Seiton: plano de organização e etiquetagem do 5S com 13 exemplos e modelo para imprimir
O segundo senso lido em 13 áreas: quem já tinha endereço, quem montou quadro de sombras e o teste dos 30 segundos que nenhum plano registrou.
Seiton é o segundo senso do 5S, e a pergunta dele cabe numa linha: quem não conhece a área acha o que precisa sem perguntar? Pensei muito nela depois de uma imersão em San Diego sobre o Sistema Toyota de Produção, conduzida por japoneses, cujo roteiro passava pela fábrica da Toyota e também por um fast food.
Uma cozinha de fast food é um bom laboratório de organização. A equipe muda com frequência, o pedido não espera, e o turno não pode depender do colega que sabe onde as coisas ficam. O lugar de cada item precisa estar escrito no próprio lugar, para quem chegou ontem.
Neste artigo eu leio o Plano de Organização e Etiquetagem (S07) do Kit de Ferramentas 5S contra o Seiton registrado em 13 planos ilustrativos, cada um de um setor. Para cada parte do modelo, conto quantos planos a preenchem e aponto a que ficou sem registro em todos.
O que é Seiton no 5S
Seiton é o senso de organização do 5S. Ele dá a cada item que sobreviveu à separação um lugar definido pela frequência de uso, um endereço escrito e uma identificação visível. O resultado é uma área em que qualquer pessoa acha o que procura e percebe o que falta sem perguntar.
Na seção 5.6 do meu livro, o Guia Prático Lean Seis Sigma Black Belt (página 38), o Seiton aparece como senso de ordenação ou organização. O trecho de aplicação começa pelos meios: “por meio da padronização de objetos, da utilização de cores de identificação, do etiquetamento de armários e estantes, da numeração de documentos e da marcação de locais de risco”. Na página 39, o livro separa os tipos de linha no piso: divisórias para corredores e estações, de marcação para a posição dos equipamentos, de alcance para a área de funcionamento das máquinas, além de portas e setas para o fluxo.
A regra de distância pelo uso, que o modelo põe no segundo passo, o livro apresenta um senso antes, no Seiri. Na Figura 5.4, o que se usa sempre recebe a instrução “Colocar o mais próximo possível”, e o que se usa raramente, “Colocar separado em local determinado”. O Seiton herda essa classificação e a transforma em endereço.
O S07 tem duas páginas. A primeira traz o COMO USAR em quatro passos, a regra de frequência em quatro faixas e o mapa de endereçamento, com item, endereço e tipo de identificação. A segunda traz o padrão de demarcação por cor, o quadro sombra, a regra de devolução e um checklist final de cinco perguntas.
O subtítulo do modelo fixa a meta do senso. Cada coisa tem de ser “achável em 30 segundos”. A metodologia 5S apresenta os cinco sensos em sequência. Aqui o foco é só o segundo, e a pergunta é quanto dele os planos deixaram registrado.
O que 13 planos preenchidos mostram sobre o Seiton
Para esta leitura, isolei o que cada plano diz do Seiton: achado de entrada, entrega combinada, ação, evidência e nota, mais as regras de identificação do bloco 3. Sete padrões aparecem.
- O ponto de partida é uma pessoa. Em 5 dos 13 planos, o achado de entrada diz que só alguém acha as coisas. Pode ser o conferente antigo, o mecânico antigo, os preparadores, o montador antigo ou a governanta. É o risco que a dica do S07 descreve. A organização depende de quem sabe onde as coisas ficam e “desmonta na primeira férias”.
- O mapa de endereços é a evidência preferida. Onze planos registram um mapa como prova do senso, afixado na entrada, na porta ou na doca, ou impresso a partir do sistema. Os dois que fogem são a saúde e os serviços, que usam foto-padrão no lugar de uso.
- O endereço aparece em 10 planos, e o formato em 5. A logística escreve D3-A1 a D3-C8, e a oficina de manutenção, OF-A1 a OF-E6. O farmacêutico usa rua, prateleira e posição; a produção, corredor, prateleira e posição. O financeiro fala em estantes codificadas. Nos outros cinco, o plano diz que há endereço, mas não diz como ele se escreve.
- A regra de frequência quase não aparece. Só três planos registram, dentro do Seiton, a distância pelo uso: “maior giro à altura dos olhos” no alimentício, “maior giro na altura da mão” na hotelaria e a base “endereçada por curva de consumo” na manutenção de elevadores. É o segundo passo do modelo, e o menos registrado.
- A cor chega depois. Seis planos demarcam piso ou área por função, mas só dois usam cor neste senso. Um é a etiqueta de cor do arquivo dos serviços, e o outro, as baias da sustentabilidade, onde cada classe de resíduo tem a sua. No farmacêutico e na logística, as faixas coloridas entram no quarto senso, e é lá que o padrão visual da área as trata.
- Quadro de sombras em 4, devolução em 1. Logística, oficina de manutenção, produção e produção de elevadores montaram quadros de sombra. Só a produção registra, no próprio Seiton, como a ferramenta volta: um chaveiro numerado de retirada. Na oficina, o cartão de empréstimo para a sombra vazia aparece mais adiante no plano, junto com o treino.
- Nenhum plano mede os 30 segundos. O checklist do S07 pergunta se alguém de fora acha qualquer item em até 30 segundos sem perguntar. Nenhum dos 13 registra esse teste, nem o teste do visitante da dica. Talvez as áreas passassem no teste, só que nenhum plano guarda essa prova.
Os 13 planos de Seiton em uma tabela
Uma linha por área. As colunas mostram o que estava errado antes do senso, o que a equipe combinou entregar, a prova que ficou registrada e a nota do 2S na entrada e na saída.
| Setor | Problema na entrada | Entrega combinada | Evidência registrada | Nota do 2S |
|---|---|---|---|---|
| Produção | Nada tem endereço fixo; só os preparadores acham as coisas; ferramenta de precisão em caixa improvisada | Tudo com endereço + quadros de sombra | Mapa de endereços afixado na entrada | 25% → 90% |
| Alimentício | Insumo sem ordem de uso; utensílio sem posição definida; balança cercada de coisas apoiadas | Endereço por sequência de pesagem | Fotos datadas + mapa de endereços | 35% → 90% |
| Farmacêutico | Posições sem endereço em quase metade das ruas; FEFO dependia da memória dos auxiliares | Endereço em toda posição + FEFO físico | Mapa de endereços no sistema e impresso na entrada | 30% → 95% |
| Logística | Volume sem endereço; só o conferente antigo acha; nada demarcado no piso | Endereço e demarcação em toda a doca | Mapa de endereços afixado na doca | 20% → 85% |
| Manutenção industrial | Nada tem endereço; só o mecânico antigo acha; ferramenta espalhada pelas bancadas | Tudo com endereço + quadros de sombra | Mapa de endereços + fotos das sombras | 20% → 85% |
| Produção de elevadores | Nada com endereço; parafusaria misturada em caixas comuns; só o montador antigo achava o gabarito certo | Carrinhos de setup + quadro de sombras | Fotos dos carrinhos + mapa de endereços | 25% → 90% |
| Manutenção de elevadores | Base sem endereço; cada van com carga diferente; impossível remanejar técnico entre rotas | Base endereçada + kit padrão nas 12 vans | Mapa na entrada + fotos dos módulos | 20% → 90% |
| Saúde | Gavetas lotadas sem separadores; material de urgência sem local único; estoque duplicado | Gavetas por classe + kit de urgência + carro lacrado | Foto-padrão na face interna de cada gaveta | 30% → 90% |
| Serviços | Nenhum posto padronizado; headset e fonte migram entre posições; arquivo sem índice | Kit padrão nas 48 posições + arquivo indexado | Foto-padrão no painel + índice na porta do arquivo | 30% → 85% |
| Financeiro | Nada tem endereço; rede com pastas pessoais misturadas às oficiais e até 5 cópias do mesmo contrato | Tudo com endereço; árvore única na rede | Mapa de endereços afixado + print da árvore | 35% → 90% |
| Marketing | Material sem endereço; caixas fechadas sem etiqueta; estoque não confere com a planilha | Endereçamento + kits pré-montados | Mapa de endereços na porta + fotos dos kits | 30% → 90% |
| Hotelaria | Nada tinha endereço; peça guardada onde coubesse; camareira dependia da governanta p/ achar | Kits por tipo de quarto com endereço | Mapa de endereços no quadro da rouparia | 25% → 90% |
| Sustentabilidade | Baias sem placa nem cor; perigosos (tinta, solvente) a céu aberto; fluxo de caminhão bloqueado | Baias por classe com placa, cor e fluxo | Mapa das baias na entrada + fotos datadas | 20% → 85% |
Os 13 planos bateram a meta do senso. Os ganhos de tempo de cada área, medidos no fechamento do programa, estão reunidos no cronograma de implantação do 5S.
Como preencher o plano de organização e etiquetagem
A ordem da folha acompanha a ordem em que o Seiton acontece na área:
- Comece pelo que sobrou do Seiri. O primeiro passo do COMO USAR avisa que “dar endereço a inutilidade é organizar desperdício”. Por isso a folha só começa depois do cartão vermelho. O cabeçalho pede data, área piloto e o nome de quem lidera o 5S.
- Distribua os itens pelas quatro faixas de frequência. A tabela vai de várias vezes ao dia até rara, e pede onde guardar cada faixa. O subtítulo do bloco resume a lógica. A frequência decide a distância, não o costume. Em estoque de consumo, a curva ABC ajuda a separar o que gira muito do que gira pouco.
- Escreva o endereço como coordenada. O mapa de endereçamento pede item ou família, endereço e tipo de identificação. O exemplo do modelo é 2-C-3. Lê-se corredor, estante e prateleira. A etiqueta vai no lugar e no item, e é esse par que permite devolver sem perguntar.
- Dê a cada cor um significado só. O padrão de demarcação tem duas colunas, cor ou faixa e significado. Se a faixa amarela quer dizer circulação num corredor e estoque no outro, o chão para de informar. Para cor ligada a risco, a referência é a NR-26, a norma de sinalização de segurança.
- Monte o quadro sombra e escreva a regra de devolução. Cada ferramenta ganha um contorno, e a sombra vazia denuncia a falta. Logo abaixo, o modelo pede a regra de devolução e dá um exemplo: “quem pegou devolve limpo, na sombra certa, até o fim do turno”. Sem essa regra, o quadro mostra a falta mas não diz a quem cobrar.
- Feche com o checklist e o teste do visitante. São cinco perguntas de sim ou não, e o modelo pede que o Sim só seja marcado com evidência na frente. A dica sugere chamar alguém de outra área e pedir três itens. Se a pessoa precisar perguntar onde fica, a etiqueta daquele item precisa ser refeita.
As cinco perguntas do checklist cobrem o senso inteiro. A primeira confere endereço e etiqueta, e a segunda é o teste dos 30 segundos. A terceira pede que a falta se veja sem abrir nada e a quarta olha as faixas do chão. A última pergunta volta ao Seiri. O que não pertence à área saiu ou está na quarentena com prazo? Se a resposta for não, o Seiton está organizando desperdício, exatamente o que o primeiro passo do modelo proíbe.
Recomendo fazer o teste do visitante com um cronômetro e anotar o tempo de cada item na margem do checklist. É o número que falta nos 13 planos e custa poucos minutos. Quando cai de uma auditoria para a outra, vira combustível para a equipe manter o senso. Um checklist com tempo anotado vira linha de base para a próxima auditoria 5S.
Três jeitos de dar endereço que os planos usaram
O modelo imagina um almoxarifado com corredores e estantes. Os 13 planos mostram que nem toda área tem essa geometria, e o endereço do Seiton se adapta a ela de três jeitos.
- Coordenada. É o formato do modelo: um código diz onde o item mora. Serve para estante, doca e almoxarifado, onde há muitos itens parados e a pessoa vai até eles. Dez planos têm endereço, e cinco registram o formato.
- Classe. Quando o item muda mas a família não, o endereço é a família. A saúde separa gavetas por classe, com etiqueta e quantidade máxima. A central de resíduos põe cada classe numa baia com cor e placa. A pergunta deixa de ser onde está e passa a ser onde vai.
- Kit. Quando a área se repete ou se desloca, o endereço é o conjunto. A hotelaria monta as peças na ordem do carro. Os serviços repetem o mesmo kit nas 48 posições, e a manutenção de elevadores leva um kit idêntico nas 12 vans.
Há um quarto caso que o S07 não prevê: o arquivo digital. O financeiro criou uma árvore única de pastas com a nomenclatura AAAA-MM_tipo_fornecedor, e os serviços fizeram uma árvore digital única com nomenclatura padrão. No computador, a regra de nome faz o papel da etiqueta.
Como escolher entre os três? Minha regra prática é olhar o movimento. Se o item fica parado e a pessoa vai até ele, coordenada. Se a pessoa leva o item consigo, kit. Se o item chega de fora e precisa ser separado, classe. Muitas áreas usam dois jeitos, e a folha aceita os dois no mesmo mapa.
Sinais de que o Seiton está desmontando
Organização raramente desaba de uma vez. Ela perde pedaços, e a gente, que trabalha na área, se acostuma com cada um. Estes são os sinais que procuro numa visita ao gemba, antes de qualquer nota:
- Etiqueta corrigida à mão por cima da impressa. Alguém mudou o item de lugar e ajustou a etiqueta, mas o mapa ficou como estava. Na terceira correção, o mapa já não serve para quem chega.
- Sombra vazia que ninguém cobra. O contorno fica vazio por dias, e ninguém pergunta onde está a ferramenta. Quase sempre falta a regra de devolução, ou falta alguém que olhe o quadro no fim do turno.
- As perguntas voltam para a mesma pessoa. Se o novato pergunta onde fica e a resposta é um nome, a organização voltou a morar na cabeça de alguém. É o achado de entrada de cinco dos 13 planos, de volta.
- Caixa no chão “só até amanhã”. O item chegou e ainda não tem endereço. Cinco planos já escreveram a regra contrária no bloco 3: o que chega só entra com endereço ou posição definida.
O primeiro sinal é o mais barato de tratar. A dica do S07 manda refinar a etiqueta sempre que o visitante precisa perguntar. Na prática, isso quer dizer atualizar o mapa no mesmo dia em que o item muda de lugar. O mapa foi a evidência mais comum dos 13 planos, e é a primeira peça a envelhecer quando ninguém a atualiza.
Quando a mudança é grande, como uma revisão de layout, vale refazer o S07 inteiro em vez de remendar o mapa. A leitura de partida da área continua sendo a do diagnóstico inicial da área, que mostra onde o endereço faltava antes.
13 exemplos de Seiton, com PDF para baixar
Cada exemplo abaixo mostra o Seiton de uma área na estrutura do S07: problema de entrada, entrega combinada, endereço, identificação, demarcação, sombra e evidência. Quando o plano não registra um campo, a folha em PDF o marca como sem registro em vez de preencher com suposição. Clique na miniatura para ver a folha inteira sem sair da página; o botão vermelho baixa o PDF, e Esc fecha. Os casos são ilustrativos e servem de treino para quem vai preencher a folha.
1. Produção: ferramentaria da linha de montagem
Na ferramentaria da linha de montagem, só os preparadores achavam as coisas, porque nenhum item tinha lugar fixo. A ferramenta de precisão ficava numa caixa improvisada, e a nota de entrada do senso foi 25%.
De 23/mar a 17/abr, preparadores e operadores deram a cada bancada o seu quadro de sombras. O almoxarifado passou a usar corredor, prateleira e posição, e a ferramenta de precisão foi para um armário com espuma.
É o único dos 13 planos com regra de devolução dentro do próprio senso. O recurso é um chaveiro numerado de retirada.
A regra do bloco 3 fecha o circuito, porque ferramenta danificada vai para a caixa de quarentena e não volta à bancada. Com o mapa afixado na entrada como prova, a saída foi 90%.
O líder decidia o destino de cada item junto com o supervisor de produção. O grupo também cortou de saída a vontade de comprar. Nenhuma compra nova entrou antes do fim do Seiri, e o Seiton arrumou só o que sobrou.
Se eu fosse preencher esta folha, começaria pela frequência de uso. O plano só fala dela mais tarde, na etiqueta do quarto senso.
2. Alimentício: sala de pesagem e preparação
A balança ficava cercada de coisas apoiadas, o insumo não seguia ordem de uso e o utensílio não tinha posição. Assim a sala de pesagem e preparação entrou no Seiton, com 35%.
Os pesadores trabalharam de 16 a 27/fev, e a entrega foi um endereço por sequência de pesagem. As prateleiras seguem a ordem da receita, com o maior giro à altura dos olhos. Os suportes inox ganharam contorno, as áreas de balança foram demarcadas e o insumo aberto ficou separado do lacrado. Fotos datadas e o mapa registram os 90% da saída.
O analista da qualidade validava cada etapa contra as boas práticas de fabricação. O insumo vencido era separado de imediato, e o descarte dele levava o registro da qualidade.
Frequência e sequência de trabalho aparecem juntas só aqui. E o bloco 3 tranca a porta da sala: nada entra sem posição definida. O contorno dos suportes cumpre metade do papel de um quadro de sombras, pois mostra para onde cada peça volta.
3. Farmacêutico: almoxarifado de insumos
Quase metade das ruas do almoxarifado de insumos tinha posições sem endereço, e o FEFO dependia da memória dos auxiliares. Ponto de partida: 30%.
De 23/mar a 10/abr, a equipe completa endereçou toda posição no formato rua, prateleira e posição. O FEFO passou a ser físico. A saída é pela frente e a reposição, por trás. As áreas de aprovado, quarentena e reprovado ganharam demarcação.
Uma cópia impressa do mapa fica na entrada, e outra vive no sistema. A regra de identificação pede etiqueta padrão com código, lote e validade em toda posição, e nada entra sem endereço.
O descarte passa por dupla checagem, da farmacêutica e da garantia da qualidade, e fica registrado. O gerente industrial só entra nos descartes de maior valor.
Com 95%, foi a maior nota de saída do Seiton entre os 13. Aqui a ordem de retirada está no desenho da estante. O insumo que vence primeiro fica na frente, sem depender da memória de ninguém.
4. Logística: doca de expedição 3
Os conferentes da doca de expedição 3 partiram de 20%. Havia volume sem endereço, nada demarcado no piso e um único conferente antigo que sabia onde estava cada carga.
O Seiton da doca durou de 20/abr a 08/mai. A doca recebeu endereços de D3-A1 a D3-C8 e uma demarcação de piso por função, com áreas de espera, conferido e avaria. As cintas foram para um quadro de sombras que também mostra a validade de cada uma. Duas regras do bloco 3 sustentam o arranjo. Volume só entra com endereço. E ninguém ocupa o corredor de emergência, que o plano chama de intocável.
Na doca, quem batia o martelo era a líder, com o dono de cada item, mas a cinta vencida não esperou reunião. Foi segregada na hora. Um quadro que mostra validade não pode guardar cinta fora dela.
Afixado na doca, o mapa serviu de prova para os 85% da saída. Falta pouco para o padrão de demarcação ficar completo, porque espera, conferido e avaria já são três significados prontos para a coluna da direita.
5. Manutenção industrial: oficina de manutenção
Ferramenta espalhada pelas bancadas, e só o mecânico antigo sabia achar cada uma. Era a oficina de manutenção no começo do Seiton, com 20%.
Mecânicos e almoxarife trabalharam de 16/mar a 03/abr. As famílias de peça receberam endereços OF-A1 a OF-E6, e o piso foi demarcado por função.
Toda a ferramenta de uso comum, 100% dela, foi para quadros de sombra. As fotos das sombras entraram na evidência junto com o mapa, e a nota final foi 85%.
Item por item, o planejador e o dono resolviam o que ficava. Equipamento descartado pedia ainda a baixa formal no ativo.
A sombra vazia só tem resposta mais adiante no plano, com um cartão de empréstimo registrado junto com o treino e a autoauditoria.
Eu levaria esse cartão para a regra de devolução, que é onde o modelo espera a resposta à pergunta que toda sombra vazia provoca: quem pegou?
6. Produção de elevadores: pré-montagem de portas
Parafusaria misturada em caixas comuns, itens sem lugar e um só montador que achava o gabarito certo: 25% no Seiton da pré-montagem de portas.
Montadores e um técnico criaram, entre 23/mar e 17/abr, carrinhos de setup por família de modelo e um quadro de sombras. Também puseram a parafusaria em embalagem identificada por código e demarcaram o piso.
O carrinho funciona como um endereço que se move, porque leva ao posto o conjunto de cada modelo. O SMED explica por que tirar a preparação de dentro da troca encurta o setup. Fotos dos carrinhos e o mapa comprovam os 90% da saída.
Sucatear dispositivo exigiu o aval da engenharia de processos, que confere cada destino contra a carteira do modelo.
Nenhum item entra no posto sem endereço definido antes. Entre as regras do bloco 3 que li nos 13 planos, esta é a mais rígida.
7. Manutenção de elevadores: base e kit idêntico nas 12 vans
Cada van saía com uma carga diferente, e a base de manutenção não tinha lugar definido para as peças. Por isso não dava para remanejar técnico entre rotas. A nota inicial foi 20%.
Os técnicos referência executaram o trabalho de 04 a 29/mai. A base foi endereçada por curva de consumo, e os módulos das 12 vans passaram a levar um kit padrão idêntico. A zona de contrato crítico ganhou demarcação. Fotos dos módulos e o mapa na entrada ficaram como prova, e a saída foi 90%.
Coube ao supervisor comandar o programa, e o almoxarife trabalhou ao lado dos técnicos. A lista única do kit define o que embarca, e item fora dela precisa de registro para subir na van. A devolução de peça ao CD passa pelo planejamento de peças, salvo item crítico de contrato.
A frequência aparece aqui como consumo, o mesmo raciocínio da tabela do modelo com outro nome. No baú, a regra é física. A ferramenta “viaja presa no módulo, nunca solta na cabine ou no baú”. E um kit idêntico em todas as vans é o que permite remanejar técnico.
8. Saúde: posto de enfermagem da ala B
O posto de enfermagem da ala B estava em 30% no Seiton. As gavetas viviam lotadas e sem divisão, a urgência não tinha um lugar só e o mesmo material aparecia em mais de um estoque.
As equipes trabalharam por plantão, de 26/jan a 20/fev. As gavetas passaram a ser por classe, com separadores, etiqueta e quantidade máxima. O kit de urgência ficou selado num local único, o carro de emergência ganhou lacre numerado e a reposição segue o que vence primeiro.
É um dos três planos sem endereço em coordenada. O endereço aqui é a classe, e a prova é uma foto-padrão colada por dentro de cada gaveta, visível no momento em que ela se abre. O senso fechou em 90%.
A coordenadora conduz o programa, com a gerência de enfermagem como patrocinadora. A caixa de papelão saiu do posto por regra, e cada item vencido que sai leva registro e uma testemunha da farmácia.
Para todo item, o bloco 3 pede lugar, etiqueta e quantidade máxima combinada com a farmácia. O lacre numerado do carro de emergência mostra se alguém o abriu.
9. Serviços: escritório da operação
No escritório da operação, nenhum posto era padronizado, headset e fonte migravam entre posições e o arquivo não tinha índice. Nota de entrada: 30%.
Atendentes e um analista trabalharam de 23/fev a 20/mar. As 48 posições ganharam um kit padrão, com headset, fonte e formulários no mesmo lugar.
O arquivo foi indexado por cliente e ano, com etiqueta de cor, e a rede passou a ter uma árvore digital única. A foto-padrão no painel e o índice na porta do arquivo são a evidência, e o Seiton fechou em 85%.
Os cinco sensos desta operação, um depois do outro, estão no estudo de caso do escritório de serviços.
O supervisor decidia o destino com o analista administrativo, e equipamento fora de uso volta à TI com registro. Na rede, o arquivo movido para a pasta de expurgo cumpre quarentena antes da exclusão.
Numa operação com turnos, o endereço mais útil é o posto igual ao do lado. Quem senta em qualquer uma das 48 posições encontra cada coisa onde a encontraria na anterior.
10. Financeiro: sala, arquivo físico e pastas de rede
No financeiro, as caixas não tinham endereço. Na rede, pastas pessoais se misturavam às oficiais, e um mesmo contrato chegava a ter 5 cópias. Entrada: 35%.
Dois analistas conduziram o Seiton de 23/mar a 10/abr, com a meta de tudo com endereço e uma árvore única na rede. As estantes foram codificadas, cada caixa ganhou etiqueta única e a porta, um mapa. As pastas passaram a seguir a nomenclatura AAAA-MM_tipo_fornecedor.
A regra do bloco 3 diz o que vai na etiqueta da caixa. Entram ali o conteúdo, o período e a data de expurgo futuro. Com a data impressa, a caixa já chega pronta para o próximo Seiri. O mapa na porta e um print da árvore de pastas sustentam os 90% da saída.
O expurgo ficou preso à tabela de temporalidade validada pelo jurídico, e o descarte, a uma decisão da coordenadora com registro assinado. Essa trava deixa imprimir a data de expurgo sem risco de perder documento vivo.
O S07 não tem campo para arquivo digital. Este plano mostra a falta que ele faz, porque as 5 cópias do mesmo contrato estavam na rede.
11. Marketing: estúdio e almoxarifado promocional
Material sem endereço, caixas fechadas sem etiqueta e estoque diferente da planilha. O estúdio e o almoxarifado promocional entraram no Seiton com 30%.
A dupla de designer e assistente fez o endereçamento de 27/abr a 15/mai. O almoxarifado foi dividido por família: impressos, brindes, estruturas e mostruário. Três kits de evento ficaram pré-montados, cada um com a lista de conteúdo na tampa. O bloco 3 pede caixas com etiqueta de conteúdo e saldo, e o mapa na porta mais as fotos dos kits documentam os 90% da saída.
No marketing, a marca antiga não teve exceção e saiu toda, e o brinde bom virou doação aprovada pela gerente. No estúdio, o analista sênior à frente do programa deixou só o que é de gravação, cada coisa com lugar marcado.
Escrito na caixa, o saldo ataca o problema da entrada. O estoque se aproxima da planilha sem que ninguém abra nada. O endereço ganhou dois níveis. A família aponta a estante e a tampa conta o conteúdo.
12. Hotelaria: rouparia central da governança
Na rouparia central, cada peça era guardada no primeiro espaço livre, e a camareira só achava o que precisava com a ajuda da governanta. A rouparia chegou ao Seiton com 25%.
A equipe completa trabalhou de 16/mar a 03/abr. As prateleiras foram organizadas por tipo de quarto, com as peças em kits na ordem de montagem do carro. Cada prateleira ganhou endereço e estoque mínimo, e o maior giro ficou na altura da mão.
O estoque mínimo na prateleira é um sinal de reposição, parente do kanban. A falta aparece antes de acontecer. O mapa ficou no quadro da rouparia, e a saída foi 90%.
Para dar baixa numa peça, a governanta assina o registro e a controladoria confere. A lavanderia também entrou na regra do Seiton, porque a reposição só vai para a prateleira conferida e no endereço.
A quem vai preencher a tabela de frequência do modelo, eu indico este plano primeiro, porque ele mede a distância pela mão de quem monta o carro.
13. Sustentabilidade: central de resíduos do canteiro
Tinta e solvente a céu aberto, baias sem placa nem cor e caminhão sem espaço para passar. A central de resíduos do canteiro partiu de 20%.
Equipe e empreiteiras fizeram o Seiton de 20/abr a 08/mai. Cada classe de resíduo ganhou baia com cor e placa.
Os perigosos foram para um abrigo coberto com contenção, e o fluxo passou a correr no sentido do portão. Carga misturada volta para ser separada.
Aqui a cor tem um significado só, a classe do resíduo. O mapa das baias na entrada e fotos datadas formam a evidência, e a nota de saída foi 85%.
A técnica de meio ambiente decide com o mestre para onde vai cada resíduo, e a papelada não tem atalho. Nenhuma caçamba sai sem manifesto de transporte emitido e arquivado.
Na central, o endereço serve a quem chega com a carga. Ele diz em qual baia cada resíduo entra. Por isso a regra do bloco 3 cabe numa frase. Quem descarta separa na origem.
Ferramentas que andam com o Seiton
O Seiton depende do senso anterior e prepara o seguinte. O programa 5S explica a sequência inteira, e a implantação do programa 5S põe cada senso no calendário. Depois dele vem o Seiso e o cronograma de limpeza, que fica mais fácil numa área onde cada coisa tem lugar. No glossário do Lean Enterprise Institute, o segundo S aparece em inglês como arrumar o que sobrou com um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar, a mesma frase que abre o S07.
Quando o endereço vira sinal para todos, o assunto passa para a gestão à vista e para a comunicação visual. Em posto de trabalho repetitivo, o lugar de cada ferramenta entra no trabalho padronizado e no POP da área.
Se o 5S faz parte de um projeto Lean maior, a comparação entre 5S e Lean ajuda a ver onde a organização do posto encontra o fluxo.
Modelo S07 em branco para imprimir
Os 13 exemplos acima foram montados sobre esta folha, que faz parte do Kit de Ferramentas 5S.
Cabeçalho com data, área piloto e responsável pelo 5S. Página 1: faixas de frequência de uso e o mapa que liga cada item ao seu endereço e à forma de identificar. Página 2: padrão de demarcação por cor, quadro sombra, regra de devolução e checklist final com o teste dos 30 segundos.
Ver e baixar o modelo em branco
A primeira página funciona bem como documento de trabalho do líder, preenchida a lápis durante o senso. O mapa pronto merece uma cópia afixada na entrada da área, que foi o que 11 dos 13 planos fizeram.
Um bom primeiro uso da folha é o teste do visitante, antes mesmo de mexer em qualquer prateleira. São três itens pedidos a alguém de fora, cronômetro na mão e tempo anotado. É a mesma pergunta que a cozinha de fast food da abertura responde a cada troca de equipe. Para quem vai liderar o 5S em várias áreas e quer método para isso, a Academia de Certificação da Voitto reúne as trilhas de formação com certificação ao final.
