Carreira & Desenvolvimento

Candidato com pouca experiência: como transformar o que você já fez em argumento

Caroline Lafayette recruta para programas de estágio. Explica a linha da vida, por que o talento é da empresa e não da vaga, e como falar do seu ponto fraco.

Thiago Coutinho
Publicado em 20 de out de 2026  ·  Atualizado em 20 de out de 2026  ·  14 min de leitura
Capa do artigo Candidato com pouca experiência: a linha da vida, com a arte do episódio 6 do VoittoCast e a foto do convidado

Caroline Lafayette é consultora de RH e orientadora de carreira formada pela PUC, graduada em Relações Internacionais pela Unesp. Desde o início da carreira atua com programas de estágio, jovem aprendiz e entrada no mercado de trabalho, além de desenvolvimento pessoal e de carreira. Nesta conversa com Adriana Cubas — que foi colega dela na formação em orientação de carreira —, ela explica por que "não tenho experiência" quase nunca é verdade, dá o exercício que resolve isso, e revela a lógica de seleção que a maioria dos candidatos ignora.

"Estar preparado" não é o que você pensa

"Primeiro de tudo é aquela regra básica: estar preparado para aquele processo, para aquela entrevista. Só que é bem importante entender que estar preparado não é só conhecer a empresa, conhecer a vaga. É estar preparado para falar sobre si." — Caroline Lafayette

E o que ela vê acontecer quando isso falta:

"Quantas vezes a gente vê em dinâmicas que as pessoas não conseguem falar sobre si. Não conseguem nem falar sobre o que gostam de fazer."

O que esse preparo exige, na lista dela: entender o que você gosta de fazer, o que não gosta, quais são as suas características positivas e quais ainda precisa desenvolver — "sem nenhum tipo de tabu".

Todo mundo tem experiência

"Quando a gente fala que a pessoa não tem experiência, pode ser que ela não tenha experiência para aquela posição. Mas todo mundo tem experiência, de alguma forma." — Caroline Lafayette

O exemplo dela vem de estagiários que ela própria contratou:

"Às vezes eles iam na entrevista e falavam: uma experiência? Só quando eu era mais novo, que eu trabalhei em bufê. Mas é uma experiência. Por mais que não seja uma experiência jurídica, por exemplo, é alguma coisa que você aprendeu."

E o erro de enquadramento que produz a confusão:

"A gente às vezes fala 'experiência' pensando sempre no técnico. Mas tem toda a parte comportamental. Quando você está começando sua carreira, é não olhar simplesmente para a parte técnica, mas entender tudo aquilo que você já desenvolveu numa parte mais de comportamento."

Adriana Cubas nomeia a crença que está por trás:

"A gente tem essa crença cultural, que a gente herda de outras gerações: você só é um profissional quando você tem a carteira assinada. Quando você não tem a carteira assinada, você não tem experiência nenhuma." — Adriana Cubas

E lista o que entra na conta: trabalho freelance, loja em período de Natal ou Dia das Mães, trabalho voluntário na igreja ou na comunidade. "Isso também conta — porque a experiência é no sentido do que você aprendeu, do que você desenvolveu."

O exercício central: a linha da vida

Perguntada como identificar as habilidades desenvolvidas nessas outras experiências, Caroline entrega o método.

O que é: uma linha do tempo de tudo o que você já fez, por mais novo que você seja.

O que extrair de cada item:

Pergunta Para que serve
O que eu fiz? o fato
Qual era o meu papel? responsabilidade
O que eu desenvolvi ali? a parte técnica
O que eu aprendi, de comportamento? a soft skill
Aconteceu uma situação assim — como eu lidei com essa situação? a evidência narrável

O cuidado que ela faz questão de dar:

"Não é algo que se faz rápido, não é alguma coisa que você faz antes de dormir. É algo que você precisa planejar." — Caroline Lafayette

E o resultado que ela quer produzir é o que separa uma resposta vazia de uma resposta forte:

"Quando você for falar sobre você, não fica no achismo: 'ah, eu sou uma pessoa que me relaciona muito bem'. Não — se você se relaciona muito bem, você tem a justificativa, você consegue explicar o porquê daquilo."

Adriana testemunha o efeito e estende o uso:

"Conforme você vai escrevendo e puxando da mente — seja do que você fez na escola, em trabalhos voluntários, em eventos —, você vai ver quanto de competência você tem, que você às vezes nem sabia, porque você achava 'ah, isso não é nada'." — Adriana Cubas

E ela registra que o exercício não é só para quem está começando: serve igualmente para quem quer mudar de área. "Sempre que eu posso, dou uma revisitada na minha própria."

O que fazer durante a graduação

"No início é experimentar. As faculdades hoje têm uma série de opções: empresa júnior, grupo de estudo, extensão. Obviamente você vai buscar a temática que mais tem a ver com você, mas acho que tem que aproveitar esses momentos." — Caroline Lafayette

E um benefício secundário que quase ninguém menciona:

"Muitos desses grupos têm, inclusive, processo seletivo. Então é superlegal, porque você já começa a treinar para um momento do 'para valer'."

A própria trajetória dela é o caso. Fez Relações Internacionais, participou de um grupo de estudos de extensão em marketing internacional, internacionalização de empresas e comércio exterior — e, dentro dele, do grupo interno de RH.

"Foi ali que eu me apaixonei."

A lógica, então, é sequencial: "experimente, conheça — e depois, claramente, você vai afunilando, vai entendendo o que faz mais sentido para você".

Sobre os colegas de turma

"Acho legal, na faculdade, você se espelhar nas outras pessoas. Às vezes um colega que já está num estágio que você acha superlegal — conversar com ele, entender que as pessoas do seu lado não são concorrentes. São pessoas que estão ali para se apoiar também." — Caroline Lafayette

Como se organizar para as candidaturas

Caroline não recomenda concentrar em poucas vagas:

"Eu não acredito que a pessoa tem que focar só em algumas vagas. Se a pessoa encontrou uma vaga, uma empresa que gosta, em que acredita, tem que se inscrever." — Caroline Lafayette

Mas com método:

"É importante entender realmente o que é requisitado naquela posição. Pega todas as indicações: o que a empresa faz, quais são as áreas divulgadas, o que é requisitado. E faz um check do que você já fez, do que você tem, do que você ainda precisa desenvolver. Isso você faz para todas as posições a que for se candidatar. Às vezes pode ficar uma planilha, um material enorme — mas assim você consegue fazer o acompanhamento do que precisa focar e do que você já está tranquilo."

A frase que muda a estratégia: o talento é da empresa

Esta é a informação mais valiosa do episódio, e vem de quem está do outro lado da mesa.

"Eu gosto de falar que a gente não escolhe candidato para vaga, a gente escolhe candidato para a empresa. Os talentos são da empresa, não são da vaga." — Caroline Lafayette

Como funciona na prática, nos programas que ela conduz: pede-se ao candidato que escolha pelo menos três áreas de interesse, "mas a gente sempre olha num modelo muito mais amplo".

"Às vezes o candidato vem com aquela ideia: 'não, eu acho que eu sou da área de produtos'. E o recrutador, as pessoas que estão ali no processo, têm o conhecimento para apoiar."

A consequência prática para quem se candidata:

"Então é se preparar para a empresa, para todas as posições — porque com certeza você vai ser considerado para muitas posições, não só para aquela que você tem como primeira opção na cabeça."

As duas competências que valem para qualquer vaga

Perguntada quais competências são mais requisitadas, ela dá duas, e justifica cada uma:

1. Adaptabilidade. "Tudo que a gente tem vivido mostra o quanto a gente precisa estar realmente disposto a lidar com as mudanças que acontecem."

2. Comunicação. "A gente está à distância, as reuniões remotas. Então comunicação efetiva, de você realmente conseguir se comunicar."

"São duas habilidades super importantes que servem para todas as posições." — Caroline Lafayette

Como falar das próprias competências na entrevista

O princípio: clareza e segurança.

"Ah, então eu sou uma pessoa perfeccionista — ter certeza do porquê você está falando aquilo, quais são os motivos que te deixam com aquela percepção sobre você. Falar com muita tranquilidade, muita segurança sobre você." — Caroline Lafayette

E a tranquilização que vem de dentro do processo, que é o que mais alivia quem está começando:

"Quando a pessoa está falando sobre si, às vezes tem aquele medo: 'ah, você vai falar alguma besteira', ou 'eu vou falar uma coisa que não tem nada a ver com o processo'. Não existe isso, porque o recrutador está ali para conhecer o candidato. Às vezes o candidato fala alguma coisa que nem era o que foi perguntado — mas o recrutador consegue pegar um insight e falar: ah, é um candidato que tem fit com tal posição, com tal gestor." — Caroline Lafayette

Ela reconhece a dificuldade sem minimizar: "falar sobre a gente é sempre complicado". E fecha com a condição: "sempre trazendo as evidências".

Pontos fortes e fracos: o método do contexto

A pergunta chegou da audiência em duas versões: é ruim falar dos próprios pontos negativos? E se o meu ponto negativo for algo que a empresa valoriza muito?

Adriana monta o exemplo completo de um ponto fraco contextualizado:

"Eu vejo que eu tenho como defeito o perfeccionismo. Por quê? Porque eu me atento a muitos detalhes que muitas vezes não são pertinentes àquela entrega, àquele projeto, e eu acabo perdendo muito tempo, porque eu quero que tudo esteja perfeito — e acabo esquecendo que feito é melhor que perfeito. Então, já identifiquei isso e estou melhorando." — Adriana Cubas

E o equivalente para um ponto forte, que é a parte que as pessoas esquecem:

"O ponto forte também contextualiza. Não fala só: 'comunicativa, ponto'. Fala: eu sou muito comunicativa — quando eu estava na oitava série, participei de um seminário com outras classes e acabei ganhando destaque porque eu consegui ter uma ótima oratória. Pode parecer uma bobagem, mas são evidências que comprovam essas competências." — Adriana Cubas

E Caroline acrescenta os dois argumentos decisivos.

Primeiro, sobre revelar:

"É importante falar, porque aqueles pontos que sobressaem — depois que você for contratado, isso vai sobressair, a empresa vai te conhecer depois. Então é legal você já falar antes, trazendo o contexto, e sendo muito transparente." — Caroline Lafayette

Segundo, sobre o defeito que pode não ser defeito:

"Dependendo da posição, da área de atuação da pessoa, [o perfeccionismo] pode ser uma qualidade. Uma pessoa que trabalha com algo em que não pode sair nada fora do padrão realmente precisa. Não existe defeito 100% defeito — é saber aplicar no momento certo."

E a forma de dizer isso numa entrevista, na sugestão dela:

"É uma coisa que talvez seja um defeito para mim, mas que aqui é valorizado, e eu acho que eu posso utilizar esse meu ponto de tal forma."

Adriana fecha o bloco com a regra geral:

"Entrevista de emprego não é lugar para você improvisar. Não é lugar para achismo. Tem que fazer esse trabalho de bastidor — porque senão você vai com aquela ideia de 'vou lá, as pessoas vão fazer sempre as mesmas perguntas, eu respondo qualquer coisa clichê'. E vai dar branco, você vai falar coisa que não deve, vai gaguejar." — Adriana Cubas

Se eu só tenho experiência acadêmica?

Pergunta de um espectador: tenho apenas iniciação científica e semelhantes — como explorar isso para conseguir o primeiro estágio?

"Essa é uma dúvida que aparece bastante. E, de novo, porque as pessoas às vezes não entendem uma iniciação científica como uma experiência." — Caroline Lafayette

O que extrair, segundo ela:

  • Planejamento e organização — "a gente sabe que uma iniciação científica envolve muito planejamento, muita organização"
  • A relação com o orientador — "tem a história de realmente criar a relação com o seu orientador, de confiança, não só uma relação de comunicação"
  • O projeto em si — o que você pesquisou, o que estudou, "o quanto aquilo agrega para você, o quanto agrega para a sociedade"

E o enquadramento que ela propõe:

"Entender o seu projeto, o seu trabalho, como algo que você está entregando para o mundo."

Adriana ataca o estereótipo oposto:

"As pessoas às vezes acham que uma pessoa que tem carreira acadêmica é aquela que fica o dia inteiro lendo livros e não fazendo mais nada da vida. E não — o ambiente acadêmico tem muitas cobranças, muitos prazos, muitas demandas, entregas, resultados." — Adriana Cubas

A recomendação dela é trazer também a rotina: prazos, prestação de contas, cobrança de resultado. "Porque, querendo ou não, as pessoas ficam com 'será que ele vai saber uma rotina mais burocrática e corporativa? Será que vai dar conta de trabalhar sob pressão?'"

E Caroline acrescenta um ângulo que inverte a conversa:

"O quanto a gente consegue conhecer sobre as pessoas sabendo as pesquisas que elas fazem. Quando você escolhe um tema para pesquisar, é um tema que minimamente te interessa. Você consegue conhecer muito a pessoa através da pesquisa que ela fez." — Caroline Lafayette

Ou seja: a pesquisa não é só evidência de competência técnica. É evidência de interesse — e isso é exatamente o que um recrutador está tentando descobrir.

O recrutador não é adversário

Adriana descreve o que vê acontecer em dinâmicas de grupo:

"Às vezes os candidatos ficam querendo competir um com o outro. Uma pessoa começa a dinâmica motivada e, daqui a pouco, dá uma olhada na concorrência, fica intimidada — e vai murchando na entrevista. Toda vez que a gente se compara, a gente perde." — Adriana Cubas

E Caroline responde a isso de dentro do processo:

"É normal, a gente está num momento de exposição. Mas as pessoas que estão ali são pessoas que estão para te conhecer. Não tem certo, não tem errado — elas querem te conhecer com tranquilidade. É um parceiro ali, não é uma pessoa que está contra você. É uma pessoa que está a seu favor, tentando te puxar para garantir que você tem o fit, que vai conseguir se encaixar realmente no que é esperado." — Caroline Lafayette

O que a soft skill carrega entre áreas

Na discussão sobre transição, as duas separam o que viaja e o que não viaja:

"A hard skill pode estar sendo alterada, se você está mudando de área. Mas a soft, você leva ela com você onde quer que você vá." — Caroline Lafayette

E Adriana fecha a definição de autoconhecimento que atravessa o episódio:

"Autoconhecimento não é autoajuda. Autoconhecimento é um trabalho estratégico: você tem que planejar, tem que se autoavaliar, ter essa análise crítica, saber reconhecer o que você contribuiu, que resultados você entregou. Não é um trabalho para ser feito em 30 minutos. Às vezes você leva uma semana para ter essa visão mais concreta — mas vale muito a pena." — Adriana Cubas

"Estar pronto é tudo"

Adriana, que estudou artes cênicas, fecha o episódio com uma citação de Hamlet:

"Estar pronto é tudo. A partir do momento em que você está pronto, aí sim você consegue improvisar — aí sim você consegue ter o jogo de cintura para sair daquelas situações mais complicadas, para responder uma pergunta mais cabeluda na entrevista que não estava prevista. Por quê? Porque você já se preparou, já está com essa preparação interna, com o autoconhecimento alinhado, com clareza do que você quer." — Adriana Cubas

É o resumo exato do que o episódio propõe: a preparação não existe para substituir a espontaneidade. Existe para torná-la possível.

Quem é Caroline Lafayette

  • Consultora de RH, com atuação desde o início da carreira em programas de estágio, jovem aprendiz e entrada no mercado de trabalho, além de desenvolvimento pessoal e de carreira
  • Graduada em Relações Internacionais pela Unesp — e ela própria aponta a distância entre a formação e a área em que atua
  • Orientadora de carreira formada pela PUC
  • Atua numa empresa do ramo de benefícios
  • Experiência em liderança de jovens talentos

A entrevistadora é Adriana Cubas, palestrante e consultora de carreira, apresentadora do quadro Escalando Carreiras do VoittoCast. As duas foram colegas na formação em orientação de carreira.

Ouvir o episódio

VoittoCast #6 — Como ser um candidato mais competitivo mesmo tendo pouca experiência? Quadro: Escalando Carreiras, com Adriana Cubas Convidada: Caroline Lafayette

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Página do episódio no VoittoCast

Para aplicar

Perguntas frequentes

Como ser competitivo num processo seletivo sem experiência?
Estando preparado para falar sobre si, e não apenas sobre a empresa e a vaga. Segundo Caroline Lafayette, a falha mais comum em dinâmicas é o candidato não conseguir falar sobre o que faz e o que gosta de fazer — e isso se resolve com análise prévia, não com improviso.
Trabalho sem carteira assinada conta como experiência?
Sim, no que importa para a seleção. A pessoa pode não ter experiência para aquela posição, mas tem experiência. Bufê, loja de fim de ano, trabalho voluntário e projeto acadêmico produziram aprendizado técnico e comportamental — e é isso que o recrutador quer ouvir.
O que é a linha da vida e como fazer?
É uma linha do tempo de tudo o que você já fez, com quatro perguntas por item: o que eu fiz, qual era o meu papel, o que eu desenvolvi tecnicamente e o que aprendi de comportamento — mais as situações que enfrentou e como lidou com elas. Não é exercício de uma noite: exige planejamento.
Como falar das minhas competências sem soar genérico?
Com justificativa e evidência. "Eu me relaciono muito bem" sem explicação é achismo. A versão útil traz a situação concreta que comprova a competência — e isso vale tanto para pontos fortes quanto para pontos a desenvolver.
Devo contar meus pontos fracos numa entrevista?
Sim, com contexto. O argumento de Caroline Lafayette é prático: os pontos que sobressaem vão aparecer depois da contratação de qualquer forma, então é melhor apresentá-los antes, com transparência e já indicando o que você faz a respeito.
E se o meu ponto fraco for valorizado naquela empresa?
Diga isso. Não existe defeito que seja 100% defeito — perfeccionismo pode ser risco numa função e requisito em outra. A formulação sugerida é: é uma coisa que talvez seja um defeito para mim, mas que aqui é valorizada, e eu acho que posso usá-la desta forma.
Para quantas vagas devo me candidatar?
Para todas as que fizerem sentido, com preparo individual. Caroline Lafayette não recomenda concentrar em poucas, mas sim mapear o que cada posição requer e checar contra o que você já tem — mesmo que isso gere uma planilha extensa.
Quais competências são mais pedidas hoje?
Adaptabilidade e comunicação, e ela afirma que as duas servem para todas as posições: a primeira porque a mudança é constante, a segunda porque o trabalho passou a ser mediado por canais remotos.
Como aproveitar iniciação científica num processo seletivo?
Extraindo o que ela exigiu — planejamento, organização e a construção de uma relação de confiança com o orientador — e tratando o projeto como entrega para o mundo. E há um ganho extra: o tema que você escolheu pesquisar diz muito sobre os seus interesses, que é justamente o que o recrutador quer descobrir.
O recrutador está me avaliando contra os outros candidatos?
Menos do que se imagina. Na lógica que ela descreve, a seleção é de candidato para a empresa, não para a vaga — os talentos são da empresa. E o recrutador funciona como parceiro, tentando encontrar onde você se encaixa, não como adversário.
Thiago Coutinho
Escrito por
Thiago é engenheiro de produção, pós-graduado em estatística e mestre em administração pela UFJF. Master Black Belt em Lean Seis Sigma, trabalhou na Votorantim Metais e MRS Logísti…

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