Raízen e Embraer anunciam novidade em ESG no setor aéreo
Embraer assinou carta de intenções para estimular produção de combustível de aviação sustentável com a empresa de energia Raízen.
Segundo comunicado divulgado no último domingo, dia 17, o objetivo é tornar a Embraer a primeira produtora de aeronaves a consumir SAF, que poderá ser difundido pela Raízen, produtora brasileira de bioenergia.
Essa parceria faz parte da estratégia da Embraer de reduzir a pegada de carbono de suas operações até 2040, já que mais de 60% das emissões da empresa decorrem do uso de querosene de aviação em ensaios e voos de produção.
Entenda mais sobre essa parceria
A Raízen planeja crescer em 80% sua proposta de renováveis para o mercado. Além disso, busca realizar esse acréscimo com maior eficiência no processo produtivo e ajudar na atenuação do impacto de clientes.
Segundo Carlos Alberto Griner, vice-presidente de Pessoas, ESG e Comunicação da Embraer, o combustível de aviação sustentável tem função importante na diminuição das emissões da aviação no curto e médio prazo. Para ele, dessa forma, este acordo pretende estimular o crescimento e a sustentabilidade da cadeia de valor como um todo.
A aviação internacional, responsável por 2,5% das emissões globais de carbono e com emanações dobrando desde a década de 1980, assumiu compromisso de crescimento neutro de emissões.
A expectativa para o futuro
A esperança é que a Raízen colabore para que a fabricante brasileira de aeronaves chegue a 2030 com misturas de SAF representando 100% do seu consumo de combustível no Brasil.
Com a iniciativa, a Embraer e a Raízen viram pioneiras no assunto e simbolizam as diversas outras colaborações estratégicas que podem acarretar novas oportunidades de negócios na área de combustíveis sustentáveis para a organização e a indústria de transporte aéreo de maneira geral.
Obstáculos
Apesar disso, ainda existem impasses para o crescimento dos combustíveis sustentáveis, uma vez que seu custo de produção é extremamente alto. Quando comparado com o combustível tradicional, sua produção pode chegar a ser até quatro vezes mais cara.
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