Seiso: padrão e cronograma de limpeza do 5S, com 13 exemplos e modelo para imprimir
O terceiro senso lido em 13 áreas: mutirão, fontes de sujeira, frequência da rotina e o registro do que a limpeza revela.
Quem passou por um programa de manutenção autônoma, como eu passei na Votorantim Metais, ouve cedo uma frase sobre o Seiso que parece jogo de palavras: limpar é inspecionar. Demora um tempo para cair a ficha de que ela é literal. Quem passa o pano na máquina põe a mão onde nenhuma ronda chega, e é ali que aparecem a folga, o parafuso que sumiu, a mancha de óleo nova.
O terceiro senso do 5S costuma ser tratado como a parte fácil do programa. A gente marca um sábado, junta o time, limpa tudo, tira foto. Duas semanas depois a sujeira voltou ao mesmo lugar. E o programa perde credibilidade logo no senso que todo mundo achava que dominava.
Este artigo lê o modelo de Padrão e Cronograma de Limpeza (S08) do Kit de Ferramentas 5S contra o Seiso de 13 planos de 5S ilustrativos, um por setor. Eu quis ver duas coisas: o que cada parte do modelo pede, e o que os planos preenchidos mostram quando a gente olha só para a limpeza.
O que é o Seiso e por que ele não é faxina
Seiso é o senso de limpeza. Meu livro, o Guia Prático Lean Seis Sigma Black Belt, resume na seção 5.7 (página 39): “O seiso exige que haja atenção quanto às causas da sujeira, pois assim ela pode ser reduzida ou até eliminada. A limpeza deve ser encarada como um modo de inspeção”.
São duas ideias numa frase só: atacar a causa e usar a limpeza para enxergar o equipamento. A mesma seção orienta dividir o local em áreas de limpeza, definir o que será limpo e dar a cada ambiente um responsável. É daí que vem o cronograma: sem região, dono e frequência, a limpeza depende de alguém se incomodar.
O modelo S08 transforma isso em quatro blocos: o plano do mutirão inicial, a caça às fontes de sujeira, o cronograma de rotina e o registro de problemas encontrados durante a limpeza. A dica que fecha o modelo diz o que separa Seiso de faxina. A meta de um senso de limpeza maduro é limpar cada vez menos, porque a área suja cada vez menos.
O que 13 planos preenchidos mostram sobre o Seiso
Lendo só o terceiro senso dos 13 planos, eu contei sete padrões.
- O mutirão cabe em poucos dias. Onde o plano diz a duração, ela é de um sábado, dois sábados ou dois dias. Em três casos a manutenção entra junto no mutirão, e em dois a equipe de facilities ou de higienização. Nos outros oito, o time da área limpou sozinho.
- A frequência muda com o ritmo da área. Há rotina por turno, por lote, por plantão, diária e semanal, e o financeiro criou uma higiene digital mensal para as pastas de rede. O modelo avisa: frequência realista vale mais que frequência bonita.
- Limpar é inspecionar aparece nas ações. Três ações do Seiso corrigem um defeito que não constava no achado de entrada: o vazamento da rede de ar comprimido na oficina de manutenção, o ponto de ar realinhado na produção de elevadores, o anteparo contra o respingo da betoneira na central de resíduos. Os planos não dizem em que momento isso foi visto, só que entrou na lista de ações.
- O Seiso é o senso que sobra. Em seis casos a lacuna registrada no fechamento é de limpeza: produção, saúde, serviços, financeiro, marketing e manutenção de elevadores. Cinco delas vêm com ação ou prazo, e só a do marketing fica sem data. É a mesma sujeira que volta, o alerta que a dica do modelo faz.
- O mutirão vira gatilho de reação. Em 12 dos 13 planos, se a nota cair abaixo da meta, a resposta combinada é um novo mutirão num prazo curto. O caso da saúde é a exceção: ali a consolidação se apoia em conferência a cada plantão, dupla checagem quinzenal e auditoria mensal. O caso em que o gatilho disparou está no cronograma de implantação do 5S.
- O registro de problemas fica vazio. Nenhum dos 13 planos traz preenchida a tabela do que a limpeza revelou. É a parte do modelo que mais se perde quando o Seiso vira só uma linha no plano geral.
- Nem todo Seiso fecha na meta. O financeiro saiu de 45% para 80% neste senso, contra meta de 82%. Pelo plano, isso conta como quase, com a média da área acima do alvo.
O Seiso dos 13 casos lado a lado
A tabela põe cada plano ilustrativo numa linha. Estão nela a janela do mutirão, quem limpou, a evidência da rotina e a nota do 3S na entrada e na saída.
| Setor | Janela | Quem | Evidência da rotina | Nota do 3S |
|---|---|---|---|---|
| Produção | 20/abr a 08/mai | time + manutenção | checklist diário assinado + fotos no mural | 40% → 85% |
| Alimentício | 02 a 13/mar | Rodízio de dupla | Checklist assinado por turno | 45% → 90% |
| Farmacêutico | 13 a 24/abr | Auxiliares + manutenção predial | Checklist diário assinado na porta | 40% → 90% |
| Logística | 11 a 22/mai | Dupla por turno | Checklist diário de fim de turno assinado | 35% → 80% |
| Manutenção industrial | 06 a 17/abr | Rodízio de duplas | Checklist diário de fim de turno assinado | 30% → 80% |
| Produção de elevadores | 20/abr a 08/mai | três turnos | checklist de fim de turno assinado | 35% → 85% |
| Manutenção de elevadores | 01 a 12/jun | time completo | checklist diário do almoxarife assinado | 30% → 80% |
| Saúde | 23/fev a 06/mar | equipes + higienização | fotos gaveta a gaveta + checklist de plantão | 40% → 85% |
| Serviços | 23/mar a 03/abr | time + facilities | checklist de fechamento assinado por turno | 45% → 80% |
| Financeiro | 13 a 24/abr | assistente + equipe | checklist semanal assinado na porta | 45% → 80% |
| Marketing | 18 a 29/mai | assistente + estagiário | checklist assinado nas portas | 40% → 80% |
| Hotelaria | 06 a 17/abr | Auxiliar + camareiras + manutenção | Checklist diário assinado + item do filtro por turno | 40% → 85% |
| Sustentabilidade | 11 a 22/mai | Serventes da central | Checklist diário assinado pelos serventes | 30% → 80% |
Como preencher o padrão e cronograma de limpeza
O modelo S08 tem duas páginas. A primeira cuida do começo (mutirão e fontes), a segunda da rotina. Na ordem em que a gente preenche:
- Marque o mutirão inicial com dia e hora. No cabeçalho vão a área piloto, o líder do 5S e a data. No plano do mutirão, divida a área em regiões e anote para cada uma o que limpar, quem limpa e o material necessário. Se a área tem equipamento, chame a manutenção para o mesmo dia.
- Anote cada fonte de sujeira enquanto limpa. A tabela de caça às fontes pede a fonte identificada, a origem ou causa, a ação para eliminar, o responsável e o status. Limpar sem preencher essa tabela é o caminho mais curto para repetir o mutirão no mês seguinte.
- Monte o cronograma de rotina na segunda página. Para cada item: o que limpar, a frequência, o turno ou responsável e o material. Comece com a frequência que o time consegue cumprir e aperte depois, se precisar.
- Registre o que a limpeza revela. A tabela de problemas encontrados pede data, problema, local ou equipamento e encaminhamento. É ele que transforma o Seiso em inspeção, e é ele que ficou em branco nos 13 planos.
Depois do primeiro mês, compare a caça às fontes com a rotina. Fonte que continua aberta aparece como sujeira que volta sempre no mesmo lugar. A padronização do quarto senso só se sustenta em cima de uma área que parou de sujar.
Como achar a fonte de sujeira antes de limpar de novo
A tabela de caça às fontes pede origem ou causa, e essa coluna costuma ser a mais difícil de preencher. Quem limpa vê o efeito: o óleo no piso, o pó na prateleira. A causa fica um passo atrás, às vezes dois.
Uma forma prática é perguntar por que a sujeira está ali até chegar a algo que dá para consertar. Com os 5 porquês, o óleo no piso leva ao vazamento, e o vazamento leva a uma peça gasta. Na ferramentaria dos exemplos, esse caminho termina no retentor da afiadora.
Quando a sujeira tem mais de uma origem possível, o diagrama de Ishikawa ajuda a separar máquina, material, método e meio ambiente. Os 13 planos cobrem as quatro famílias. O retentor e o dreno são máquina, o palete e o carpete são material. Abrir caixas no meio do estúdio é método, e o vento sobre a caçamba sem lona é meio ambiente.
Com a causa na mão, três perguntas decidem a ação para cada fonte:
- Dá para eliminar? Trocar o retentor, corrigir a infiltração, trocar o palete de madeira pelo plástico. É a melhor saída, porque a sujeira deixa de existir.
- Dá para conter? Bandeja de contenção, coletor de cavaco, coifa, lona na caçamba. A sujeira continua sendo gerada, mas fica num lugar só e fácil de limpar.
- Dá para mudar o hábito? Consumo só na copa, caixas abertas na bancada da entrada, bandeja de papel por ilha. Aqui a fonte é o jeito de trabalhar, e a ação é uma regra combinada com o time.
Só depois dessas três perguntas faz sentido definir a frequência da rotina. Limpar todo dia uma sujeira que dava para eliminar é desperdício de gente e de tempo.
13 exemplos de Seiso preenchidos, com PDF para baixar
Cada exemplo mostra a limpeza de uma área na estrutura do S08: o que sujava, o mutirão, a ação sobre cada fonte, a rotina que ficou e a nota. O PDF de cada um traz só os campos que o plano do caso registra. Um clique na miniatura abre a folha grande por cima do texto, sem trocar de aba. Para guardar o arquivo, use o botão vermelho sob a imagem; a tecla Esc devolve você ao exemplo. São projetos ilustrativos, montados para mostrar o preenchimento.
1. Produção: ferramentaria da linha de montagem
Óleo vazando da afiadora, cavaco acumulado e limpeza feita só quando alguém reclamava: esse era o retrato da ferramentaria, com 40% no Seiso.
Entre 20/abr e 08/mai, o time limpou junto com a manutenção. O retentor da afiadora foi trocado e ganhou bandeja de contenção; anteparo e coletor seguram o cavaco na origem.
Ficou combinado um fechamento de 10 min em cada turno, conferido por checklist diário assinado e fotos no mural. O senso terminou em 85%, exatamente a meta.
Sobrou uma lacuna no fechamento: o cavaco fino da afiadora, com vedação complementar prevista até 15/jul.
Para essa área o plano combinou reação em dois degraus. Nota abaixo de 85% chama mutirão em até uma semana, e dois meses seguidos sem recuperar sobem para a gerência industrial.
2. Alimentício: sala de pesagem e preparação
A farinha pairava no ar da sala de pesagem e assentava nas prateleiras, e o suporte das essências vivia respingado. O Seiso marcava 45%.
De 02 a 13/mar, duplas em rodízio fizeram a limpeza profunda, validada pela qualidade. O dosador de farinha recebeu vedação nova, as essências ganharam bandeja anti-respingo e a lixeira passou a ser de pedal. O cuidado diário acompanha cada lote, e a nota subiu para 90%.
Numa sala de alimento, o plano tem uma trava que nenhuma nota substitui: insumo vencido é desvio crítico, segregado e investigado na hora, sem esperar a auditoria. Fora da limpeza, a pesagem que tomava 12 min por lote caiu para 7, e as não-conformidades de boas práticas foram de 9 a 1 por mês.
3. Farmacêutico: almoxarifado de insumos
Palete danificado solta farpa e serragem, e era isso que sujava o almoxarifado de insumos. Na rua D, uma infiltração ainda umedecia as embalagens. Nota de partida: 40%.
Auxiliares e manutenção predial dedicaram 2 dias à limpeza profunda, na janela de 13 a 24/abr. Os paletes com farpa saíram e entraram plásticos; a infiltração foi corrigida.
O senso chegou a 90%. A limpeza de rotina ocupa 10 min por turno.
Neste almoxarifado, dois gatilhos disparam a reação, e só um deles vem da sujeira. Se o senso cai para menos de 90%, a equipe refaz o mutirão dentro de 1 semana. Se surge insumo vencido numa posição, a rua para no mesmo instante. O 5S do setor tem dona: a farmacêutica responsável.
Para explicar a caça às fontes a alguém, eu escolheria este caso: com o palete plástico, a serragem simplesmente deixou de nascer.
4. Logística: doca de expedição 3
Sobras de filme stretch e lascas de madeira pelo piso, mais um vazamento de óleo da empilhadeira: a doca de expedição partiu de 35%.
Uma dupla por turno cuidou da limpeza profunda num sábado, entre 11 e 22/mai. Três ações fecharam as fontes: coletor de filme stretch, inspeção de palete na entrada e reparo do vazamento.
Hoje a doca reserva 10 min ao encerrar cada turno. A nota fechou em 80%, colada na meta. Um item de segurança zerado basta para chamar novo mutirão em até 7 dias, mesmo com a nota em dia.
5. Sustentabilidade: central de resíduos do canteiro
O vento levava lama e resíduo leve das caçambas descobertas para toda a central do canteiro, e a canaleta de drenagem vivia entupida. O Seiso começou em 30%.
Os serventes da central desobstruíram a canaleta e rasparam a lama entre 11 e 22/mai.
Duas mudanças atacaram a origem: caçamba agora só fica coberta, e um anteparo segura o respingo da betoneira.
Os 80% de saída dependem da varrição do fim do turno, que os próprios serventes fazem e assinam.
É o caso em que a fonte de sujeira é o clima: sem a lona, nenhuma frequência de varrição daria conta do vento.
6. Hotelaria: rouparia central da governança
Mofo num armário da rouparia central vinha do dreno do ar-condicionado, que vazava, e fiapo da secadora se espalhava pelo ambiente. Eram 40% no Seiso.
Auxiliar, camareiras e manutenção fizeram a limpeza geral em 2 dias, de 06 a 17/abr. Com o dreno corrigido, o mofo foi eliminado.
O filtro da secadora ganhou item próprio no checklist diário e é limpo a cada turno. A rouparia alcançou 85%.
Além do mutirão para nota abaixo de 85%, o plano deu à rouparia um gatilho próprio: se sumirem mais de 25 peças num mês, volta a contagem diária de cada kit. No fechamento, o extravio tinha descido de 45 para 17 peças.
O modelo pede frequência realista, e a rouparia achou a sua no ritmo em que o fiapo se forma.
7. Marketing: estúdio e almoxarifado promocional
Estantes abertas juntavam poeira, o carpete do estúdio tinha manchas e as caixas eram abertas bem onde se gravava. A nota de entrada era 40%.
Assistente e estagiário fizeram o mutirão de 18 a 29/mai. O carpete manchado saiu e entrou piso vinílico; caixa agora só se abre na bancada da entrada, longe da gravação. O estúdio saiu com 80%, e a rotina é conferida nas portas.
Pelas três perguntas da caça às fontes, a das caixas era de hábito, e a ação foi uma regra sobre onde abri-las.
Uma parte não fechou: a arrumação depois de cada gravação ficou registrada como lacuna, com o senso em 80%. A cobrança fica com a dona do 5S na área, uma analista sênior de marketing.
8. Financeiro: sala, arquivo físico e pastas de rede
Infiltração na janela estragando papel, caixas mofadas no piso e poeira atrás das estantes: com isso o financeiro partia de 45%.
De 13 a 24/abr, a assistente e a equipe limparam a sala e o arquivo físico, corrigiram a janela e trocaram as caixas mofadas.
O arquivo digital também entrou no senso: uma vez por mês, as pastas de rede passam por uma faxina.
A conferência é semanal, com checklist assinado na porta. O Seiso parou em 80%, a dois pontos da meta de 82%.
A nota geral da área passou da meta. Por esse motivo eu leio o Seiso separado da média: um senso atrasado some fácil dentro dela.
9. Produção de elevadores: pré-montagem de portas
Debaixo das bancadas do posto de pré-montagem de portas havia cavaco acumulado, a região das furadeiras tinha óleo, e a limpeza acontecia quando incomodava. Ponto de partida: 35%.
Os três turnos dividiram a limpeza pesada em 2 sábados, dentro da janela de 20/abr a 08/mai. A furadeira ganhou bandeja de contenção e coletor de cavaco, e o piso foi pintado.
Como o posto passa pelas mãos de todos os turnos, a auditoria mensal roda em rodízio entre os 3, e de três em três meses a qualidade audita junto. Quem responde pelo 5S do posto é o líder do 1º turno.
O posto bateu 85%. Lendo este plano, eu parei no ponto de ar comprimido realinhado, que só aparece na lista de ações e falta no achado de entrada. Foi a limpeza que mostrou o problema? O plano não registra. É justamente a anotação que a tabela de problemas do S08 pede.
10. Manutenção industrial: a oficina
A bancada de desmontagem pingava óleo, e a limalha grudava nas prateleiras junto com a névoa oleosa: a oficina estava em 30%. Era a nota mais baixa, empatada com outros dois casos.
Duplas em rodízio fizeram o mutirão em 2 sábados, entre 06 e 17/abr.
Contra o óleo, bandeja coletora na bancada; contra a limalha, uma coifa na usinagem leve. Um vazamento da rede de ar comprimido, fora do achado de entrada, também foi corrigido.
A conferência virou diária, feita ao fechar o turno. Foi nesse ritmo que a oficina encerrou o ciclo com 80%.
Numa oficina, limpeza devolve ferramenta ao lugar: a busca caiu de 18 para 4 min, e a nota geral chegou a 84% em 22/jun.
11. Manutenção de elevadores: base técnica e vans
Entulho no mezanino escondendo uma infiltração, bancada engordurada e baús das vans sem qualquer limpeza prevista: a base técnica tinha 30%.
De 01 a 12/jun, o time completo limpou a base e os baús das 12 vans e corrigiu a infiltração. Estopa e graxa foram para um armário fechado, e o almoxarife assina o checklist diário. O resultado foi 80%, na meta. O fechamento, porém, lista o senso como lacuna, com plano em agosto.
A base técnica eu poria numa categoria própria, porque a área de limpeza anda na rua. A auditoria mensal sorteia 3 vans além da base, e van reprovada não sai na segunda.
12. Saúde: posto de enfermagem da ala B
Caixas de papelão ocupavam o posto de enfermagem da ala B, e bancadas e portas guardavam resíduo de fita adesiva. O posto registrava 40%.
As equipes fizeram o mutirão com a higienização entre 23/fev e 06/mar, usando o produto padronizado pela CCIH. O papelão deu lugar a caixas plásticas que vão para a lavagem, e as fitas ganharam um suporte, o que tirou a cola das portas e bancadas.
A nota final foi 85%. A evidência são fotos gaveta a gaveta e o checklist de cada plantão.
O fechamento ainda aponta uma lacuna: as gavetas inferiores no plantão noturno, com rodízio redistribuído até 15/mai. Diferente dos outros doze, este plano não usa mutirão como reação.
13. Serviços: escritório da operação
No escritório da operação, as CPUs acumulavam pó, cada posição tinha copo e folha solta, e ninguém sabia quando limpar as bancadas. A nota era 45%.
Com a facilities, o time fez a limpeza geral de 23/mar a 03/abr.
As fontes se fecharam com duas regras: consumo só na copa e bandejas de papel por ilha.
O escritório atingiu 80%. A limpeza das bancadas ganhou hora marcada, no fechamento de cada turno, e quem fecha assina.
As ilhas distantes da copa continuam como lacuna de Seiso, com lixeiras adicionais previstas até 29/mai. A distância até a lixeira virou fonte de sujeira.
Ferramentas que andam com o Seiso
Na sequência do 5S, o terceiro senso vem depois do Seiri e do Seiton no programa 5S, e a metodologia 5S explica por que a ordem importa. É mais fácil limpar uma área que já perdeu o excesso e tem lugar para cada coisa. Na lista de termos do Lean Enterprise Institute, o S de limpeza aparece como clean and wash, limpar e lavar. A definição curta para na limpeza; o S08 cobra também o que a limpeza revela. O roteiro de implantação do programa 5S mostra em que etapa a limpeza entra e quem cuida de cada área.
Na fábrica, o Seiso encosta na manutenção autônoma, um dos 8 pilares da TPM, que usa a limpeza inicial como primeiro passo. Para o time que mantém as máquinas, vale ler também sobre lean maintenance.
O mutirão inicial tem muito de um evento kaizen: data marcada, time dedicado e resultado visível no fim. A diferença está no que vem depois. O kaizen gasta o gás todo na semana do evento, e o Seiso precisa desse gás em doses pequenas, turno após turno.
A rotina de limpeza precisa de uma conferência simples, e o checklist assinado aparece em quase todos os casos. Pendurado na porta ou no mural, ele vira gestão à vista.
Quando a rotina se estabiliza, ela vira padrão. É o ciclo SDCA, que o artigo sobre PDCA e SDCA explica, e a base do trabalho padronizado na área.
Para ver os cinco sensos funcionando juntos numa operação de escritório, o case de 5S em serviços acompanha um BPO do diagnóstico ao fechamento. E a comparação entre 5S e Lean ajuda a situar o programa dentro de uma iniciativa maior.
Baixe o modelo em branco do padrão e cronograma de limpeza
Duas páginas compõem o S08 do Kit de Ferramentas 5S: a primeira para o mutirão e a caça às fontes, a segunda para a rotina e o registro de problemas.
O cabeçalho pede a área piloto, o líder do 5S e a data do mutirão inicial. A primeira página traz o plano do mutirão e a tabela de caça às fontes de sujeira. A segunda traz o cronograma de rotina e a regra da área, com o quadro para anotar o que a limpeza revelar.
Ver e baixar o modelo em branco
Imprima a segunda página e deixe na área, perto do material de limpeza. A primeira pode ficar com o líder do 5S. O registro de problemas só funciona se estiver ao alcance de quem limpa, com caneta junto.
Se o seu senso de limpeza começa agora, te convido a marcar o mutirão para as próximas duas semanas e chamar a manutenção. Antes do dia, divida a área em regiões no papel: isso poupa a primeira hora do mutirão. Quem vai levar o terceiro senso a várias áreas, com alguém conferindo os primeiros mutirões, encontra na Academia de Certificação da Voitto formação e avaliação para coordenar o programa.
