Como a queda na intenção de consumo é um reflexo da pandemia?
Entenda como a pandemia impactou a queda da intenção de consumo das famílias durante esse período e qual a sua relação com o desemprego.
Você já ouviu falar sobre a intenção de consumo? Se analisarmos o termo já conseguimos extrair a ideia central, que seria identificar o comportamento das pessoas quanto às compras.
Nesse sentido, saber se as pessoas estão comprando mais ou menos dá ao mercado a capacidade de entender como se reaquecer quando o assunto são vendas.
Por isso, para que você também entenda como a ação de adquirir ou não um produto impacta diretamente um mercado, nós separamos os seguintes tópicos para você:
- O que é o indicador de intenção de consumo das famílias?
- Como o avanço na intenção de consumo revelou queda no mês de junho?
O que é o indicador de intenção de consumo das famílias?
O indicador da intenção de consumo das famílias é o índice que analisa o quanto as pessoas estão dispostas a consumir ou já consomem.
Ele é realizado com base em estudo que aponta como as pessoas têm comprado produtos e serviços, o que antes da pandemia tinha mais chances de ocorrer. Porém, com o isolamento essa possibilidade diminuiu.
Tais fatores podem ser identificados no comunicado do presidente da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros:
“Esse é mais um indicador capturado pela Confederação que mostra como a população não pode e não quer deixar de consumir. Em junho, temos uma data importante para o varejo e o setor de serviços, que é o Dia dos Namorados, que este ano voltou a ficar aquecida, mesmo com a circulação afetada”
Em consonância com o pronunciamento acima, ele acredita que o avanço da vacinação pode reaquecer o comércio, que também vem sendo impactado com os níveis de desemprego.
Desse modo, a baixa circulação nas ruas, o desemprego e questões relacionadas à vacinação podem explicar as quedas nesse índice ao longo dos meses.
Como o avanço na intenção de consumo revelou queda no mês de junho?
Mesmo subindo 2,1% em junho, o indicador da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) ficou abaixo do esperado, com 67,5 pontos, o que é seu menor nível desde de agosto do ano passado.
Além disso, também é considerado o nível mais baixo para junho se fizermos um comparativo mensal entre os outros anos.
Segundo a CNC, o auxílio emergencial pode ter ajudado nesse crescimento, mas não o consolida, justamente porque essa consolidação está ligada à reativação da circulação nas ruas.
Nesse sentido, o índice vem caindo ao longo do ano, o que já o fez atingir suas maiores quedas ainda em 2020 e inclusive, no mês passado.
Desse modo, as perspectivas de consumo, mesmo que em recuperação, ainda estão longe de melhorar.
E isso pode ser percebido pela seguinte informação: todos os itens pesquisados pelo ICF cresceram. No entanto, 42,3% das pessoas que responderam à pesquisa mencionaram piora na renda atual familiar.
Ainda assim, 35,5%, o que constitui a maior parcela dos entrevistados, disse que seu nível de segurança em relação ao emprego permanece o mesmo do ano passado, o que é considerado bom.
Sob esse viés, a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva, menciona que as pessoas têm depositado boas expectativas com relação à perspectiva profissional e ao mercado de trabalho.
“A confiança no emprego atual é o que tem mantido as pessoas consumindo na pandemia. Quando há deterioração nas empresas, acontece um efeito dominó que impacta o orçamento das famílias e impede o acesso. O ICF tem sido um instrumento de análise bastante alinhado com essa expectativa”.
Portanto, esperamos que a situação do país quanto à vacinação, ao desemprego e ao fim da pandemia sejam prósperas para o segundo semestre e reflitam positivamente no ICF.


