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Como a falta de insumos fez o Butantan estagnar o envase da CoronaVac?

Entenda como a falta de Insumo Farmacêutico Ativo levou o Instituto Butantan a anunciar que iria cessar a produção de vacinas.

Victória Gonçalves
Por Victória Gonçalves
Publicado em 7 de mai de 2021  ·  Atualizado em 28 de set de 2025  ·  2 min de leitura
Como a falta de insumos fez o Butantan estagnar o envase da CoronaVac?

O Instituto Butantan, famoso após a produção de vacinas contra a covid-19, anunciou no último dia 12 de maio que iria estagnar o envase da CoronaVac por falta de insumos.

E esse envase nada mais é que a primeira etapa do processo final da fabricação de uma vacina. Ou seja, estamos sem imunizantes, contando apenas com 1,1 milhão de doses entregues no dia 14 de maio.

Por que isso aconteceu? É o que te contaremos nesse artigo por meio dos seguintes tópicos:

  • Quando o Butantan começou a produzir as vacinas contra o coronavírus?
  • Como a falta de insumos fez o Butantan estagnar o envase de vacinas? 
  • Quando o Butantan voltará a produzir as vacinas? 

Quando o Butantan começou a produzir as vacinas contra o coronavírus?

Em dezembro do ano passado, o instituto em questão começou a produzir as vacinas contra o coronavírus, após uma parceria entre o governo de São Paulo e o diretor do Butantan, Dimas Covas.

Nesse sentido, a fábrica da instituição passou a trabalhar 24 horas por dia para atingir o objetivo de iniciar o envase da vacina produzida junto ao laboratório chinês Sinovac.

Ao longo desse tempo, o governo federal,  por meio do Ministério da Saúde, assumiu novamente um contrato de compra de 54 milhões de doses da imunizante que, junto aos 46 milhões já produzidos, somariam 100 milhões de vacinas, destinadas ao programa nacional de imunização (PNI).

No entanto, a nossa esperança de encerrar o ano de 2021 com a população toda vacinada enfrenta problemas nesse exato momento, aos quais não sabemos como superar.

Como a falta de insumos fez o Butantan estagnar o envase de vacinas? 

A falta de matéria prima para a produção da CoronaVac no Brasil fez com que o Instituto Butantan informasse que iria cessar a fabricação do imunizante a partir dessa semana.

Isso porque, sem o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) antes fornecido pela China, o Brasil não tem como confeccionar novas vacinas.

Sob esse viés, até o dia 13 de maio, o Butantan esperava a chegada de um lote grande de IFAs, mas isso não ocorreu devido às relações diplomáticas estremecidas entre a China e o nosso país, como apontado em declaração do próprio instituto.

No entanto, a instituição também garantiu que não há nenhum problema entre ela e o laboratório Sinovac, evidenciando que o entrave não é por conta da indisponibilidade do laboratório chinês em entregar os insumos.

Quando o Butantan voltará a produzir as vacinas? 

Após entregar 1,1 milhão de doses de imunizantes no dia 14 de maio, o Butantan não sabe quando produzirá mais vacinas CoronaVac. Em nota, o instituto menciona o seguinte:

“Todo o IFA recebido em no dia 19 de abril já foi processado e, após a entrega, a produção será retomada assim que mais insumos chegarem”


Assim, o Butantan informou que espera a autorização para a liberação de mais insumos por meio do governo da China para retomar a produção de vacinas no Brasil.

Perguntas frequentes

Por que o Butantan anunciou que iria estagnar o envase da CoronaVac?
O Instituto Butantan anunciou, em 12 de maio, que iria estagnar o envase da CoronaVac por falta de insumos, especificamente do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) antes fornecido pela China. Sem essa matéria-prima, o Brasil não tinha como confeccionar novas vacinas. O envase é a primeira etapa do processo final de fabricação da vacina.
Quando o Butantan começou a produzir as vacinas contra o coronavírus?
O instituto começou a produzir as vacinas em dezembro de 2020, após uma parceria entre o governo de São Paulo e o diretor do Butantan, Dimas Covas. A fábrica passou a trabalhar 24 horas por dia para iniciar o envase da vacina produzida junto ao laboratório chinês Sinovac.
O problema com os insumos é causado por desentendimento com o laboratório chinês?
Não. O instituto garantiu que não há nenhum problema entre ele e o laboratório Sinovac. O atraso na chegada de um lote grande de IFAs, esperado até 13 de maio, esteve relacionado às relações diplomáticas estremecidas entre a China e o Brasil, e não à indisponibilidade do laboratório em entregar os insumos.
Quando o Butantan voltará a produzir as vacinas?
Após entregar 1,1 milhão de doses em 14 de maio, o Butantan não sabe ao certo quando produzirá mais vacinas CoronaVac. Segundo o instituto, todo o IFA recebido em 19 de abril já foi processado, e a produção será retomada assim que mais insumos chegarem, aguardando autorização do governo da China para a liberação.
Victória Gonçalves
Escrito por
Victória Gonçalves
Grad. em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Participou de projeto de extensão na área de cooperativismo. Atuou como estagiária no Tribunal Regional Eleitoral. Possu…

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