Metodologias & Qualidade

Matriz GUT: o que é, como fazer e exemplo preenchido

Gravidade, urgência e tendência de 1 a 5, multiplicadas. O que cada nota significa, os 5 passos para montar a sua e um exemplo preenchido com o PDF para baixar.

Fernanda Dias
Por Fernanda Dias
Publicado em 3 de dez de 2018  ·  Atualizado em 4 de set de 2026  ·  15 min de leitura
Dois profissionais em uma sala com estante de livros, um entregando ao outro o Guia Prático Lean Seis Sigma Black Belt, com o texto Matriz GUT: o que é, como fazer e exemplo preenchido

Eu tenho especialização em Estatística, e a primeira vez que encontrei uma matriz GUT numa parede de fábrica eu torci o nariz. Alguém tinha dado nota 4 para a gravidade de um problema, 3 para a urgência e 2 para a tendência. Multiplicou as três e escreveu 24 do lado. Nota de opinião não é medida. Escala de opinião, em rigor estatístico, não se multiplica. Levei alguns anos para entender que eu estava cobrando da ferramenta uma promessa que ela nunca fez.

A matriz GUT não mede problema nenhum. Ela ordena problemas, e ordenar era exatamente o que faltava naquela sala. Toda lista de problemas chega com cada pessoa convencida de que o item dela é o mais urgente. Sem critério declarado, a discussão vira quem fala mais alto. Neste guia você vai ver o que é a matriz GUT. Vai ver o que cada nota de 1 a 5 quer dizer nas três colunas e como montar a sua em 5 passos. Depois eu mostro por que o resultado multiplica em vez de somar. No fim ficam o exemplo preenchido com o PDF para baixar e o modelo em branco.

O que é a matriz GUT?

A matriz GUT é uma ferramenta de priorização que ordena problemas por três critérios: gravidade, urgência e tendência. Cada problema da lista recebe uma nota de 1 a 5 em cada critério, e as três notas são multiplicadas. O produto é o score que decide a ordem da fila.

A definição que eu uso está no capítulo 21 do meu livro, o Guia Prático Lean Seis Sigma Black Belt (Atlas/GEN, 2025). Na página 185 ela aparece assim: “A Matriz GUT é uma ferramenta de priorização que auxilia a ordenar atividades, identificando o que é mais importante, por meio dos critérios gravidade, urgência e tendência”. O mesmo trecho fixa a faixa: a pontuação mínima é de 1 ponto e a máxima, de 125.

O capítulo em que ela aparece se chama Ferramentas de Planejamento e Definição, e isso já diz o lugar dela no projeto. Ela não é ferramenta de análise. Ela não descobre causa, não testa hipótese e não prova nada. Ela é o instrumento da hora em que a lista já existe e alguém precisa decidir por onde começar.

Essa hora aparece em quase todo método de melhoria. No MASP, ela mora na fase de identificação do problema, antes de qualquer coleta de dado. No DMAIC, ela costuma voltar duas vezes: uma para escolher o problema do projeto e outra para escolher a solução que entra no plano. E ela é uma das ferramentas da qualidade que sobrevivem fora da indústria, porque priorizar é problema de todo mundo.

Anatomia da matriz GUT: uma linha de problema com as colunas gravidade, urgência e tendência de 1 a 5 e o produto das três notas
A ferramenta é uma tabela de cinco colunas úteis: o problema, as três notas e o produto delas. Tudo o que ela faz cabe nessa multiplicação.

Vale dizer o que a sigla não é. GUT não é gestão de urgências e tarefas, nem tem relação com prazo de calendário. São só as iniciais dos três critérios, na ordem em que eles são pontuados. E a ordem importa pouco: o produto de três números não muda se você trocar as colunas de lugar.

Gravidade, urgência e tendência: o que cada nota quer dizer

O ponto fraco de toda matriz GUT malfeita é a nota sem âncora. Se cada pessoa da sala decide sozinha o que é um 4 de gravidade, o resultado final só parece objetivo. O livro resolve isso com um quadro de âncoras, o Quadro 21.2, que descreve em palavras o que cada uma das cinco notas significa em cada coluna.

NotaGravidadeUrgênciaTendência
5Extremamente graveDeve ser resolvido imediatamenteVai piorar rapidamente se nada for feito
4Muito graveUrgenteO problema pode piorar em pouco tempo se nada for feito
3GraveResolva o problema o mais rápido possívelVai piorar a médio prazo
2Pouco gravePouco urgenteVai piorar a longo prazo
1Sem gravidadePode esperarNão trará prejuízos à organização

Fonte: Quadro 21.2 do Guia Prático Lean Seis Sigma Black Belt, página 187. Imprima esse quadro e deixe na mesa durante a pontuação. É a diferença entre uma priorização que a equipe defende e uma que a equipe refaz na semana seguinte.

Gravidade responde a uma pergunta só: qual o impacto desse problema para os envolvidos? Impacto em dinheiro, em segurança, em cliente, em imagem, no que a sua operação considera dano. Repare que a pergunta é sobre o tamanho do estrago, e não sobre a chance de ele acontecer. Risco tem ferramenta própria, e a matriz de risco existe justamente para cruzar impacto com probabilidade.

Urgência responde se o problema pode esperar. Aqui entra prazo real: contrato que vence, auditoria marcada, lote parado, janela de safra. A pergunta não é se o problema incomoda muito, é quanto tempo você tem antes que a decisão saia da sua mão. Um problema grave com seis meses de folga tira nota alta em gravidade e nota baixa em urgência, e está certo assim.

Tendência é a coluna que quase todo mundo preenche errado. Ela pergunta se o problema vai piorar rapidamente ou lentamente com o passar do tempo, supondo que ninguém faça nada. É a única das três que olha para a frente. Refugo estável há dois anos tem tendência baixa mesmo sendo caro. Trinca em equipamento tem tendência alta mesmo quando ainda não parou a linha.

Quando a equipe entende essas três perguntas, a discussão muda de assunto. Ela deixa de ser sobre qual problema é mais importante, que é opinião pura. Passa a ser sobre quanto custa, quanto tempo resta e para onde a curva aponta. São três perguntas respondíveis, e é por isso que a ferramenta funciona apesar de trabalhar com nota subjetiva.

Como fazer uma matriz GUT em 5 passos

O livro descreve o método em três movimentos: listar, categorizar e classificar. Na prática de projeto eu abro em cinco, porque dois deles são onde ela costuma descarrilar.

1. Liste todos os problemas. Nessa etapa você quer volume, não julgamento. Um brainstorming com a equipe que vive o processo produz uma lista melhor do que a memória do gestor. Liste problemas crônicos, aqueles que voltam e cuja causa ninguém provou ainda, e resista à vontade de já ir descartando.

2. Escreva cada problema como fato, não como falta de solução. Este é o passo que não está no livro e que eu não pulo mais. “Falta um sistema de apontamento” não é problema, é solução disfarçada, e ela chega na matriz já com a resposta embutida. O mesmo item escrito como fato vira “12 por cento dos apontamentos de parada chegam sem hora de início”. Só a segunda forma pode ser pontuada com honestidade.

3. Pontue as três colunas de 1 a 5. Com o quadro de âncoras à vista, e coluna por coluna, não linha por linha. Pontuar toda a coluna de gravidade de uma vez, para a lista inteira, mantém a régua estável. Pontuar problema por problema faz a régua andar sem ninguém perceber, e o quinto item acaba julgado por um critério mais frouxo que o primeiro.

4. Multiplique e ordene. Multiplique as notas de cada linha e ordene do maior para o menor. É aqui que a matriz GUT entrega o produto dela, que é uma fila. Não uma nota de qualidade, não um diagnóstico: uma fila.

5. Transforme a fila em plano. Priorização que não vira ação é reunião cara. O próprio livro manda seguir com um plano de ação com responsáveis e prazos, e sugere a matriz RACI para definir quem responde por cada item. Na minha rotina, a fila alimenta direto um 5W2H, que é onde o quê, quem e quando ficam escritos. Em projeto maior essa passagem cabe num A3. Ele guarda problema, análise e plano na mesma folha.

Fluxo em cinco passos da matriz GUT, da lista de problemas até o plano de ação
Os cinco passos. Os dois em destaque, escrever o problema como fato e pontuar por coluna, são os que mais mudam o resultado final.

Um detalhe de condução que economiza discussão: pontue em silêncio primeiro. Cada pessoa preenche a própria coluna sem falar, e só então os números vão para a parede. A divergência aparece na hora certa, item por item, em vez de a sala inteira convergir para a primeira nota que alguém disse em voz alta.

Por que a nota multiplica em vez de somar

Somar seria mais intuitivo e daria uma faixa de 3 a 15. A GUT multiplica, e a faixa vai de 1 a 125. A diferença não é de escala, é de comportamento.

Na soma, um problema medíocre nos três critérios (3, 3 e 3) empata com um problema extremo em dois e nulo no terceiro. Esse segundo tira 5, 5 e 1. Nove contra onze, quase a mesma coisa. Na multiplicação, o primeiro faz 27 e o segundo faz 25, e nenhum dos dois chega perto de um 5, 4 e 4, que faz 80. A multiplicação premia o problema que é ruim nas três dimensões ao mesmo tempo, e é isso que a priorização quer encontrar.

Tem um efeito colateral conhecido: o 1 mata a linha. Qualquer nota 1 derruba o produto para o valor da outra dupla. Um problema gravíssimo que não vai piorar nunca fica atrás de um problema médio que piora rápido. Não é defeito da conta. É a conta dizendo que problema estável, por pior que seja, não disputa a próxima semana com problema que está piorando enquanto você lê.

O exemplo do livro mostra isso com quatro problemas de um time de desenvolvimento de software. Ele está na Tabela 21.1, página 188.

ProblemaGUTG × U × T
Muitos bugs no software54360
Código não segue as melhores práticas43224
Tempo de resposta do sistema é lento22416
Revisão de código não é realizada35115

Fonte: Tabela 21.1, página 188 do mesmo Guia Prático Lean Seis Sigma Black Belt. Aqui as linhas estão ordenadas da maior para a menor pontuação e os rótulos foram encurtados. No livro elas aparecem na ordem em que os problemas foram listados.

Repare na última linha. A revisão de código tira 5 de urgência, a maior nota de urgência da tabela inteira, e mesmo assim termina em último. O 1 de tendência, que diz que aquilo não vai piorar sozinho, derruba o produto para 15. Se as notas fossem somadas, ela ficaria em segundo lugar com 9 pontos, empatada com o código fora do padrão e à frente do tempo de resposta.

É por isso que eu não brigo mais com a objeção estatística que eu mesmo fazia. Multiplicar escala ordinal não produz uma grandeza com significado físico, e não é isso que está em jogo. O número existe para ordenar, e a ordem que ele produz é defensável, reprodutível e discutível linha a linha. Uma escala que não mede nada mas ordena bem resolve o problema de quem precisa decidir na segunda-feira.

Um exemplo de matriz GUT preenchida, com PDF para baixar

O exemplo abaixo é uma folha da formação Lean Seis Sigma que a gente dá na Voitto: um exemplo preenchido da fase Melhorar, num projeto Green Belt de indústria farmacêutica. Ele é interessante por um motivo específico: traz a matriz GUT e a matriz esforço x impacto na mesma folha, pontuando as mesmas sete soluções. Dá para ver as duas leituras convergindo, e dá para ver onde ela sozinha não decide.

1. Farmacêutico: o empate de 100 pontos que a GUT não desempatou

Matriz de priorização do projeto GB-2026-033: esforço x impacto à esquerda e matriz GUT à direita, com sete soluções pontuadas de 1 a 5 em gravidade, urgência e tendênciaO projeto é de liberação de lotes numa planta farmacêutica e o documento é da fase Melhorar, quando as causas já estavam provadas e a equipe tinha sete soluções na parede. O charter do projeto dá a magnitude. São 85 lotes de sólidos orais por mês, com lead time de liberação em 12,5 dias contra a meta de 6,0. Quase metade deles, 42%, passa do prazo-alvo de 8 dias. São R$ 8,2 milhões parados em quarentena. A folha traz as duas leituras lado a lado. À esquerda, as sete soluções plotadas em esforço e impacto, com os quadrantes de quick wins, projetos estratégicos, incrementais e reavaliar. À direita, a GUT, com gravidade, urgência e tendência pontuadas de 1 a 5 e o produto na última coluna.

A fila da matriz GUT saiu assim: painel de fila com SLA no sistema de laboratório em primeiro, com 5, 5 e 4, que dá 100. Regra de priorização por prazo e risco em segundo, com as mesmas notas e o mesmo 100. Revisão documental por exceção em terceiro, com 4, 4 e 4, que dá 64. O poka-yoke contra resultado fora de especificação no dossiê ficou em quarto com 60, apesar de tirar 5 de gravidade, porque a tendência dele é 3. As duas primeiras não saíram do nada. O Pareto do mesmo projeto, com base de 512 lotes, aponta a fila de análise no CQ como 41% do lead time. Os 5 Porquês fecham numa causa-raiz só. O LIMS nunca foi configurado com painel de fila e SLA por etapa. As duas soluções do topo são as contramedidas dessa causa. É daí que vêm o 5 de gravidade e o 5 de urgência.

O empate no topo é a parte que eu levaria para uma sala de aula. Duas soluções com 100 pontos cada uma, e a GUT não tem como desempatar: as três notas são idênticas. Quem desempata na folha é a outra metade do documento. As duas caem no quadrante de alto impacto e baixo esforço, e por isso as duas entram primeiro, uma decisão que o score sozinho não autorizava.

O fim da fila também ensina. A célula de revisão e nivelamento fez 36, com 4 de gravidade, e mesmo assim ficou em quinto. A polivalência de analistas fez 27 e o padrão de amostragem fez 12, com 3, 2 e 2. Nenhuma das três é ideia ruim. Elas perderam para itens mais graves, mais urgentes ou que estavam piorando mais rápido. A tendência é a leitura que separa o fim da fila, e o padrão de amostragem tira 2 nela antes de fechar a lista com 12.

A decisão registrada no bloco DECISÃO fecha o raciocínio sem rodeio. Os dois métodos convergem, e as duas primeiras são prioridade máxima. Elas entram primeiro no plano de ação, e a célula de revisão fica como projeto estruturante para depois. É uma linha de texto que evita a discussão inteira daqui a seis meses.

Cinco erros que fazem a matriz GUT priorizar errado

Nenhum destes é erro de conta. Todos são erros de entrada, e a ferramenta devolve com fidelidade o que recebeu.

Pontuar sem o quadro de âncoras. É o erro mais comum e o mais barato de corrigir. Sem descrição escrita para cada nota, gravidade 4 quer dizer coisas diferentes para cada pessoa da sala. A matriz vira uma média de humores com aparência de cálculo.

Colocar solução na lista de problemas. Quando a linha diz “comprar um software de gestão”, a pontuação já nasce enviesada: quem propôs a compra dá 5 em tudo. Problema se escreve com o que acontece e com quanto, não com o que falta comprar.

Confundir gravidade com frequência. Um problema que acontece todo dia e custa pouco por vez não é grave, é frequente. A frequência mora no diagrama de Pareto, que ordena por perda acumulada. As duas leituras se completam, e é por isso que a ferramenta 1 do kit MASP traz Pareto e GUT na mesma folha.

Priorizar problema de causa conhecida. Se você já sabe a causa e a solução, aquilo não é candidato a projeto, é tarefa. Coloque no plano e resolva. A fila é para problema crônico de causa desconhecida, que vai precisar de Ishikawa, de 5 Porquês e de dado antes de virar ação.

Rodar a matriz e não registrar a justificativa. Seis meses depois ninguém lembra por que o item de 60 pontos passou na frente do de 64. Escreva uma linha embaixo da tabela dizendo qual foi a decisão e por quê. Em banca de certificação essa é a primeira pergunta, e na operação é o que impede que a fila seja refeita a cada troca de gestor.

Há um sexto erro que é mais sutil e que eu vejo em empresa madura: usar a GUT para tudo. Ela é uma boa ferramenta de triagem em lista média, de cinco a vinte itens. Com três itens ela é burocracia, e com duzentos ela é ilusão de precisão. Nesse tamanho, o caminho é estratificar antes.

Ferramentas que trabalham junto com a matriz GUT, e o que não confundir

A ferramenta quase nunca aparece sozinha num projeto bem conduzido. Ela tem vizinhas que fazem trabalho parecido em momentos diferentes, e a confusão entre elas custa tempo.

FerramentaO que ela ordenaQuando usar em vez da matriz GUT
Diagrama de Paretoperdas por tamanho, com dado medidoquando você já tem histórico e quer saber onde está a maior perda
Matriz esforço x impactosoluções por retorno e por custo de implantardepois que as causas já foram provadas e a lista é de soluções
Matriz de Eisenhowertarefas pessoais por importância e urgênciana sua agenda, não na lista de problemas do processo
Matriz RICEiniciativas por alcance, impacto, confiança e esforçoem portfólio de produto, com estimativa de alcance disponível
Matriz de causa e efeitocausas por relação com as saídas do clientequando a lista é de causas e existe requisito do cliente para ponderar

A confusão mais frequente é com a matriz de Eisenhower, que também fala em urgência. A diferença é o objeto: Eisenhower ordena tarefas de uma pessoa, e sai com quatro quadrantes de decisão. A GUT ordena problemas de um processo, e sai com uma fila numerada. Usar uma no lugar da outra não quebra nada, mas produz uma decisão que não serve para o que se pretendia.

A segunda confusão é com a matriz RICE e as demais fórmulas de portfólio. Todas dividem por esforço em algum ponto, e a GUT não tem coluna de esforço. Isso é de propósito. Priorizar problema é diferente de priorizar entrega, e o custo de resolver só entra na conta depois que as causas foram provadas.

O par que eu mais uso é Pareto e GUT, nessa ordem. O Pareto responde onde está a maior perda com dado histórico. A GUT pondera o que os números sozinhos não mostram: gravidade, prazo e tendência de piora. Quando as duas leituras divergem, isso não é problema da ferramenta. É informação, e a hora de discutir com o patrocinador em vez de escolher no grito.

E se a lista de entrada for de causas em vez de problemas, a ferramenta certa é a matriz de causa e efeito. Ela pondera cada causa pela relação com as saídas que o cliente enxerga. Trocar uma pela outra é o erro que faz um projeto de melhoria contínua atacar a causa mais visível em vez da mais ligada ao resultado.

Baixe o modelo de matriz GUT em branco e priorize os seus problemas

Se você chegou até aqui, o próximo passo não é ler mais. É pegar a sua lista de problemas crônicos, escrever cada um como fato e pontuar as três colunas com o quadro de âncoras ao lado.

Miniatura do modelo de matriz GUT em branco da Voitto, com Pareto e a tabela de gravidade, urgência e tendênciaO modelo que a gente usa é um PDF preenchível. Ele traz a matriz GUT junto com o Pareto na mesma folha, exatamente como os dois se usam na prática. Ele é a ferramenta 1 do Kit de Ferramentas MASP, que reúne as 16 ferramentas do método na ordem de uso.

Ver o modelo em tamanho grande

Uma última recomendação de quem já refez muita fila: guarde a matriz preenchida com data. Daqui a três meses, quando alguém perguntar por que o projeto atacou aquele problema e não outro, a folha responde sozinha. E se a resposta tiver envelhecido mal, ótimo. Repontuar uma lista com dado novo leva vinte minutos e é o tipo de retrabalho que vale a pena.

Perguntas frequentes

O que é a matriz GUT?
A matriz GUT é uma ferramenta de priorização que ordena problemas por gravidade, urgência e tendência. Cada problema recebe uma nota de 1 a 5 em cada um dos três critérios, e as três notas são multiplicadas. O resultado, entre 1 e 125 pontos, define a ordem em que os problemas serão atacados.
Como calcular a nota da matriz GUT?
Multiplique as três notas da linha: gravidade vezes urgência vezes tendência. Um problema com 5 de gravidade, 4 de urgência e 3 de tendência soma 60 pontos. A conta é sempre de multiplicação, nunca de soma, porque é assim que um problema ruim nas três dimensões ao mesmo tempo se separa dos demais.
Qual é a nota máxima da matriz GUT?
A nota máxima é 125, que sai de 5 vezes 5 vezes 5. A mínima é 1 ponto, de 1 vezes 1 vezes 1. Como qualquer nota 1 derruba bastante o produto, é comum que a maior parte da lista fique concentrada abaixo de 60 pontos.
Qual a diferença entre matriz GUT e matriz de Eisenhower?
As duas falam em urgência, mas ordenam objetos diferentes. A matriz de Eisenhower organiza tarefas de uma pessoa em quatro quadrantes de importância e urgência. A matriz GUT ordena problemas de um processo em uma fila numerada, e acrescenta a tendência de piora, que a de Eisenhower não tem.
A matriz GUT serve para priorizar tarefas ou só problemas?
Ela foi pensada para problemas crônicos de processo, aqueles que se repetem e cuja causa ainda não foi provada. Dá para usar em lista de tarefas, mas o ganho é pequeno. Tarefa costuma ter dono, prazo e solução conhecida. Nesse caso o que falta é plano de ação, não priorização.
Usar Pareto ou matriz GUT primeiro?
Se você tem histórico medido, comece pelo Pareto para ver onde está a maior perda. Em seguida use a matriz GUT para ponderar o que o número não mostra, como prazo legal e tendência de piora. Quando as duas leituras divergem, a divergência é a informação mais útil da análise.
Fernanda Dias
Escrito por
Fernanda Dias
Graduanda de Engenharia Mecatrônica pelo Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais. Possui certificação nos cursos de Black Belt em Lean Seis Sigma, Implantação do Programa 5S, …

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