que está precisando são ações que, com certeza, ajudarão de alguma forma.
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