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Cenário da insegurança alimentar no Brasil aumenta e a situação é preocupante

Entenda o significado da insegurança alimentar, enfrentada por mais da metade dos brasileiros, e veja a sua evolução com o passar dos anos.

Carolina Crissafe
Por Carolina Crissafe
Publicado em 22 de abr de 2021  ·  Atualizado em 20 de mar de 2026  ·  3 min de leitura
Cenário da insegurança alimentar no Brasil aumenta e a situação é preocupante

O crescimento da insegurança alimentar e o aumento da pobreza no Brasil são fatores preocupantes nos últimos meses.

Mais da metade da população brasileira está vivendo em situação de insegurança alimentar. Isso equivale a mais de 100 milhões de brasileiros. Quer entender melhor sobre isso? Continue lendo esse artigo para descobrir:

  • O que é insegurança alimentar?
  • Cenário da insegurança alimentar no Brasil. 

O que é insegurança alimentar? 

A insegurança alimentar é caracterizada pela falta de acesso social, físico e econômico a uma alimentação em quantidade segura e suficiente para o ser humano.

Existem 3 tipos de insegurança alimentar que podem ser vivenciados, sendo eles:

  • Insegurança alimentar leve: situação de incerteza quanto à disponibilidade de alimentos em casa, sem saber se terá o que comer no dia de amanhã;
  • Insegurança alimentar moderada: a quantidade de alimentos disponível para consumo já está comprometida e algumas refeições podem não estar sendo feitas;
  • Insegurança alimentar grave: este é o pior cenário, em que as pessoas passam um dia, ou até mesmo mais tempo, sem ter o que comer.

Diversas são as causas que podem gerar a insegurança alimentar, sendo a principal delas a desigualdade social. Apesar deste ser um problema vivenciado por parte da população, ele afeta toda a sociedade.

A situação da insegurança alimentar acarreta o surgimento de diversos outros problemas. Os principais são a desnutrição, sensação de mal estar, desenvolvimento de distúrbios e doenças e, em casos mais graves, até a morte.

Além disso, muitas pessoas se submetem a situações precárias de trabalho, com jornadas diárias extensas e um salário muito abaixo do necessário para sobreviver, em busca de uma forma de obtenção de renda.

Por isso, é de extrema importância que existam medidas para reverter essa situação que, por conta do cenário de pandemia mundial, está sendo ainda mais agravada.

A erradicação da pobreza e a fome zero ocupam, respectivamente, o primeiro e segundo lugar na lista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo a ONU, atualmente existem diversas pessoas vivendo com menos de U$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente 310 reais por mês.

Você já imaginou viver com essa renda mensal? Quantas contas você teria que deixar de pagar para poder sobreviver? É surreal de imaginar, não é?!

Vamos entender melhor como está a situação de insegurança alimentar no Brasil atualmente.

Cenário da insegurança alimentar no Brasil 

O cenário da insegurança alimentar no Brasil piorou muito nos últimos meses.

O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, lançado pela Rede PENSSAN (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional) aponta a evolução desses dados com o passar dos anos.

No gráfico mostrado abaixo, podemos ver como a insegurança alimentar cresceu no Brasil, principalmente entre 2018 e 2020.

Aumento da insegurança alimentar no Brasil


Até 2013, a situação era favorável, pois a segurança alimentar estava crescendo enquanto as formas de insegurança alimentar diminuindo. Mas, a partir daí, a situação começou a piorar e se tornou mais grave em 2020.

O início da pandemia mundial de Covid-19 certamente foi o principal motivo para essa elevação tão significativa do número de pessoas vivendo na insegurança alimentar.

Por conta disso, possivelmente os números atuais devem estar ainda mais alarmantes, já que a situação de pandemia se agravou mais no início de 2021.

Somando os 3 tipos de insegurança alimentar, até o ano passado cerca de 55,2% da população vivia nessa situação, correspondendo a aproximadamente 116 milhões de brasileiros.

Esse número de pessoas corresponde a mais do que o dobro da população da Argentina. Já imaginou essa quantidade de pessoas vivendo sem saber se terá o que comer no dia de amanhã?

Esses números são muito preocupantes, pois mostram que a maior parte dos brasileiros está com a necessidade básica de alimentação comprometida.

Desta forma, a desigualdade social se torna ainda mais acentuada. Enquanto algumas pessoas têm a oportunidade de comer à vontade, outras ficam apenas com vontade de comer.

Mas como resolver esse problema?

Certamente essa não é uma resposta fácil. Mas, apoiar empreendedores locais, disponibilizar novas oportunidades de emprego e ajudar uma pessoa próxima a você que está precisando são ações que, com certeza, ajudarão de alguma forma.

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Perguntas frequentes

O que é insegurança alimentar?
A insegurança alimentar é caracterizada pela falta de acesso social, físico e econômico a uma alimentação em quantidade segura e suficiente para o ser humano. No Brasil, mais da metade da população, o equivalente a mais de 100 milhões de pessoas, vive nessa situação.
Quais são os tipos de insegurança alimentar?
Existem três tipos: a leve, que é a incerteza quanto à disponibilidade de alimentos em casa; a moderada, em que a quantidade de alimentos já está comprometida e algumas refeições podem não ser feitas; e a grave, o pior cenário, em que as pessoas passam um dia ou mais sem ter o que comer.
Quais são as causas e consequências da insegurança alimentar?
A principal causa é a desigualdade social. Entre as consequências estão desnutrição, sensação de mal-estar, desenvolvimento de distúrbios e doenças e, em casos graves, até a morte. Muitas pessoas também se submetem a trabalhos precários, com jornadas extensas e salários baixos, em busca de renda.
Como está o cenário da insegurança alimentar no Brasil?
O cenário piorou muito nos últimos meses, principalmente entre 2018 e 2020. Até 2013 a situação era favorável, com a segurança alimentar crescendo, mas a partir daí começou a piorar e se tornou mais grave em 2020. O início da pandemia de Covid-19 foi o principal motivo para essa elevação significativa.
O combate à fome e à pobreza está entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU?
Sim. A erradicação da pobreza e a fome zero ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugar na lista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Segundo a ONU, há pessoas vivendo com menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente 310 reais por mês.
Carolina Crissafe
Escrito por
Carolina Crissafe
Grad. em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou como Gerente de Projetos e Conselheira Fiscal na empresa júnior Edifica Consultoria. Trabalhou como estag…

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